02/03/2025
A edição 2025 do Ecofolia Solidária segue batendo recordes e promovendo impacto positivo para os catadores de materiais recicláveis no Carnaval da Bahia. Nos três primeiros dias de evento, a iniciativa já registra uma coleta de 70.148,87 toneladas de materiais recicláveis e o cadastro de 2.364 catadores, garantindo melhores condições de trabalho, preços justos para os materiais coletados e fortalecendo a cadeia da reciclagem.
Nos seis ecopontos instalados nos circuitos da Barra e de Ondina, epicentros da folia em Salvador, o projeto acumula mais de 1.400 catadores beneficiados pelo programa. O aumento da adesão reflete o reconhecimento da importância do trabalho dos recicladores e a ampliação da estrutura do programa.
No Ecoponto Marquês de Leão (confira abaixo os endereços dos ecopontos), foram cadastrados 590 catadores (540 avulsos e 50 cooperados). Já o da antiga Perini, operado pelas cooperativas Cooperbrava e Bariri, registrou mais de 250 inscritos. O Ecoponto Nau, gerenciado pela Coop Rede, já contabiliza 160 catadores cadastrados, enquanto o do Cristo, operado pelas cooperativas CAEC e Cooperlix, também superou 250 cadastros. No Ecoponto Ondina (Teatro ISBA), a estimativa é de 240 catadores ativos.
Segundo Elias Júnior, presidente da Cooperativa Bariri, a estrutura do programa está mais organizada e informatizada, facilitando o controle dos cadastros e da logística de trabalho. "Essa central cadastrou 253 pessoas até então, mas seguimos registrando mais catadores para mostrar que há demanda por mais apoio e incentivos. Só ontem à noite já tínhamos mais de 250 catadores aqui. Além disso, todo ano buscamos aprimorar o processo, criando novas soluções para melhorar a eficiência do trabalho. Esse ano, por exemplo, temos um sistema online que permite controle mais rápido e organizado do fluxo de materiais e dos catadores cadastrados", explicou.
Além da adesão expressiva, os números da coleta reforçam o impacto positivo da iniciativa. Até o momento, apenas nos ecopontos da Barra e Ondina, foram recolhidas aproximadamente 17 toneladas de materiais recicláveis. Desse total, 11,15 toneladas correspondem a alumínio, 3,52 toneladas a PET e 2,36 toneladas a plásticos diversos, garantindo renda extra para os catadores e reduzindo a quantidade de resíduos descartados no meio ambiente.
No Ecoponto Nau (Coop Rede), foram mais de 5,8 toneladas de alumínio recolhidas, enquanto no Marquês de Leão (Cooperguary), a soma ultrapassa 2,6 toneladas de recicláveis. No Cristo (CAEC e Cooperlix), a venda de materiais já movimentou R$ 6,7 mil, e no da Ondina - Teatro ISBA (CataRua), apenas nas primeiras horas do dia 01/03, foram coletadas 2 toneladas de alumínio.
De acordo com Eliete Portugal, coordenadora financeira da Cooperativa CoopRede, a organização do programa avançou significativamente em relação aos anos anteriores. "Tudo está muito mais estruturado. Os benefícios oferecidos aos catadores são muito bons, e houve melhorias importantes, especialmente em relação a pontos que precisavam de ajustes no ano passado. Hoje, há mais suporte, alimentação e cuidados básicos. Aqui, por exemplo, temos um ponto de hidratação, garantindo esse suporte essencial."
A logística operacional dos ecopontos também foi reforçada para atender melhor os trabalhadores. Jackson Costa, coordenador da Cooperativa CAEC, detalhou o funcionamento da operação. "A central opera 24 horas por dia, organizada em três turnos: das 6h às 14h, das 14h às 22h e das 22h às 6h. Isso garante que os autônomos tenham atendimento contínuo. Todo material coletado é armazenado na central e, na manhã seguinte, encaminhado para os destinos adequados. O alumínio segue para a Novelis, e o plástico passa pela CAEC antes de ser enviado à indústria para reciclagem."
A relevância do Ecofolia Solidária também é reconhecida pelos próprios catadores, que encontram na iniciativa uma fonte de renda e melhores condições de trabalho durante o Carnaval. Vanessa Sena, cooperada da Cooperlix, destaca a importância do projeto para as famílias.
"Eu trabalho no carnaval há sete anos, e esse projeto é essencial. Ele permite que muitas mães e pais de família garantam um sustento extra nessa época do ano. Muitas são mães solo que dependem dessa renda. Além disso, o programa oferece suporte para quem trabalha aqui, com espaços para banho, massagem e brindes, mostrando que ser catador é digno e importante. Cada vez mais gente tem aderido ao projeto, inclusive trabalhadores de cidades como Camaçari, Feira de Santana e Amargosa", pontuou Vanessa.
Para Maíra Félix, que participa pela primeira vez do programa, a experiência tem sido transformadora. "Estou muito feliz por fazer parte dessa iniciativa. O Ecofolia valoriza nosso trabalho e contribui para um Carnaval mais sustentável. É uma experiência enriquecedora para todos nós", disse.
Já Luana Martins, catadora há dois anos, ressalta como o cadastramento melhorou sua renda. "Depois que me cadastrei, minha situação mudou. Agora, além de vender PET e latinhas, consigo bater uma meta de R$ 50, coisa que antes não era possível. Antes do cadastro, eu ganhava cerca de R$ 57 por dia. Agora, com esse suporte, consigo ajudar no meu curso e ter uma renda melhor", afirmou.
O coordenador técnico da Diretoria de Política e Planejamento Ambiental da Sema, João Paulo Ribeiro, explica que os servidores da Sema e do Inema acompanham de perto as atividades, oferecendo suporte às cooperativas e garantindo que o atendimento aos catadores ocorra de maneira eficiente e organizada.
"Nosso compromisso é assegurar que os catadores tenham condições adequadas de trabalho e que a reciclagem continue sendo fortalecida como um pilar da sustentabilidade no Carnaval. Parabenizo o empenho e a dedicação dos catadores e catadoras, que são os verdadeiros protagonistas dessa ação, prestando um serviço ambiental essencial e tornando o Carnaval de Salvador a maior festa de rua sustentável do planeta", afirmou João Paulo.
A expectativa é que, até o final do Carnaval, a adesão de catadores e a quantidade de material reciclado continuem crescendo, consolidando a reciclagem como peça-chave para um evento mais sustentável e inclusivo.
O Ecofolia Solidária é coordenado pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), em parceria com as secretarias do Meio Ambiente (Sema), Desenvolvimento Urbano (Sedur), Desenvolvimento Rural (SDR), Assistência e Desenvolvimento Social (Seades) e políticas para as Mulheres (SPM), além das Voluntárias Sociais, do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).
Confira abaixo os endereços dos ecopontos Barra/Ondina:
Barra
Ondina
Fotos: Tiago Dantas/Ascom Sema
Nos seis ecopontos instalados nos circuitos da Barra e de Ondina, epicentros da folia em Salvador, o projeto acumula mais de 1.400 catadores beneficiados pelo programa. O aumento da adesão reflete o reconhecimento da importância do trabalho dos recicladores e a ampliação da estrutura do programa.
No Ecoponto Marquês de Leão (confira abaixo os endereços dos ecopontos), foram cadastrados 590 catadores (540 avulsos e 50 cooperados). Já o da antiga Perini, operado pelas cooperativas Cooperbrava e Bariri, registrou mais de 250 inscritos. O Ecoponto Nau, gerenciado pela Coop Rede, já contabiliza 160 catadores cadastrados, enquanto o do Cristo, operado pelas cooperativas CAEC e Cooperlix, também superou 250 cadastros. No Ecoponto Ondina (Teatro ISBA), a estimativa é de 240 catadores ativos.
Segundo Elias Júnior, presidente da Cooperativa Bariri, a estrutura do programa está mais organizada e informatizada, facilitando o controle dos cadastros e da logística de trabalho. "Essa central cadastrou 253 pessoas até então, mas seguimos registrando mais catadores para mostrar que há demanda por mais apoio e incentivos. Só ontem à noite já tínhamos mais de 250 catadores aqui. Além disso, todo ano buscamos aprimorar o processo, criando novas soluções para melhorar a eficiência do trabalho. Esse ano, por exemplo, temos um sistema online que permite controle mais rápido e organizado do fluxo de materiais e dos catadores cadastrados", explicou.
Além da adesão expressiva, os números da coleta reforçam o impacto positivo da iniciativa. Até o momento, apenas nos ecopontos da Barra e Ondina, foram recolhidas aproximadamente 17 toneladas de materiais recicláveis. Desse total, 11,15 toneladas correspondem a alumínio, 3,52 toneladas a PET e 2,36 toneladas a plásticos diversos, garantindo renda extra para os catadores e reduzindo a quantidade de resíduos descartados no meio ambiente.
No Ecoponto Nau (Coop Rede), foram mais de 5,8 toneladas de alumínio recolhidas, enquanto no Marquês de Leão (Cooperguary), a soma ultrapassa 2,6 toneladas de recicláveis. No Cristo (CAEC e Cooperlix), a venda de materiais já movimentou R$ 6,7 mil, e no da Ondina - Teatro ISBA (CataRua), apenas nas primeiras horas do dia 01/03, foram coletadas 2 toneladas de alumínio.
De acordo com Eliete Portugal, coordenadora financeira da Cooperativa CoopRede, a organização do programa avançou significativamente em relação aos anos anteriores. "Tudo está muito mais estruturado. Os benefícios oferecidos aos catadores são muito bons, e houve melhorias importantes, especialmente em relação a pontos que precisavam de ajustes no ano passado. Hoje, há mais suporte, alimentação e cuidados básicos. Aqui, por exemplo, temos um ponto de hidratação, garantindo esse suporte essencial."
A logística operacional dos ecopontos também foi reforçada para atender melhor os trabalhadores. Jackson Costa, coordenador da Cooperativa CAEC, detalhou o funcionamento da operação. "A central opera 24 horas por dia, organizada em três turnos: das 6h às 14h, das 14h às 22h e das 22h às 6h. Isso garante que os autônomos tenham atendimento contínuo. Todo material coletado é armazenado na central e, na manhã seguinte, encaminhado para os destinos adequados. O alumínio segue para a Novelis, e o plástico passa pela CAEC antes de ser enviado à indústria para reciclagem."
A relevância do Ecofolia Solidária também é reconhecida pelos próprios catadores, que encontram na iniciativa uma fonte de renda e melhores condições de trabalho durante o Carnaval. Vanessa Sena, cooperada da Cooperlix, destaca a importância do projeto para as famílias.
"Eu trabalho no carnaval há sete anos, e esse projeto é essencial. Ele permite que muitas mães e pais de família garantam um sustento extra nessa época do ano. Muitas são mães solo que dependem dessa renda. Além disso, o programa oferece suporte para quem trabalha aqui, com espaços para banho, massagem e brindes, mostrando que ser catador é digno e importante. Cada vez mais gente tem aderido ao projeto, inclusive trabalhadores de cidades como Camaçari, Feira de Santana e Amargosa", pontuou Vanessa.
Para Maíra Félix, que participa pela primeira vez do programa, a experiência tem sido transformadora. "Estou muito feliz por fazer parte dessa iniciativa. O Ecofolia valoriza nosso trabalho e contribui para um Carnaval mais sustentável. É uma experiência enriquecedora para todos nós", disse.
Já Luana Martins, catadora há dois anos, ressalta como o cadastramento melhorou sua renda. "Depois que me cadastrei, minha situação mudou. Agora, além de vender PET e latinhas, consigo bater uma meta de R$ 50, coisa que antes não era possível. Antes do cadastro, eu ganhava cerca de R$ 57 por dia. Agora, com esse suporte, consigo ajudar no meu curso e ter uma renda melhor", afirmou.
O coordenador técnico da Diretoria de Política e Planejamento Ambiental da Sema, João Paulo Ribeiro, explica que os servidores da Sema e do Inema acompanham de perto as atividades, oferecendo suporte às cooperativas e garantindo que o atendimento aos catadores ocorra de maneira eficiente e organizada.
"Nosso compromisso é assegurar que os catadores tenham condições adequadas de trabalho e que a reciclagem continue sendo fortalecida como um pilar da sustentabilidade no Carnaval. Parabenizo o empenho e a dedicação dos catadores e catadoras, que são os verdadeiros protagonistas dessa ação, prestando um serviço ambiental essencial e tornando o Carnaval de Salvador a maior festa de rua sustentável do planeta", afirmou João Paulo.
A expectativa é que, até o final do Carnaval, a adesão de catadores e a quantidade de material reciclado continuem crescendo, consolidando a reciclagem como peça-chave para um evento mais sustentável e inclusivo.
O Ecofolia Solidária é coordenado pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), em parceria com as secretarias do Meio Ambiente (Sema), Desenvolvimento Urbano (Sedur), Desenvolvimento Rural (SDR), Assistência e Desenvolvimento Social (Seades) e políticas para as Mulheres (SPM), além das Voluntárias Sociais, do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).
Confira abaixo os endereços dos ecopontos Barra/Ondina:
Barra
- Avenida Almirante Marques de Leão, estacionamento externo do prédio Nau Barra.
- Avenida Almirante Marques de Leão, no estacionamento do Banco do Brasil.
- Rua Miguel Burnier, em frente ao Condomínio Barra Tropical Residence.
- Rua Carlos Chiaccio, atrás do módulo rotineiramente instalado pela Polícia Militar.
Ondina
- Av. Oceânica, 2717 - Ondina, em frente à Pós-graduação e Teatro Faresi (antiga Unisba).
- Rua Nossa Senhora de Fátima, próxima a academia Aldeia Crossfit.
Fotos: Tiago Dantas/Ascom Sema