Assembleia debate o cultivo de florestas na Bahia

06/10/2011
O secretário estadual de Meio Ambiente, Eugênio Spengler, e o presidente da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (Abaf), Leonardo Genofre debateram, na última quarta-feira (5), a situação das plantações de eucalipto e florestas cultivadas no estado, durante a reunião da Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa da Bahia.

O tema da reunião foi proposto pelo deputado Joseildo Ramos (PT), que se diz preocupado com a expansão da monocultura do eucalipto. “Esse debate já não é sem tempo, porque a Bahia experimenta a expansão desenfreada da silvicultura e até o momento não temos um marco regulatório. Sem regras, a atividade pode se tornar nociva ao meio ambiente”,destacou o deputado, que se comprometeu a realizar uma discussão sobre o assunto em Alagoinhas.

Durante a reunião, o presidente da Abaf, Leonardo Genofre, destacou que a perspectiva da associação é manter o crescimento do plantio de florestas na Bahia. “O nosso estado é muito competitivo, por isso entendemos que as questões de sustentabilidade passam pelo aumento das áreas preservadas. Hoje temos mais de 30 mil hectares de áreas de Mata Atlàntica preservadas na Bahia”, disse.

O secretário Eugênio Spengler pontuou que o cultivo de florestas é uma atividade econômica fonte de energia, mas que precisa ter regras claras.“O entendimento que a área ambiental do Governo da Bahia tem é que precisamos regulamentar a atividade, estabelecer limites por bacia hidrográfica e por território, as condições de equilíbrio entre a atividade florestal e as outras atividades econômicas associadas a agricultura, produção de alimentos, para que empresários, governo e sociedade tenham segurança”, afirmou o secretário, acrescentando que o modelo adotado no extremo sul não é sustentável.

Cultivo de Florestas - Segundo o presidente da Abaf, a associação abrange atualmente cerca de 700 mil hectares de florestas, sendo mais de 306 mil áreas de mata nativa preservada. Toda a cadeia florestal responde por mais de 30 mil empregos diretos e indiretos e gera mais de R$ 39 milhões em encargos sociais nos âmbitos federal, estadual e municipal.

Fonte: Ascom/Sema