Gênero e sexualidade na Escola: tema discutido em plenária do CEE/BA<br><br>

10/09/2015
Na segunda-feira (06/10/2014) teve lugar a Reunião Plenária do Conselho Estadual de Educação da Bahia (CEE/BA), tendo como palestrante Eni Santana Bispo, superintendente de Acompanhamento da Evolução do Sistema Educacional (Supav), além dos professores Fátima Medeiros, da Coordenação de Avaliação da Secretária de Educação (SEC) da Supav, e Rogério Fonseca, técnico da mesma coordenação.



Na segunda-feira (06/10/2014) teve lugar a Reunião Plenária do Conselho Estadual de Educação da Bahia (CEE/BA), tendo como palestrante Eni Santana Bispo (na foto, à direita), superintendente de Acompanhamento da Evolução do Sistema Educacional (Supav), além dos professores Fátima Medeiros (na foto, à esquerda), da Coordenação de Avaliação da Secretária de Educação (SEC) da Supav, e Rogério Fonseca, técnico da mesma coordenação. Trataram do Índice do Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que avalia as matérias de Língua Portuguesa e Matemática nas redes escolares públicas e particulares do estado. Também deram destaque a fatores que levam a um resultado menor no Ideb, em comparação ao planejamento.



Os palestrantes lembraram que o Ideb foi criado em 2007 e representa uma iniciativa pioneira: reunir, em um só indicador, dois conceitos igualmente importantes para a qualidade da educação: fluxo escolar e médias de desempenho nas avaliações. É calculado nos anos ímpares, levando-se em conta dados obtidos na própria avaliação do Ideb, somados a índices do Censo Escolar e do Sistema de Educação Básica (Saeb) para as unidades da federação, e mais a Prova Brasil, que avalia o rendimento nacional escolar para os municípios.



A avaliação do Ideb, pontuaram os palestrantes, é realizada sempre no mês de novembro, e deriva daí um dos problemas na coleta do índice. Neste período do ano as escolas particulares costumam já ter concluído o ano letivo para a maioria dos alunos, estando em aula apenas aqueles que realizam provas finais e recuperações. Por conta disso, as particulares optam por não participar da prova, temerosas de que as notas obtidas por essa mostra de alunos possa ser muito baixa, apontando para um rendimento insuficiente da escola. Essa postura, frisaram os palestrantes, acaba por influenciar a média final do Ideb no Estado.



Mas, apesar das dificuldades apontadas, os palestrantes mostraram-se otimistas com relação ao desenvolvimento dos resultados do Ideb na Bahia. Apontaram melhorias em todos os indicadores dos níveis de ensino Fundamental e Médio. Disseram que, além da ampla gama de fatores necessários para uma melhor qualificação dos índices, também se faz importante convencer gestores e professores de que é preciso incentivar os alunos a comparecerem às provas, fazendo com que os índices obtidos, cada vez mais, representem a realidade do ensino no estado.