CBDB esclarece sobre a importância das barragens

10/01/2022
Em nota divulgada no último sábado (10/01) pelo Núcleo Regional da Bahia, do Comitê Brasileiro de Barragens – CBDB, a entidade esclarece sobre a importância das barragens, desde que construída de forma adequada e seguindo todos os critérios técnicos necessários.

Ainda segundo a CBDB, essas estruturas devem ser implantadas com o objetivo de controlar as cheias de rios, situações estas que sempre ocorrem em períodos úmidos de grandes intensidades de chuvas, e que são prognosticadas por especialistas do clima levando as autoridades, através da Defesa Civil, a anteciparem preparativos de forma que os eventos de cheias venham a impactar com menor intensidade as populações instaladas em áreas de vulnerabilidade.

Veja abaixo a íntegra da nota da CBDB:

DA BAHIA - ESCLARECIMENTOS À POPULAÇÃO E À COMUNIDADE TÉCNICA

As barragens que foram projetadas e construídas, dentro da melhor técnica, aplicando os recursos que a Engenharia de Barragens proporciona, permanecem íntegras, não tendo suas funções prejudicadas pelas recentes chuvas, do mês de dezembro de 2021, esclarece o Núcleo Regional da Bahia, do Comitê Brasileiro de Barragens – CBDB (http://cbdb.org.br/), entidade com 60 anos de existência. A instituição CBDB é um agente facilitador no processo de assegurar que a realização e a operação de barragens e obras associadas sejam técnica, ambiental e socialmente adequadas ao máximo benefício da sociedade brasileira.

Neste momento, o CBDB através de seu Núcleo Regional da Bahia se solidariza com as centenas de milhares de famílias que foram atingidas pelas recentes chuvas intensas em todo o Estado da Bahia, em especial, com as populações ribeirinhas residentes nas regiões Extremo Sul, Sul e Sudoeste, esperando que este momento de dor seja logo superado e que suas vidas voltem à normalidade.

BARRAGENS projetadas e construídas dentro da melhor técnica, podem e devem ser implantadas com o objetivo de controlar as cheias de rios, situações estas que sempre ocorrem em períodos úmidos de grandes intensidades de chuvas, e que são prognosticadas por especialistas do clima levando as autoridades, através da Defesa Civil, a anteciparem preparativos de forma que os eventos de cheias venham a impactar com menor intensidade as populações instaladas em áreas de vulnerabilidade.

Destaca-se que os reservatórios das BARRAGENS podem também funcionar como amortecedores de cheias, podendo ser mantidos rebaixados nas vésperas de períodos chuvosos, e que no advento da necessidade de vertimento, são dotadas necessariamente de estruturas de extravasão projetadas e dimensionadas para tal função, permitindo que o excesso da água, na ocorrência de enchentes, possa verter para o trecho abaixo do rio, sem provocar o seu galgamento. Estas estruturas de extravasão (sangradouros, vertedouros) podem ter as vazões controladas, quando possuem comportas, como é o caso da Barragem de Pedra do Cavalo, ou não controladas, como é o caso da Barragem do Rio Colônia. Por esta razão é que, algumas vezes, quando a Barragem possui comportas, é possível definir o escoamento que será liberado no trecho abaixo do barramento. Assim, a abertura de comportas de uma barragem é uma operação normal, não devendo ser registrada como uma condição excepcional. Já quando não existe comporta, estrutura denominada de soleira livre, parte do volume de água que aflui ao reservatório é automaticamente e imediatamente liberado, para escoar no trecho do rio, sendo que neste caso, o operador não possui nenhum controle sobre este escoamento.

Presume-se que os acidentes e incidentes que ocorreram foram observados em barragens construídas, de cujas estruturas ainda não temos referências dos critérios técnicos adotados, predominantemente localizadas em propriedades particulares, em fazendas, ou operadas pelas prefeituras. As condições observadas das barragens federais (principalmente CHESF e CODEVASF) e estaduais (principalmente EMBASA e CERB) demonstraram que, projetadas para suportar condições adversas como as observadas recentemente, têm um comportamento seguro e adequado. As barragens, inclusive, são projetadas para condições mais extremas (maiores tempos de retorno, ou seja, chuvas ainda maiores), que as ocorridas recentemente.

Os recentes períodos de estiagens severas e prolongadas, geraram uma falsa segurança às populações ribeirinhas, que se instalaram no “leito maior” dos cursos d’água, ou seja, em suas planícies de inundação histórica, daí, quando o rio procura ocupar esta área, que pertencia ao seu escoamento natural nas grandes vazões, provoca desastres sociais, que nada tem a ver com a implantação de BARRAGENS.

NÚCLEO REGIONAL DA BAHIA - COMITÊ BRASILEIRO DE BARRAGENS – CBDB

Roberto de Oliveira Facchinetti - Diretor Regional

Jose Mario Miranda - Diretor Técnico Regional

Jorge Luis Rocha De Amorim - Diretor de Comunicações Regional

Lúcio Landim Fonseca - Diretor Secretário Regional