01/06/2012
Cerca de 50 lideranças de Terreiros de Candomblé das diversas nações do culto presente no recôncavo baiano participaram, na última quarta-feira (30), na cidade de Cachoeira, do Seminário Candomblé e Meio Ambiente. O evento, promovido pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), debateu temas ligados à preservação ambiental através das práticas sagradas do povo de candomblé e os marcos legais sobre os direitos dos povos de terreiro e combate ao racismo ambiental.
O seminário faz parte de uma série de ações propostas pelo Inema em atendimento às solicitações da Carta de Cachoeira, apresentada pelos representantes de terreiro ao Governo da Bahia em junho de 2011. “Estamos trabalhando também na elaboração de uma cartilha informativa do candomblé e meio ambiente, com a cronologia da origem histórica do candomblé em Cachoeira, desde 1550 até os dias atuais, e o guia de plantas sagradas de povos de terreiro”, destacou a coordenadora de Interação Social do Inema, Maísa Flores.
De acordo com Maísa, o recôncavo é conhecido pela diversidade cultural com profunda influência de povos de terreiro e comunidades tradicionais (quilombolas, pescadores e marisqueiras), que historicamente reivindicam espaços necessários para o desenvolvimento cultural, social e econômico. “Os terreiros constituem importantes centros de tradição e cultura, além de ser referência no desenvolvimento e manutenção das comunidades em que estão inseridos, promovendo assistência religiosa, à saúde, utilizando os conhecimentos sobre plantas medicinais, espaço de mediação de conflito, entre outros”, ressaltou.
Outra ação proposta pelo Inema na região é a criação de um viveiro de mudas sagradas para o candomblé, a fim de garantir a diversidade, a preservação e a oferta de plantas para a realização dos cultos. “Estamos em fase adiantada de implementação, já avaliamos o terreno que apresenta melhores condições técnicas e que atende às exigências da legislação ambiental vigente”, ressaltou técnico em Meio Ambiente do Inema, Geraldo Amaral.
Para Geraldo, a concepção do viveiro alinha a prática religiosa dos terreiros com a preocupação do instituto em preservar a biodiversidade. “As mudas produzidas serão distribuídas gratuitamente, um incentivo a mais na recomposição de áreas desmatadas e para arborização dos terreiros de candomblé”.
Segundo o diretor da Fundação Cultural Casa Paulo Dias Adorno, Marcelino Gomes, o momento é de aproveitar a preocupação do governo com a preservação do meio ambiente e a manutenção e valorização dos terreiros de candomblé. “Não é possível haver culto afro sem a presença de elementos da natureza como água, folhas e a terra. O terreiro é um espaço sagrado que deve ser respeitado e bem cuidado”.
Fonte: Ascom/Inema
O seminário faz parte de uma série de ações propostas pelo Inema em atendimento às solicitações da Carta de Cachoeira, apresentada pelos representantes de terreiro ao Governo da Bahia em junho de 2011. “Estamos trabalhando também na elaboração de uma cartilha informativa do candomblé e meio ambiente, com a cronologia da origem histórica do candomblé em Cachoeira, desde 1550 até os dias atuais, e o guia de plantas sagradas de povos de terreiro”, destacou a coordenadora de Interação Social do Inema, Maísa Flores.
De acordo com Maísa, o recôncavo é conhecido pela diversidade cultural com profunda influência de povos de terreiro e comunidades tradicionais (quilombolas, pescadores e marisqueiras), que historicamente reivindicam espaços necessários para o desenvolvimento cultural, social e econômico. “Os terreiros constituem importantes centros de tradição e cultura, além de ser referência no desenvolvimento e manutenção das comunidades em que estão inseridos, promovendo assistência religiosa, à saúde, utilizando os conhecimentos sobre plantas medicinais, espaço de mediação de conflito, entre outros”, ressaltou.
Outra ação proposta pelo Inema na região é a criação de um viveiro de mudas sagradas para o candomblé, a fim de garantir a diversidade, a preservação e a oferta de plantas para a realização dos cultos. “Estamos em fase adiantada de implementação, já avaliamos o terreno que apresenta melhores condições técnicas e que atende às exigências da legislação ambiental vigente”, ressaltou técnico em Meio Ambiente do Inema, Geraldo Amaral.
Para Geraldo, a concepção do viveiro alinha a prática religiosa dos terreiros com a preocupação do instituto em preservar a biodiversidade. “As mudas produzidas serão distribuídas gratuitamente, um incentivo a mais na recomposição de áreas desmatadas e para arborização dos terreiros de candomblé”.
Segundo o diretor da Fundação Cultural Casa Paulo Dias Adorno, Marcelino Gomes, o momento é de aproveitar a preocupação do governo com a preservação do meio ambiente e a manutenção e valorização dos terreiros de candomblé. “Não é possível haver culto afro sem a presença de elementos da natureza como água, folhas e a terra. O terreiro é um espaço sagrado que deve ser respeitado e bem cuidado”.
Fonte: Ascom/Inema