19/03/2024
O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) participou, nesta terça-feira (19), da soltura de nove Araras-azuis-de-Lear (Anodorhynchus leari), espécie ameaçada de extinção. A ação ocorreu em uma Área de Soltura de Animais Silvestres (ASAS), cadastrada e monitorada pelo Inema na região norte do estado. As araras, com idades entre dois e cinco anos, vieram do Jardim Zoológico de São Paulo e do Centro de Conservação de Fauna Silvestre (CECFau), colaboradores do Programa de Manejo Populacional coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Representando o Inema, as biólogas da Coordenação de Gestão de Fauna (CGFAU), Sara Alves e Marianna Pinho, ressaltaram a importância do projeto para a conservação da fauna brasileira. “Um momento de muita emoção, pois essa é uma espécie que está em perigo por conta da ação criminosa do tráfico de animais silvestres. Há mais de cinco anos acompanhamos esse projeto de conservação, nesta área do bioma Caatinga, única região no mundo onde essas aves são vistas na natureza. Aqui elas encontram um ambiente adequado, com locais para construírem seus ninhos, vegetação nativa preservada e alimento em abundância, principalmente, o licuri que elas adoram”, explicou Sara.
Já Marianna pontuou que essa foi a primeira área de soltura cadastrada no estado da Bahia e explica quais os critérios considerados durante o processo. “Então, quem tiver uma área conservada, que tenha presença de recurso hídrico, vegetação e bom estado de conservação, pode cadastrar sua área no Inema, para receber animais provenientes dos centros de triagem, dos projetos de reabilitação, como esse que a gente está assistindo aqui hoje”, afirmou a bióloga do Inema.
Antes da soltura, algumas araras recebem dispositivos de telemetria (GPS) para monitoramento, enquanto outras são identificadas individualmente por meio de marcações. Essas medidas possibilitam estudos detalhados sobre movimentação, sobrevivência e comportamento da espécie na natureza. Responsável pelo quarto evento de soltura branda da Arara Azul, a bióloga Erika Pacífico reforça a participação e apoio de grandes parceiros. “As aves são criadas em instituições credenciadas, são criadores conservacionistas que cuidam dos animais resgatados e fazem a reabilitação”, explica Erika.
A bióloga, que também é membro do grupo de pesquisa e conservação da espécie, esclarece ainda que o projeto iniciou em 2019 e já reintroduziu 19 aves na natureza. “As aves já se estabeleceram no território e estão reocupando a área de onde elas praticamente foram extintas. Desde dezembro de 2023, as aves têm passado por um processo de adaptação e treinamento, que inclui a transição para uma dieta natural, reconhecimento de predadores e desenvolvimento da musculatura de voo”, complementou.
Após a liberação, as aves serão monitoradas ativamente, incluindo a busca por evidências de sua presença e interação com a comunidade local. Embora ainda não haja data definida para a próxima soltura, o Grupo de Pesquisa mantém diálogo constante com o ICMBio e outras instituições parceiras, visando o reforço contínuo da população de araras-azuis-de-lear, contribuindo assim para a preservação dessa espécie emblemática e tão ameaçada.
Representando o Inema, as biólogas da Coordenação de Gestão de Fauna (CGFAU), Sara Alves e Marianna Pinho, ressaltaram a importância do projeto para a conservação da fauna brasileira. “Um momento de muita emoção, pois essa é uma espécie que está em perigo por conta da ação criminosa do tráfico de animais silvestres. Há mais de cinco anos acompanhamos esse projeto de conservação, nesta área do bioma Caatinga, única região no mundo onde essas aves são vistas na natureza. Aqui elas encontram um ambiente adequado, com locais para construírem seus ninhos, vegetação nativa preservada e alimento em abundância, principalmente, o licuri que elas adoram”, explicou Sara.
Já Marianna pontuou que essa foi a primeira área de soltura cadastrada no estado da Bahia e explica quais os critérios considerados durante o processo. “Então, quem tiver uma área conservada, que tenha presença de recurso hídrico, vegetação e bom estado de conservação, pode cadastrar sua área no Inema, para receber animais provenientes dos centros de triagem, dos projetos de reabilitação, como esse que a gente está assistindo aqui hoje”, afirmou a bióloga do Inema.
Antes da soltura, algumas araras recebem dispositivos de telemetria (GPS) para monitoramento, enquanto outras são identificadas individualmente por meio de marcações. Essas medidas possibilitam estudos detalhados sobre movimentação, sobrevivência e comportamento da espécie na natureza. Responsável pelo quarto evento de soltura branda da Arara Azul, a bióloga Erika Pacífico reforça a participação e apoio de grandes parceiros. “As aves são criadas em instituições credenciadas, são criadores conservacionistas que cuidam dos animais resgatados e fazem a reabilitação”, explica Erika.
A bióloga, que também é membro do grupo de pesquisa e conservação da espécie, esclarece ainda que o projeto iniciou em 2019 e já reintroduziu 19 aves na natureza. “As aves já se estabeleceram no território e estão reocupando a área de onde elas praticamente foram extintas. Desde dezembro de 2023, as aves têm passado por um processo de adaptação e treinamento, que inclui a transição para uma dieta natural, reconhecimento de predadores e desenvolvimento da musculatura de voo”, complementou.
Após a liberação, as aves serão monitoradas ativamente, incluindo a busca por evidências de sua presença e interação com a comunidade local. Embora ainda não haja data definida para a próxima soltura, o Grupo de Pesquisa mantém diálogo constante com o ICMBio e outras instituições parceiras, visando o reforço contínuo da população de araras-azuis-de-lear, contribuindo assim para a preservação dessa espécie emblemática e tão ameaçada.