O Projeto de Inclusão de Comunidades Remanescentes de Quilombos, projeto Quilombolas, iniciado em 2009, está se afirmando junto às organizações quilombolas da Bahia com atuações de combate à pobreza rural e inclusão no processo de desenvolvimento.
As ações estão sendo executadas nos Territórios de Identidade da Chapada Diamantina, Piemonte Norte do Itapicuru, Vitória da Conquista, Irecê, Baixo Sul, Litoral Sul, Extremo Sul, Sertão Produtivo, Velho Chico.
O Projeto de Inclusão das Comunidades Remanescentes de Quilombos tem o intuitode financiar atividades com comunidades remanescentes de quilombos nos estados da Bahia, Ceará e Pernambuco. As ações são realizadas com recursos doados pelo Fundo do Desenvolvimento Social do Governo do Japão através do Banco Mundial, no valor total de US$ 877,6 mil, somente na Bahia.
O principal objetivo é a qualificação das comunidades quilombolas para que se possa estabelecer diálogos com as instâncias públicas e privadas visando a elaboração de projetos e políticas que as beneficiem. As ações ocorrerem em 100 comunidades remanescentes de quilombos localizadas prioritariamente nas áreas de atuação da CAR e dos Territórios de Identidade.
Entre as atividades realizadas em 2011, estão as oficinas para consolidação de associações. A primeira oficina deste ano aconteceu na cidade de Ituberá, território do Baixo Sul da Bahia. Participaram do evento os assessores técnicos contratados pelo Projeto, além dos representantes de comunidades. Os representantes de associações quilombolas receberam orientação sobre revisão de Estatuto, funcionamento do Conselho Fiscal, além dos aspectos jurídicos e administrativos.
O projeto promoveu também o ‘Encontro Interestadual Quilombola’, com a participação de lideranças quilombolas da Bahia, Pernambuco e Ceará. No primeiro dia do evento, lideranças quilombolas do estado da Bahia, reuniram-se para oficializar a formação do Conselho Estadual Quilombola, a partir da discussão do regimento, estatuto e eleição de sua Diretoria.
Além disso, foram contratados assessores técnicos para cada Território de Identidade. De acordo com Antônio Fernando, os assessores técnicos têm o papel de elaborar diagnósticos e planos de desenvolvimento sustentáveis, além de apoiar a implantação, operação e gestão dos subprojetos, qualificando lideranças e representações dos movimentos sociais. Essas ações promovem o diálogo com instâncias públicas e instituições de financiamento externo para a construção de políticas e projetos que as beneficiem. “Estamos aproveitando este momento, em que reunimos os representantes de cada território, para que cada um possa mostrar o que está sendo feito em suas áreas de atuação. Desse modo, teremos oportunidade de conhecer as conquistas e também as dificuldades enfrentadas durante o processo de capacitação”, declarou.
As metas do projeto compreendem o fortalecimento das organizações comunitáriaslocais, promoção do acesso à comunicação digital e a informação, promoção do acesso à assistência técnica e qualificação das comunidades para que possam identificar e elaborar suas propostas de financiamento.