Inema fortalece ações de incentivo à criação de abelhas

11/06/2013
O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) realizou, em parceria com a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), uma Oficina de Meliponicultura para servidores da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e Inema, além de produtores de mel e técnicos de outras instituições públicas. A capacitação ocorreu no centro de treinamentos da EBDA nos dias 10 e 11 de junho e abordou conceitos, cenários, entraves e perspectivas para a criação de abelhas.

Durante a solenidade de abertura, a diretora geral do Inema Márcia Telles e o presidente da EBDA, Elionaldo de Faro, assinaram convênio de cooperação técnica visando o acompanhamento e fomento a novos projetos de Meliponicultura no entorno de Unidades de Conservação e nas áreas prioritárias para a conservação do estado.

Para Márcia Telles a parceria é fundamental para que as técnicas de criação e manejo de abelhas sem ferrão sejam popularizadas, promovendo a recuperação das espécies, a segurança alimentar e geração de renda para as comunidades produtoras. “Esta é uma atividade que abrange componentes sociais e ambientais, com objetivos de preservação dos nosso biomas, além da melhoria de vida das comunidades, como alternativa de geração de renda, incentivando a permanência destas pessoas em suas propriedades”, pontuou.

Através do convênio o Inema irá elaborar edital público para fomento de projetos nos biomas Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, atendendo agricultores familiares, povos indígenas e remanescentes de quilombos e disponibilizará cerca de 370 mil reais à EBDA para o desenvolvimento de técnicas e tecnologias além de qualificação das comunidades envolvidas.

De acordo com o presidente da EBDA, Elionaldo de Faro, a criação de abelhas sem ferrão (Meliponicultura) é uma atividade relativamente pouco incentivada na atualidade, mas de grande importância para a manutenção da biodiversidade. “Esta oficina propicia aos técnicos conhecimentos científicos para que possamos difundir a importância da abelha, sendo esta, indispensável para a polinização de várias culturas. É fundamental que os técnicos estejam preparados para orientar as pessoas a realizarem atividades iniciais de criação, garantia de reprodução e desenvolvimento da criação com foco na geração de emprego, renda e preservação ambiental de abelhas em nosso estado”, ressaltou.

A oficina abordou temas como a legislação federal para a regularização da meliponicultura; fiscalização e vigilância sanitária de produtos melíponas; conservação das abelhas nativas sem ferrão; noções gerais sobre mel, pólen, cerume e apresentação de experiências de meliponicultura na Bahia.

Meliponicultura é a atividade de criação racional de abelhas sem ferrão (Meliponíneos). Embora existam centenas de espécies no Brasil, as principais abelhas indígenas, conhecidas como sem ferrão, são a uruçu verdadeira, uruçu amarela, jataí, mandaçaia e tiuba amarela. O mel das abelhas sem ferrão é saboroso, diferenciado e reconhecido por suas importantes propriedades funcionais sobre a saúde humana.
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