Durante o último módulo do Curso de Capacitação sobre Compensação Ambiental, realizado nesta quinta-feira (04) no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) apresentaram o modelo baiano de compensação ambiental.
A comitiva da Bahia contou com Maiana Pitombo, superintendente de Inovação e Desenvolvimento Ambiental e Pedro Tojo, coordenador de Gestão de Fundos Ambientais da Sema. Além de Mateus Camilo, coordenador de Gestão das Unidades de Conservação e Carla Fabíola Pereira, bióloga e especialista em meio ambiente e recursos hídricos do Inema.
Segundo Maiana Pitombo, o encontro reforçou a necessidade de colaboração entre os entes federativos e destacou a relevância do Fórum do SNUC, que promove diálogo contínuo e a construção coletiva de soluções. “A troca de experiências possibilita maior eficiência na aplicação dos recursos, amplia a conjunção de esforços e potencializa o impacto positivo da compensação ambiental na conservação da biodiversidade. A Bahia tem assumido protagonismo nacional na evolução normativa e na consolidação de práticas de referência em Compensação Ambiental, inspirando outros estados e fortalecendo os instrumentos de financiamento para a conservação da biodiversidade”, afirmou.
O curso reuniu gestores estaduais de Unidades de Conservação de todo o país para discutir mecanismos de aplicação dos recursos e compartilhar experiências. Mateus Camilo destacou que “a experiência da Bahia mostra que o fortalecimento da compensação ambiental é importante para garantir investimentos estratégicos na conservação, otimizando os recursos e ampliando os benefícios para as Unidades de Conservação e suas comunidades”, frisou.
Carla Fabíola Pereira ressaltou que o curso possibilitou nivelar conhecimentos sobre normativas federais e estaduais e trocar experiências com outros estados, reforçando a execução da compensação ambiental.
“Esse aprendizado é essencial para fortalecer a execução da compensação, especialmente diante do novo decreto estadual, que que cria o Fundo de compensação ambiental da Bahia com a expectativa de ampliar a eficiência na execução dos recursos”, completou a bióloga.
O evento contou ainda com apresentações do ICMBio, do INEA/RJ e debates coletivos sobre boas práticas, em uma iniciativa do Fórum Nacional de Dirigentes do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (FSNUC), com apoio do MMA, ICMBio e Fundação Grupo Boticário.