Projeto em formulação prevê aproveitamento dos resíduos da pesca no Baixo Sul

20/04/2017
149271166320170420_123004Os representantes do Eixo da Pesca do Território Baixo Sul estiveram reunidos, nesta quinta-feira (20), na sede do Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar (Setaf) em Valença, para elaborar a proposta da implantação de uma Fábrica de Farinha de Ostra e de Peixe. A ação contará com o apoio da Companhia de Desenvolvimento e Ação regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).“A Fábrica é um projeto importante que irá atender todos os municípios do Baixo Sul. Os resíduos do pescado e da casca de ostra, que são jogados fora servirão de alimentação animal e adubação para a agricultura familiar”, explica o coordenador do Eixo de Pesca do Território Baixo Sul, Domingos Conceição.Zeni Nascimento, assistente territorial, no Baixo Sul, do projeto Bahia Produtiva, executado pela CAR/SDR, que está assessorando o processo de formatação da proposta, destaca que “é uma iniciativa importante, pois com a implantação da unidade de beneficiamento será possível agir em três níveis: aproveitamento dos subprodutos da pesca, que viram lixo e polui o meio ambiente, geração de insumos para a agricultura familiar e, consequentemente, aumento da renda de quem sobrevive do pescado”.A elaboração do projeto da Fábrica de Farinha de Peixe e de Ostra está sendo construído de maneira coletiva, com um apoio da bióloga, Mônica Pereira, do engenheiro de pesca, José dos Santos e da coordenadora de Projetos do Território Baixo Sul e representante da Central de Cooperativas e Empreendimentos solidários do Brasil (Unisol – Brasil), Cláudia Silva, dentre outros representantes.“A gente acompanha o desenvolvimento territorial a partir do fortalecimento das cadeias produtivas, dentro dos eixos que possam consolidar a inclusão produtiva. Esta é uma proposta promissora que vai contribuir, de maneira significativa, para o meio ambiente, para a agricultura familiar e para melhorar a qualidade de vida das pessoas que sobrevivem da cadeia pesqueira”, afirma Cláudia Silva.