CETAS relembra aparição de gato-mourisco em suas unidades

17/05/2022
Relembrado também nesta terça-feira (17/05), o Dia das Espécies Ameaçadas, que é bastante citado no Dia Mundial da Vida Selvagem, serve de alerta a todos que prezam por um planeta ecologicamente equilibrado.

Decorrente das ações do homem, bem como os efeitos do homem na natureza, o número de animais ameaçados de extinção no mundo cresce cada dia mais. Na Bahia, de acordo com a última lista oficial de espécies da fauna ameaçadas de extinção, 2.607 espécies de fauna foram consideradas raras, endêmicas ou sob ameaça de extinção no território estadual. Do total, 331 animais foram classificados em algum grau de ameaça.

Gato-mourisco

Também conhecido como jaguarundi ou gato-preto, o gato-mourisco (Herpailurus yagouaroundi) é considerado raro e está na espécie da fauna brasileira ameaçada de extinção. Com coloração que varia do preto, cinza para o marrom e marrom alaranjado, o felino tem pupilas redondas - reflexo do hábito diurno - e é comum nos Estados Unidos até a América do Sul.

Biólogo do Centro de Triagem de Animais Silvestres do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CETAS/Inema), Haeliton Cerqueira explica o que diferencia o felino dos demais animais comuns no território baiano. “É um felino de médio porte, que  quando adulto pode pesar até 40 quilos, e se diferencia por possuir hábitos diurnos. Isso, inclusive, acaba influenciando fortemente no risco de extinção da espécie, porque além da perda fragmentada de habitat, ele sofre também pela caça direta [entre humanos] e indireta, a partir de outros animais que ele costuma se alimentar”, disse.

Triagem no CETAS/Inema

Apesar de não ser muito comum no território baiano, o gato-mourisco já possui registro na triagem de ambos os CETAS do Instituto, tanto o de Cruz das Almas, que atende o Recôncavo Baiano, quanto o de Salvador, que atende a capital e regiões próximas.

No total, já são 08 indivíduos da espécie que deram entrada nos CETAS desde 2020, a maioria jovem e filhotes necessitando de recria e reabilitação, alguns clínicos, por cuidado incorreto (feito pela população) e acidente por atropelamento.

Também responsável por fazer a triagem dos animais no CETAS, Haeliton explica que os animais chegaram por meio de resgate do próprio Inema, transferência de instituições e por meio da Polícia Rodoviária.

Para o biólogo Haeliton, “a preservação e a restauração dos habitats são muito importantes para a conservação da espécie, além do trabalho de educação ambiental e conscientização ecológica”.

Além de realizar ações de educação ambiental voltadas à proteção da fauna no interior do estado através da Coordenação de Gestão de Fauna (CGFAU), o Inema também presta serviço de resgate de animais silvestres, reabilitação e soltura das espécies aptas para retornar a natureza. Para acionar o Disque Resgate, basta entrar em contato através do Whatsapp (71) 99661-3998.
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