Instrumentos de Gestão dos recursos hídricos são debatidos durante XVIII Encob

05/07/2016
Na última segunda-feira (4), no XVIII Encontro Nacional dos Comitês de Bacias Hidrográficas (Encob), que vem sendo realizado no hotel Othon, em Salvador, até a próxima sexta-feira (8), os planos, enquadramentos de outorga de direito e o sistema de informações sobre recursos hídricos foram discutidos em debate entre comitês e representantes de órgãos estaduais e federal.

De acordo com o coordenador de planos da Agência Nacional de Águas (ANA), Wagner Vilella, responsável pela mesa de debate na oportunidade, discussões como as que acontecem no Encob são relevantes para que se melhore a política de águas e o desempenho dos comitês de bacias.

“Tentamos explicar um pouco de como são feitos os planos de recursos hídricos. Aqui para a Bahia isso é muito importante, pois existem vários comitês nesse processo, fazendo seus planos de bacia. Mostramos também o histórico dos planos e as mudanças que tivemos em relação aos que estão sendo feitos e seus resultados. Constatamos que a maneira que isso vem acontecendo não está resolvendo a necessidade”, disse Vilella.

Durante mais de duas horas de discussões na sala Itapuã C do hotel, representantes de comitês de bacias de todo o país debateram sobre as atuações ações de recursos hídricos que acontecem no Brasil e entenderam que devem realizar mudanças na qualidade da água das cidades e bacias.

“Precisamos mudar no sentido de dar mais pragmatismo na elaboração de planos de bacia, um foco naquilo que o comitê, os órgãos estaduais e a ANA têm governabilidade. Precisamos desenvolver propostas com orçamentos menores, mas como efetividade”, apontou Wagner Vilella.

O Encob, que este ano vem sendo sediado em Salvador, reúne representantes das áreas de gestão de recursos hídricos, sociedade civil e outras instituições de todo o Brasil. Realizado entre 3 e 8 de julho de 2016, o XVIII Encob deve ter a presença de cerca de 200 comitês de bacias hidrográficas em atuação no Brasil. Na série de debates e seminários serão discutidos temas como gestão das águas, saneamento, enfrentamento à crise de recursos hídricos e o desastre ambiental do Rio Doce, em Minas Gerais.
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