Capacitação em Ecologia Florestal e Estágios Sucessionais fortalece atuação de técnicos ambientais em Juazeiro e Senhor do Bonfim

30/09/2025
Curso de Ecologia

Entre os dias 23 e 26 de setembro, a Unidade Regional Sertão do São Francisco do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), em Juazeiro, sediou mais uma edição do curso Ecologia Florestal e Estágios Sucessionais da Mata Atlântica. A capacitação, ministrada pelo servidor Dary Rigueira, contou com a participação de técnicos da UR e da Unidade Regional Piemonte da Diamantina, em Senhor do Bonfim.

Com carga horária de 32 horas, o curso teve como objetivo capacitar os profissionais quanto aos procedimentos de caracterização e identificação de estágios sucessionais da Mata Atlântica e da Caatinga florestada, subsidiando atividades de licenciamento, fiscalização, aprovação de reserva legal e demais ações relacionadas à gestão florestal.

Para o instrutor Dary, a experiência reafirma a importância da aproximação entre teoria e prática. "O imaginário de muitos associa essa região quase exclusivamente à Caatinga. Mas o campo nos mostra outra realidade: a Mata Atlântica é plural, variando das matas úmidas do litoral até formações secas, como as deciduais e semideciduais que foram o foco desta edição. Além da riqueza ecológica, levo comigo a satisfação de ter contribuído para a formação de profissionais que atuam diretamente na regulação e fiscalização ambiental", destacou.

Ao longo da semana, foram abordados temas como sistemas ecológicos, climas e biomas, Mata Atlântica e florestas da Caatinga, degradação ambiental, ecologia de paisagens, além da Resolução Conama 05/1994. O conteúdo incluiu ainda noções de organografia e sistemática vegetal, identificação de plantas indicadoras de estágios sucessionais e análise de estudos de caso.

O encerramento aconteceu na sexta-feira (26), com um treinamento prático em campo, realizado em áreas de interesse próximas às unidades regionais, permitindo que os técnicos aplicassem os conhecimentos adquiridos em situações reais de caracterização da vegetação.

Os participantes avaliaram a iniciativa de forma positiva, destacando a qualidade do conteúdo, a clareza na condução do curso e a relevância da prática em campo para a aplicação direta no cotidiano de trabalho. "Alguns relatos positivos que recebi me marcaram bastante. Essas devolutivas reforçam meu compromisso em aproximar ciência e prática de gestão ambiental, valorizando a diversidade de paisagens que compõem a Mata Atlântica", salientou Dary.
 

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