17/09/2021
O Instituo do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) participou, hoje (17), do “Workshop da Bacia do Joanes”, evento realizado pela Prefeitura de Lauro de Freitas e a OSCIP Rio Limpo em parceria com a Área de Proteção Ambiental (APA) Joanes-Ipitanga. Representando o Instituto, o chefe de gabinete Welton Rocha, o diretor de Recursos Hídricos e Monitoramento Ambiental, Eduardo Topázio, e Geneci Braz, gestor da APA.
Durante a mesa de abertura, o presidente da Oscip Rio Limpo (entidade que defende a recuperação dos rios em Lauro de Freitas), Fernando Borba, destacou a necessidade da realização do encontro entre os representantes dos municípios, dos órgãos estaduais e diversos segmentos que atuam na bacia hidrográfica. “Pensamos em uma forma de provocar todas as autoridades competentes para os problemas de poluição do Rio Joanes, assim surgiu a Rio Limpo que, desde 2009, vem promovendo seminários e atividades socioambientais para denunciar e debater soluções para os diversos problemas vivenciados na bacia, fonte de sustento de centenas de famílias. Hoje conseguimos grandes conquistas, quando eu vejo aqui, reunidos, os secretários dos municípios que compõem a nossa bacia, avaliando o que cada um destes municípios tem causado de dano e o que tem feito para minimizar esta situação, já é um importante caminho para que possamos sair daqui com sugestões, encaminhamentos e pactos que visem a recuperação deste manancial”.
A prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, parabenizou a todos os envolvidos na organização do evento. “Quero enfatizar o empenho da OSCIP Rio Limpo, idealizador deste evento, que hoje é uma entidade referência na defesa do meio ambiente, em especial da APA Joanes – Ipitanga. O Rio Joanes atravessa oito municípios, desde sua nascente em São Francisco do Conde até a sua foz aqui em Lauro de Freitas, são mais de quatro milhões de habitantes que sofrem os impactos diretos da poluição causada em todo este trajeto, muito pela falta de saneamento e ocupação irregular. Estamos em estagio de alerta, para que possamos nos mobilizar, no ponto de vista das instituições e adotar as providências para melhoria das condições ambientais do rio. Venho aqui, diante da ampla participação,propor a criação de um consórcio interfederativo, composto por representantes de todas as cidades da Bacia e do Governo do Estado, com o propósito de capitalizar projetos de revitalização”.
Representado a diretora geral do Inema, Márcia Telles, o chefe de gabinete Welton Rocha saudou os participantes e destacou a atuação e os investimentos do Governo do Estado, por meio do Inema, no monitoramento da qualidade dos recursos hídricos e na gestão de unidades de conservação. “São muitos os desafios e o Inema tem fortalecido os instrumentos de gestão da APA, de maneira a contemplar a participação dos diversos segmentos sociais, são estes os mais afetados como vimos aqui nos depoimentos de pescadores, que vivenciam os problemas no dia a dia”.
Durante a programação o diretor de Recursos Hídricos e Monitoramento Ambiental (DIRAM), Eduardo Topázio, apresentou o Programa Monitora de avaliação da qualidade dos corpos hídricos em todo o estado e o diagnóstico atual da bacia. “Hoje temos mais de 500 pontos de monitoramento distribuídos nas 25 Regiões de Planejamento e Gestão das Águas (RPGA’s), temos aqui na Bacia do Joanes uma robusta rede, com equipamentos cobrindo todo o percurso do manancial. A localização dos pontos de coleta leva em consideração os usos múltiplos da água, os padrões de uso e ocupação do solo, dentre outros fatores. É um Programa relativamente novo, com 13 anos de existência, mas que vem evoluindo e recebendo uma atenção especial como instrumento essencial para a gestão ambiental, através de investimentos na ampliação de sua malha amostral, equipamentos de análise e na divulgação dos relatórios gerados”.
“As informações geradas servem de subsídio para ações efetivas no que diz respeito à gestão dos recursos hídricos, como gerar dados relativos às áreas prioritárias para o controle da poluição da água, subsidiar a elaboração de propostas de enquadramento de rios, a implementação dos planos de bacia e relatórios para a cobrança do uso da água. são relatórios elaborados tanto para o entendimento do público em geral como para subsidiar as tomada de decisões do poder público”, explicou Topázio.
Em seguida o gestor da APA Joanes – Ipitanga, Geneci Braz, discorreu sobre os trabalhos realizados pelo Conselho Gestor da APA. “Um conselho consolidado com ampla representatividade da sociedade civil, do poder público e empreendedores locais, que tem dialogado buscando o desenvolvimento sustentável da região. Em todos estes anos na APA, realizamos projetos de revitalização, bem como de educação ambiental para sensibilizar a população’, ressaltou.
A APA Joanes – Ipitanga
Criada com o objetivo de proteger os mananciais dos Rios Joanes e Ipitanga, importante sistema de abastecimento de água para a Região Metropolitana de Salvador, através do compartilhamento dos seus usos e a ocupação do território com base nas suas características ambientais.
Possuindo 64.430 hectares, ela contempla partes dos municípios de Salvador, Simões Filho, Camaçari, Lauro de Freitas, Dias D’Àvila, Candeias, São Francisco do Conde e São Sebastião do Passé.
Durante a mesa de abertura, o presidente da Oscip Rio Limpo (entidade que defende a recuperação dos rios em Lauro de Freitas), Fernando Borba, destacou a necessidade da realização do encontro entre os representantes dos municípios, dos órgãos estaduais e diversos segmentos que atuam na bacia hidrográfica. “Pensamos em uma forma de provocar todas as autoridades competentes para os problemas de poluição do Rio Joanes, assim surgiu a Rio Limpo que, desde 2009, vem promovendo seminários e atividades socioambientais para denunciar e debater soluções para os diversos problemas vivenciados na bacia, fonte de sustento de centenas de famílias. Hoje conseguimos grandes conquistas, quando eu vejo aqui, reunidos, os secretários dos municípios que compõem a nossa bacia, avaliando o que cada um destes municípios tem causado de dano e o que tem feito para minimizar esta situação, já é um importante caminho para que possamos sair daqui com sugestões, encaminhamentos e pactos que visem a recuperação deste manancial”.
A prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, parabenizou a todos os envolvidos na organização do evento. “Quero enfatizar o empenho da OSCIP Rio Limpo, idealizador deste evento, que hoje é uma entidade referência na defesa do meio ambiente, em especial da APA Joanes – Ipitanga. O Rio Joanes atravessa oito municípios, desde sua nascente em São Francisco do Conde até a sua foz aqui em Lauro de Freitas, são mais de quatro milhões de habitantes que sofrem os impactos diretos da poluição causada em todo este trajeto, muito pela falta de saneamento e ocupação irregular. Estamos em estagio de alerta, para que possamos nos mobilizar, no ponto de vista das instituições e adotar as providências para melhoria das condições ambientais do rio. Venho aqui, diante da ampla participação,propor a criação de um consórcio interfederativo, composto por representantes de todas as cidades da Bacia e do Governo do Estado, com o propósito de capitalizar projetos de revitalização”.
Representado a diretora geral do Inema, Márcia Telles, o chefe de gabinete Welton Rocha saudou os participantes e destacou a atuação e os investimentos do Governo do Estado, por meio do Inema, no monitoramento da qualidade dos recursos hídricos e na gestão de unidades de conservação. “São muitos os desafios e o Inema tem fortalecido os instrumentos de gestão da APA, de maneira a contemplar a participação dos diversos segmentos sociais, são estes os mais afetados como vimos aqui nos depoimentos de pescadores, que vivenciam os problemas no dia a dia”.
Durante a programação o diretor de Recursos Hídricos e Monitoramento Ambiental (DIRAM), Eduardo Topázio, apresentou o Programa Monitora de avaliação da qualidade dos corpos hídricos em todo o estado e o diagnóstico atual da bacia. “Hoje temos mais de 500 pontos de monitoramento distribuídos nas 25 Regiões de Planejamento e Gestão das Águas (RPGA’s), temos aqui na Bacia do Joanes uma robusta rede, com equipamentos cobrindo todo o percurso do manancial. A localização dos pontos de coleta leva em consideração os usos múltiplos da água, os padrões de uso e ocupação do solo, dentre outros fatores. É um Programa relativamente novo, com 13 anos de existência, mas que vem evoluindo e recebendo uma atenção especial como instrumento essencial para a gestão ambiental, através de investimentos na ampliação de sua malha amostral, equipamentos de análise e na divulgação dos relatórios gerados”.
“As informações geradas servem de subsídio para ações efetivas no que diz respeito à gestão dos recursos hídricos, como gerar dados relativos às áreas prioritárias para o controle da poluição da água, subsidiar a elaboração de propostas de enquadramento de rios, a implementação dos planos de bacia e relatórios para a cobrança do uso da água. são relatórios elaborados tanto para o entendimento do público em geral como para subsidiar as tomada de decisões do poder público”, explicou Topázio.
Em seguida o gestor da APA Joanes – Ipitanga, Geneci Braz, discorreu sobre os trabalhos realizados pelo Conselho Gestor da APA. “Um conselho consolidado com ampla representatividade da sociedade civil, do poder público e empreendedores locais, que tem dialogado buscando o desenvolvimento sustentável da região. Em todos estes anos na APA, realizamos projetos de revitalização, bem como de educação ambiental para sensibilizar a população’, ressaltou.
A APA Joanes – Ipitanga
Criada com o objetivo de proteger os mananciais dos Rios Joanes e Ipitanga, importante sistema de abastecimento de água para a Região Metropolitana de Salvador, através do compartilhamento dos seus usos e a ocupação do território com base nas suas características ambientais.
Possuindo 64.430 hectares, ela contempla partes dos municípios de Salvador, Simões Filho, Camaçari, Lauro de Freitas, Dias D’Àvila, Candeias, São Francisco do Conde e São Sebastião do Passé.