Zoo encerra ensinamentos teóricos de manejo no presídio Lafayete Coutinho

23/02/2016
O Parque Zoobotânico Getúlio Vargas realizou durante a última segunda e esta terça-feira (22 e 23) a parte teórica do curso de manejo de animais silvestres para os detentos da unidade prisional Lafayete Coutinho, que fica no bairro de Castelo Branco. Na oportunidade, técnicos do Zoo passaram informações para que os presidiários possam desempenhar a parte prática dos ensinamentos no próprio Zoológico.

Durante a apresentação do veterinário Vinícius Dantas e do técnico Thiago Nilo, situações de manejo e características das mais variadas espécies foram transmitidas aos 22 detentos participantes do curso, que agora terá a fase prática, programada para ser realizada no próprio Jardim Zoológico na próxima segunda-feira (29).

“Eu acredito que essa seja uma das ações mais importantes do Zoológico de Salvador quando falamos de Educação Ambiental. Você ter a oportunidade de trabalhar com pessoas e tentar fazer uma reintrodução social é fantástico. Fazer isso através da atividade do Zoo de Salvador, que é de conservação e proteção de fauna, é melhor ainda. Espero que essa seja uma dentre várias que aconteçam”, disse Vinícius Dantas.

O Zoo já esteve em um primeiro momento no Lafayete Coutinho, no início deste mês, onde apresentou o papel de um zoológico na preservação das espécies, as distinções dos biomas brasileiros e o papel do tratador de animais. Nesta oportunidade, o diretor do presídio, José Nilton Santos, parabenizou a idealização.

“Pela primeira vez conseguimos trazer alguém que falasse sobre fauna e flora brasileira. Eles estão reclusos, mas muitos deles têm carinho pelos animais. A intenção do curso é que eles possam se dedicar e seguir carreira como tratador de animais”, afirmou.

A unidade prisional, de regime semiaberto, tem 474 detentos em suas instalações, e oferece aos mesmos trabalhos internos para a reintrodução social. Dentro do Lafayete Coutinho, atividades de plantio e limpeza, por exemplo, são oferecidas para que os presidiários, além de terem uma profissão, possam diminuir a sua pena.
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