15/05/2024
Nesta quarta-feira (15), o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), por meio da Diretoria de Sustentabilidade e Conservação (DISUC), dá início a um novo biênio dos Conselhos Gestores das Áreas de Proteção Ambiental (APAs) Lagoas de Guarajuba e Rio Capivara, referente ao período 2024-2026. Em cerimônia realizada no município de Camaçari, 36 novos membros eleitos tiveram a posse confirmada na presença de representantes da comunidade, sociedade civil organizada e do poder público.
À frente da DISUC, setor responsável por gerir as APAs, Jeanne Sofia Tavares avalia a posse dos membros eleitos como um marco importante para a gestão ambiental na região, pois garante a representatividade da comunidade nas decisões que impactam diretamente o patrimônio ambiental das APAs.
“A gente tem aqui os três segmentos que compõem o conselho, o empreendedor, a sociedade civil e o poder público e cada qual na sua esfera de atuação e de competência, e por isso é um ambiente extremamente importante para a gestão da unidade de conservação, porque é um espaço onde todos os atores daquele território estão presentes, discutindo não só os problemas, mas as melhorias que a gente pode fazer na gestão dessa importante unidade de conservação que a protege ali, com todo esse ambiente de restinga, um ecossistema associado ao bioma Mata Atlântica, com lagoas e dunas que possuem nesses territórios, então a proteção desses recursos é o objetivo de criação dessa unidade”, destaca a gestora.
Compondo o Conselho no segmento do poder público, representando a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), a diretora de Políticas de Biodiversidade e Florestas (DPBIO), Iaraci Dias, reitera a importância do Conselho Gestor na mediação entre as políticas do Estado e as políticas sociais.
“A gestão das APAS é o olhar do Estado, a presença do Estado e a responsabilidade do Estado na proteção ambiental, no compromisso com as pautas do meio ambiente. Então o Conselho consegue unir tanto os povos tradicionais que habitam algumas unidades de conservação, como também as pessoas que estão interessadas em investir na economia. Isso para nós, enquanto gestores, agentes públicos, é honra. Temos o prazer de estar participando desse espaço, desses empreendimentos e desses encontros de debates sociais, principalmente nessa dinâmica Sema e Inema que ultimamente tem se empenhado muito”, avalia a diretora.
Durante a cerimônia, os membros do Conselho Gestor reafirmaram seu compromisso com a proteção das APAs, destacando a importância da colaboração entre todos os envolvidos para alcançar os objetivos de preservação e uso sustentável dos recursos naturais.
Luiz Cláudio Mendonça, responsável por gerir as APAs do Rio Capivara e Lagoas de Guarajuba desde o biênio anterior, explica que a oficialização dos membros por meio de uma portaria e o início das atividades de capacitação visa preparar os conselheiros para as responsabilidades do cargo, garantindo uma gestão eficaz e transparente.
“Eu fiquei quatro anos conhecendo as entidades do entorno, quem eu poderia contar. E essa nova gestão agora é de ação, a gente hoje já conhece a região, vamos começar implantando ações para o Conselho, então, esses novos membros vão ajudar nesse sentido. Alguns inclusive já vieram da gestão passada, enquanto outros estão entrando agora. E basicamente o papel deles é me ajudar no sentido de conhecer o território e passar as informações para as áreas representativas deles, para criar pontes entre as entidades representadas. Então os conselheiros, eles têm esse papel, é um papel consultivo, mas também de apoio na gestão da água”, afirma Luiz.
Dos 36 membros eleitos para atuar em conformidade com os interesses socioeconômicos de cada segmento social no período de 2024 a 2026, 18 representam a APA do Rio Capivara, enquanto que 20 correspondem a APA Lagoas de Guarajuba.
O processo eleitoral, segundo a coordenadora de Gestão Compartilhada e Interação Social (CGDIS) do Instituto, Alexandra Hirsch, envolveu uma ampla participação da comunidade, empreendedores locais, entidades ambientais e representantes governamentais.
“A eleição dos membros ocorreu no dia 02 de maio, mas todo o processo durou aproximadamente três meses. Ao longo desse período, fizemos toda a parte de criação de documentação, mobilização nas comunidades, no poder público, e no setor do empreendedor. Além disso, a CGDIS segue sendo o ponto focal para realização de reuniões de eleição, reuniões de posse, e também do trabalho de assessoria nesse processo de formação de conselhos durante todo o biênio, que decorre de dois em dois anos”, enfatiza Hirsch.
Após a posse dos representantes de cada segmento social, o Conselho Gestor se prepara para assumir suas funções, que incluem a elaboração e aprovação do Plano de Manejo, monitoramento e fiscalização das atividades na APA, além de tomadas de decisões estratégicas para a conservação da região.
Área de Proteção Ambiental (APA)
A APA Lagoas de Guarajuba, com uma área de 230 hectares, está localizada em Camaçari. Ela compreende a região conhecida como “Lagoas de Guarajuba” e toda a porção de terreno situada entre a BA-099 (Estrada do Coco) e a Plataforma Continental interna. É uma das áreas úmidas mais importantes do Litoral Norte. Serve como tampões hidrológicos para reservatórios subterrâneos, além de mitigar os efeitos da poluição do ar e da água. Também funciona como habitat e área de reprodução para aves migratórias, jacarés, sucuris e outras espécies.
Já a APA Rio Capivara, também localizada em Camaçari, é delimitada ao Norte pelo rio Jacuípe e a leste pelo Oceano Atlântico. Essa área abriga ecossistemas extremamente frágeis, associados a terraços marinhos e terras úmidas, conferindo-lhe um significado ambiental e paisagístico expressivo. Nela estão presentes rios, lagos, brejos, manguezais, restingas arbóreas e arbustivas, além de cordões de dunas estacionárias.
À frente da DISUC, setor responsável por gerir as APAs, Jeanne Sofia Tavares avalia a posse dos membros eleitos como um marco importante para a gestão ambiental na região, pois garante a representatividade da comunidade nas decisões que impactam diretamente o patrimônio ambiental das APAs.
“A gente tem aqui os três segmentos que compõem o conselho, o empreendedor, a sociedade civil e o poder público e cada qual na sua esfera de atuação e de competência, e por isso é um ambiente extremamente importante para a gestão da unidade de conservação, porque é um espaço onde todos os atores daquele território estão presentes, discutindo não só os problemas, mas as melhorias que a gente pode fazer na gestão dessa importante unidade de conservação que a protege ali, com todo esse ambiente de restinga, um ecossistema associado ao bioma Mata Atlântica, com lagoas e dunas que possuem nesses territórios, então a proteção desses recursos é o objetivo de criação dessa unidade”, destaca a gestora.
Compondo o Conselho no segmento do poder público, representando a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), a diretora de Políticas de Biodiversidade e Florestas (DPBIO), Iaraci Dias, reitera a importância do Conselho Gestor na mediação entre as políticas do Estado e as políticas sociais.
“A gestão das APAS é o olhar do Estado, a presença do Estado e a responsabilidade do Estado na proteção ambiental, no compromisso com as pautas do meio ambiente. Então o Conselho consegue unir tanto os povos tradicionais que habitam algumas unidades de conservação, como também as pessoas que estão interessadas em investir na economia. Isso para nós, enquanto gestores, agentes públicos, é honra. Temos o prazer de estar participando desse espaço, desses empreendimentos e desses encontros de debates sociais, principalmente nessa dinâmica Sema e Inema que ultimamente tem se empenhado muito”, avalia a diretora.
Durante a cerimônia, os membros do Conselho Gestor reafirmaram seu compromisso com a proteção das APAs, destacando a importância da colaboração entre todos os envolvidos para alcançar os objetivos de preservação e uso sustentável dos recursos naturais.
Luiz Cláudio Mendonça, responsável por gerir as APAs do Rio Capivara e Lagoas de Guarajuba desde o biênio anterior, explica que a oficialização dos membros por meio de uma portaria e o início das atividades de capacitação visa preparar os conselheiros para as responsabilidades do cargo, garantindo uma gestão eficaz e transparente.
“Eu fiquei quatro anos conhecendo as entidades do entorno, quem eu poderia contar. E essa nova gestão agora é de ação, a gente hoje já conhece a região, vamos começar implantando ações para o Conselho, então, esses novos membros vão ajudar nesse sentido. Alguns inclusive já vieram da gestão passada, enquanto outros estão entrando agora. E basicamente o papel deles é me ajudar no sentido de conhecer o território e passar as informações para as áreas representativas deles, para criar pontes entre as entidades representadas. Então os conselheiros, eles têm esse papel, é um papel consultivo, mas também de apoio na gestão da água”, afirma Luiz.
Dos 36 membros eleitos para atuar em conformidade com os interesses socioeconômicos de cada segmento social no período de 2024 a 2026, 18 representam a APA do Rio Capivara, enquanto que 20 correspondem a APA Lagoas de Guarajuba.
O processo eleitoral, segundo a coordenadora de Gestão Compartilhada e Interação Social (CGDIS) do Instituto, Alexandra Hirsch, envolveu uma ampla participação da comunidade, empreendedores locais, entidades ambientais e representantes governamentais.
“A eleição dos membros ocorreu no dia 02 de maio, mas todo o processo durou aproximadamente três meses. Ao longo desse período, fizemos toda a parte de criação de documentação, mobilização nas comunidades, no poder público, e no setor do empreendedor. Além disso, a CGDIS segue sendo o ponto focal para realização de reuniões de eleição, reuniões de posse, e também do trabalho de assessoria nesse processo de formação de conselhos durante todo o biênio, que decorre de dois em dois anos”, enfatiza Hirsch.
Após a posse dos representantes de cada segmento social, o Conselho Gestor se prepara para assumir suas funções, que incluem a elaboração e aprovação do Plano de Manejo, monitoramento e fiscalização das atividades na APA, além de tomadas de decisões estratégicas para a conservação da região.
Área de Proteção Ambiental (APA)
A APA Lagoas de Guarajuba, com uma área de 230 hectares, está localizada em Camaçari. Ela compreende a região conhecida como “Lagoas de Guarajuba” e toda a porção de terreno situada entre a BA-099 (Estrada do Coco) e a Plataforma Continental interna. É uma das áreas úmidas mais importantes do Litoral Norte. Serve como tampões hidrológicos para reservatórios subterrâneos, além de mitigar os efeitos da poluição do ar e da água. Também funciona como habitat e área de reprodução para aves migratórias, jacarés, sucuris e outras espécies.
Já a APA Rio Capivara, também localizada em Camaçari, é delimitada ao Norte pelo rio Jacuípe e a leste pelo Oceano Atlântico. Essa área abriga ecossistemas extremamente frágeis, associados a terraços marinhos e terras úmidas, conferindo-lhe um significado ambiental e paisagístico expressivo. Nela estão presentes rios, lagos, brejos, manguezais, restingas arbóreas e arbustivas, além de cordões de dunas estacionárias.