O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) participou, na última semana, de uma Oficina para elaboração e revisão dos Programas de Manejo Populacionais (PMPs) das araras-azuis, realizada no Jardim Botânico de São Paulo. O encontro reuniu especialistas, instituições mantenedoras e órgãos ambientais para discutir estratégias de preservação de três espécies ameaçadas: a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), a arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus) e a arara-azul-de-Lear (Anodorhynchus leari).
A oficina foi promovida entre os dias 02 e 06 de setembro, pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE/ICMBio), em parceria com o Grupo Especialista em Planejamento de Conservação (CPSG), o Centro de Sobrevivência de Espécies Brasil (CSE Brasil/IUCN) e o Zoológico de São Paulo.
A oficina tratou de revisar os PMPs em atendimento à Instrução Normativa nº 05/2021 do ICMBio, além de dar continuidade às ações previstas em três Planos de Ação Nacionais (PANs): Aves da Caatinga, Ararinha-azul e Aves do Cerrado e Pantanal.
“O convite ao Inema é importante além de muito pertinente porque duas dessas três espécies, a arara-azul-de-lear e a ararinha-azul, só ocorrem na caatinga da Bahia e nossa instituição é responsável por várias ações no âmbito do licenciamento, da fiscalização e da gestão de fauna ex situ (em instituições) e in situ (em campo)”, ressalta a bióloga Sara Alves da coordenação de gestão de fauna.
A programação contou com atividades específicas para avaliar o programa de conservação da arara-azul-de-Lear, espécie emblemática do estado. Com a participação ativa de especialistas de diferentes áreas, o encontro reforçou a integração entre órgãos federais, estaduais e parceiros da sociedade civil em prol da sobrevivência dessas aves ameaçadas.