Em conjunto com o ICMBio, Inema participa do censo da Arara-azul-de-lear

22/09/2017
Como parte da implementação do Plano de Ação da Arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari), o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), por intermédio da Coordenação de Flora e Fauna (COFFA), lotada na Diretoria de Biodiversidade (DIBIO) participou entre os dias 18 e 22/09 do censo realizado pelo Centro Nacional de Pesquisa para a Conservação das Aves Silvestres CEMAVE, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A ação que também conta com o esforço em conjunto das comunidades envolvidas visa realizar o censo populacional dessa espécie que se encontra na lista nacional e estadual como ameaçada de extinção.

Segundo Sara Alves, coordenadora da COFFA, essa atividade tem como principal objetivo fazer o acompanhamento da população dessa espécie para avaliar se estão se restabelecendo a partir de ações de conservação a exemplo da implantação de áreas protegidas, sensibilização das comunidades bem como ações de repressão ao tráfico de animais silvestres.

“As equipes estão realizando o censo nos municípios de Canudos, Jeremoabo e Paulo Afonso. Em Canudos o Inema ajuda a realizar o censo em três pontos da Fazenda Toca Velha: Sacos 01, 02 e 03. A contagem é feita em dois momentos: ao nascer do sol quando as araras saem do dormitório para as áreas de alimentação e ao anoitecer quando elas voltam para os dormitórios”, explicou Alves.

Ainda segundo Sara, os primeiros resultados demonstram que as populações estão se restabelecendo em especial nas áreas protegidas como na Estação Biológica de Canudos de propriedade da Biodiversitas.

"É a primeira vez que o Instituto participa de uma ação de manejo como essa em colaboração com o órgão federal. Aprendemos em especial que as comunidades locais são as maiores parceiras da conservação. Foi enriquecedor ouvir do Senhor Odorico, filho do primeiro cabloco que viu a Leari na região e relatou ao pesquisador, o alemão Helmut Sick, o quanto ele ama trabalhar e dedicar seus dias pra ajudar a conservar as araras azuis”, pontuou.

A arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) é uma espécie ameaçada de extinção que ocorre exclusivamente na caatinga baiana, na região conhecida como Raso da Catarina. O tráfico de animais silvestres e a destruição do habitat são os principais fatores de ameaça à espécie. Para tentar reverter esta situação, foi elaborado o Plano de Ação Nacional para a Conservação da Arara-Azul-de-Lear: Anodorhynchus leari, que contempla várias ações de conservação, pesquisa, proteção e educação ambiental.

O CEMAVE realiza o monitoramento populacional da espécie desde 2001, contando com a parceria de diversas instituições e pessoas. Este monitoramento é realizado através de censos simultâneos nos dois principais dormitórios conhecidos utilizados pelas araras, utilizando-se método padronizado. A espécie vem se recuperando nos últimos anos, graças às ações do seu programa de conservação. Com informações do ICMBio.
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