21/02/2025
O estado da Bahia se torna referência no Nordeste no controle de espécies invasoras com o lançamento do Guia sobre Espécies Exóticas Invasoras. Desenvolvido em parceria entre o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e o Ministério Público da Bahia (MP-BA), a publicação tem como objetivo apoiar os municípios no controle dessas espécies, que ameaçam a biodiversidade e causam impactos econômicos significativos.
O lançamento oficial ocorreu nesta sexta-feira (21), em Salvador, após a versão impressa ter sido apresentada durante a semana em Mucugê (19) e Lençóis (18). Além de distribuída no evento, a publicação começará a ser enviada para os municípios baianos, fortalecendo as ações locais de combate às espécies invasoras. Já a versão digital do guia está disponível desde segunda-feira (17) nos sites do Inema e do MP-BA.
Segundo Sara Alves, bióloga do Inema, o guia traz 1.471 ocorrências de espécies exóticas invasoras mapeadas na Bahia, incluindo animais, plantas e algas. "Ele oferece um panorama detalhado sobre os impactos dessas espécies no ecossistema regional, além de orientações acessíveis para enfrentarmos esse problema de forma eficaz", explica a especialista. Com linguagem clara, o material é voltado para gestores públicos, pesquisadores, agricultores e comunidades locais.
O promotor Alan Cedraz, da Promotoria Regional Ambiental Alto Paraguaçu, destacou que a publicação fortalece a articulação entre a comunidade científica, o poder público e o judiciário, auxiliando os municípios na gestão de um dos principais fatores de extinção de espécies no mundo. "O problema é silencioso, mas grave. Essas espécies afetam a biodiversidade, comprometem serviços ambientais e impactam a economia local", pontuou.
As espécies exóticas invasoras costumam ser introduzidas acidentalmente, seja pelo transporte de plantas ornamentais, seja pelo fluxo marítimo. Com o tempo, se expandem e competem por espaço e recursos, prejudicando ecossistemas e até atividades econômicas locais. "Elas começam com poucos indivíduos, mas se espalham rapidamente, ocupando áreas que poderiam ser usadas para agricultura ou cultivo de subsistência", alerta Sara Alves.
O Guia sobre Espécies Exóticas Invasoras, desenvolvido pelo Instituto Hórus – que acumula mais de 20 anos de experiência no tema –, busca suprir uma lacuna no conhecimento sobre invasões biológicas. Baseado na lista estadual de espécies invasoras, publicada há dois anos pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema), a publicação oferece suporte aos municípios na identificação e mapeamento dessas espécies, facilitando ações de controle e preservação ambiental.
Para a pesquisadora Sílvia Ziller, além de explicar o conceito e a diferença entre espécies exóticas e invasoras, o guia propõe um "cardápio" de ações adaptáveis à realidade local. Entre as medidas sugeridas estão a prevenção, como restringir o uso de plantas ornamentais que possam se tornar invasoras, e a substituição de espécies exóticas por nativas em áreas urbanas.
A publicação também aborda estratégias de detecção precoce, controle eficaz e comunicação estratégica, evitando polêmicas e facilitando a criação de programas municipais para o manejo dessas espécies. Como anexo, o material inclui a lista estadual de espécies invasoras, permitindo um acesso rápido às informações necessárias para proteger os ecossistemas locais.
"O guia é uma ferramenta essencial para nós, gestores ambientais", afirma Raimundo Baracho, secretário municipal de meio ambiente de Lençóis. "Ele nos ajuda a planejar ações de controle e a envolver a comunidade nesse trabalho. Com ele, podemos capacitar equipes, promover campanhas de conscientização e desenvolver políticas públicas mais eficazes."
O lançamento oficial ocorreu nesta sexta-feira (21), em Salvador, após a versão impressa ter sido apresentada durante a semana em Mucugê (19) e Lençóis (18). Além de distribuída no evento, a publicação começará a ser enviada para os municípios baianos, fortalecendo as ações locais de combate às espécies invasoras. Já a versão digital do guia está disponível desde segunda-feira (17) nos sites do Inema e do MP-BA.
Segundo Sara Alves, bióloga do Inema, o guia traz 1.471 ocorrências de espécies exóticas invasoras mapeadas na Bahia, incluindo animais, plantas e algas. "Ele oferece um panorama detalhado sobre os impactos dessas espécies no ecossistema regional, além de orientações acessíveis para enfrentarmos esse problema de forma eficaz", explica a especialista. Com linguagem clara, o material é voltado para gestores públicos, pesquisadores, agricultores e comunidades locais.
O promotor Alan Cedraz, da Promotoria Regional Ambiental Alto Paraguaçu, destacou que a publicação fortalece a articulação entre a comunidade científica, o poder público e o judiciário, auxiliando os municípios na gestão de um dos principais fatores de extinção de espécies no mundo. "O problema é silencioso, mas grave. Essas espécies afetam a biodiversidade, comprometem serviços ambientais e impactam a economia local", pontuou.
As espécies exóticas invasoras costumam ser introduzidas acidentalmente, seja pelo transporte de plantas ornamentais, seja pelo fluxo marítimo. Com o tempo, se expandem e competem por espaço e recursos, prejudicando ecossistemas e até atividades econômicas locais. "Elas começam com poucos indivíduos, mas se espalham rapidamente, ocupando áreas que poderiam ser usadas para agricultura ou cultivo de subsistência", alerta Sara Alves.
O Guia sobre Espécies Exóticas Invasoras, desenvolvido pelo Instituto Hórus – que acumula mais de 20 anos de experiência no tema –, busca suprir uma lacuna no conhecimento sobre invasões biológicas. Baseado na lista estadual de espécies invasoras, publicada há dois anos pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema), a publicação oferece suporte aos municípios na identificação e mapeamento dessas espécies, facilitando ações de controle e preservação ambiental.
Para a pesquisadora Sílvia Ziller, além de explicar o conceito e a diferença entre espécies exóticas e invasoras, o guia propõe um "cardápio" de ações adaptáveis à realidade local. Entre as medidas sugeridas estão a prevenção, como restringir o uso de plantas ornamentais que possam se tornar invasoras, e a substituição de espécies exóticas por nativas em áreas urbanas.
A publicação também aborda estratégias de detecção precoce, controle eficaz e comunicação estratégica, evitando polêmicas e facilitando a criação de programas municipais para o manejo dessas espécies. Como anexo, o material inclui a lista estadual de espécies invasoras, permitindo um acesso rápido às informações necessárias para proteger os ecossistemas locais.
"O guia é uma ferramenta essencial para nós, gestores ambientais", afirma Raimundo Baracho, secretário municipal de meio ambiente de Lençóis. "Ele nos ajuda a planejar ações de controle e a envolver a comunidade nesse trabalho. Com ele, podemos capacitar equipes, promover campanhas de conscientização e desenvolver políticas públicas mais eficazes."