Secretário é convidado do Conselho de Meio Ambiente da Fieb

10/02/2017
Convidado para participar da primeira reunião do ano do Conselho de Meio Ambiente do Sistema Fieb (Comam/Federação das Indústrias do Estado da Bahia), realizada na tarde desta quinta-feira (9), o secretário estadual do Meio Ambiente (Sema), Geraldo Reis, conheceu as estratégias de gestão ambiental da Fieb e ouviu as demandas para a pasta.


“Acho importante que os setores industriais e produtivos não enxerguem a Secretaria do Meio Ambiente apenas como um órgão de defesa ambiental. Nosso papel é também o de disputar uma estratégia de desenvolvimento econômico-social sustentável para a Bahia”, defendeu. “Não se trata de impedir, não se trata de podar ou de travar o desenvolvimento econômico, mas sim de discutir com os setores a concepção de desenvolvimento que queremos para a Bahia”, disse o novo gestor.


Reis deixou clara sua preocupação com a crise hídrica atual em várias cidades do interior do estado, afetando o abastecimento para consumo humano. “Para além das potencialidades que as várias regiões do território baiano oferecem, a sociedade civil, agentes de governo e agentes econômicos devem internalizar fortemente no planejamento das suas atividades as mudanças climáticas que estão ocorrendo”.


A reunião foi presidida por Jorge Cajazeira, presidente do Conselho, e contou com a participação de representantes de diversos setores produtivos, além do superintendente de Políticas e Planejamento Ambiental da Sema, Aderbal Duarte, a chefe de Gabinete, Iara Icó, a assessora especial do Inema, Maria Daniela Guimarães, entre outros.


A gerente de Meio Ambiente e Responsabilidade Social da Fieb, Arlinda Coelho, apresentou as estratégias de gestão e planejamento ambiental que o Sistema Fieb oferece às indústrias e aos diversos setores produtivos do estado. Dentre as principais demandas apresentadas pela Fieb, ela citou o fortalecimento da Licença Ambiental por Adesão e Compromisso (LAC), o fortalecimento dos CTGAs de empresas privadas por meio de secretarias, e contribuições na elaboração das Normas Técnicas para os setores de mineração, petróleo e gás.


Arlinda Coelho fez a defesa de um processo de licenciamento ambiental ágil, transparente e eficaz, e pediu maior fiscalização das informações prestadas na autodeclararão. "Quando há falsidade nas informações, o setor empresarial perde", disse.


Deixando claro que este primeiro momento é apenas de conhecer e ouvir os vários setores, Reis lembrou sua participação na reunião da Frente Parlamentar Ambientalista, e sinalizou que seu esforço será no sentido de mediar conflitos. “Não podemos deixar de reconhecer o processo de modernização que foi feito na gestão anterior no sistema de regulamentação e no processo de licenciamento”, disse o secretário.


Conselho - Os objetivos gerais do Comam são formular diretrizes e estratégias que sirvam de base ao processo decisório e o posicionamento político do Sistema Fieb na área de Meio Ambiente, como também consolidar e uniformizar a ação do Sistema Fieb através da participação de empresários em consonância com leis e políticas nesta área.
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