Na noite desta quarta-feira, 25 de agosto, o Conselho Estadual de Educação da Bahia (CEE-BA) discutiu o tema “Paulo Freire e o trabalho base: conquistas e perspectivas”, em encontro virtual com a presença da professora Dra. Rosana Mara (UNEB/CEE-BA) e do professor Me. Tiago Pereira (CEE-BA). A professora Leidiane Tumbalalá, conselheira suplente do CEE-BA, mediou o evento que fez parte da celebração ao Centenário de Paulo Freire, transmitido pelo canal do Youtube do Conselho.
A abertura da live foi feita pelo presidente do CEE-BA, Paulo Gabriel Nacif, que ressaltou a importância da comemoração do Ano Paulo Freire, com a discussão sobre as conquistas do trabalho de base dos movimentos sociais e os vínculos com a academia. “Vivemos um autoritarismo absurdo. Costumo dizer que era de se esperar que fosse no Brasil, que surgisse alguém como Paulo Freire. Ele representa a tradução das lutas dos movimentos populares pela educação popular”, comentou.
Durante o debate, os convidados fizeram apresentações que contribuíram para a construção da discussão sobre o trabalho de Paulo Freire e o trabalho de base. “Essa é uma temática que não podemos deixar de dar conta. Paulo Freire, com seus ensinamentos, ajudou a organizar muito trabalhos de bases que culminaram em várias instituições e movimentos sociais”, pontuou a professora Rosana que agradeceu a realização dos debates em homenagem a Paulo Freire, e disse ser uma “honra poder dialogar sobre este grande intelectual. “Ele merece tudo isso e muito mais, por nos assegurar e ampliar nossa mente acerca da realidade, das possibilidades e da construção de outro mundo possível, da transformação social”, complementou.
Para o professor Tiago Pereira, toda a discussão sobre a Pedagogia do Oprimido – obra mais conhecida de Freire – é muito atual. “Nos ajuda nos processos de enfrentamento em tempos tão retrógrados que estamos vivendo. Paulo Freire sempre presente”, disse.
A mediadora Leidiane encerrou o encontro virtual com um trecho do livro principal do pensador homenageado: “’não há diálogo, porém, se não há um profundo amor ao mundo e aos homens. Então é com diálogo e com amor que se faz uma educação de verdade”, encerrou.