O Conselho Gestor do Parque Metropolitano de Pituaçu iniciou, nesta semana, um novo ciclo de planejamento e governança com a realização da 1ª Reunião Ordinária do biênio 2025–2027. O encontro marca o início de uma agenda estratégica voltada ao fortalecimento da gestão participativa, à articulação institucional e à qualificação da unidade de conservação.
Convocada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), por meio da Diretoria de Sustentabilidade e Conservação (DISUC) e da Coordenação de Gestão de Unidades de Conservação (CGEUC), a reunião realizada na última terça-feira (16) reuniu representantes do Poder Público, da sociedade civil, de universidades e de instituições parceiras que compõem o colegiado. A pauta incluiu informes institucionais, apresentação dos conselheiros, a aprovação do calendário de reuniões ordinárias para 2026 e o debate de propostas para a elaboração do Plano de Trabalho do Conselho.
Durante a abertura, a presidente do Conselho Gestor, Bernadete Argolo Bittencourt, destacou que o novo biênio representa uma oportunidade de fortalecer a gestão compartilhada do parque. “É um momento importante para alinhar as ações do parque às necessidades da população, sempre com foco na proteção ambiental, na participação ativa dos conselheiros e na construção coletiva de soluções”, ressaltou.
A reunião também possibilitou a definição de encaminhamentos prioritários e a construção conjunta de estratégias voltadas à ampliação da preservação ambiental, da sustentabilidade e do uso social qualificado do parque, uma área de grande relevância ecológica que abriga remanescentes de Mata Atlântica, lagoas, trilhas e equipamentos de convivência utilizados diariamente pela população de Salvador.
Entre os destaques da pauta esteve a apresentação da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) sobre ações em andamento no Parque de Pituaçu. Foram abordadas a conclusão das obras de segurança da barragem da lagoa, a previsão de início, em janeiro de 2026, das obras de implantação das estações elevatórias dos sistemas Sítio Pombal e Alto São João (Escologia), além da programação para a remoção de macrófitas em pontos estratégicos da lagoa, prevista para o início de 2026.
O colegiado também discutiu o Projeto de Requalificação do Parque de Pituaçu, executado pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), em parceria com o consórcio responsável pela intervenção, reforçando o acompanhamento das obras estruturantes que visam ampliar a segurança, o conforto e as opções de lazer para os frequentadores.
Requalificação
O Parque Metropolitano de Pituaçu passa por um amplo processo de requalificação desde dezembro de 2024, com investimento de R$ 25 milhões, voltado à modernização da infraestrutura e à ampliação das opções de lazer, segurança e conforto para os usuários.
As intervenções contemplam melhorias ao longo dos 15 quilômetros da ciclovia, incluindo estabilização de taludes, obras de macrodrenagem, novos pisos, sinalização e a construção de cinco pontos de apoio completos, com banheiros e pontos de venda. O projeto também prevê a implantação de um bicicletário com capacidade para 250 bicicletas, equipado com dispositivos de segurança e oficina para pequenos reparos.
Estão previstas ainda a recuperação integral da ciclovia e a implantação de cinco quilômetros de calçadas para pedestres, em ambos os sentidos. A segunda etapa da obra segue em fase de estudos, com foco na lagoa menor do parque, reforçando o compromisso com a preservação ambiental e a promoção do bem-estar dos usuários.
Como encaminhamento da reunião, também foram definidas as principais datas comemorativas ambientais de 2026, com a proposta de realização de seminários, oficinas e atividades educativas ao longo do ano. Os conselheiros receberam ainda uma planilha colaborativa para envio de sugestões que irão subsidiar a construção do Plano de Atividades do Conselho Gestor para 2026.
Sobre o Parque de Pituaçu
Criado pelo Decreto Estadual nº 23.666, de 4 de setembro de 1973, o Parque Metropolitano de Pituaçu é uma das mais importantes unidades de conservação urbanas do Brasil. Com 493 hectares de área total, o parque preserva atualmente 392 hectares de vegetação nativa, onde já foram catalogadas diversas espécies de mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes.
Remanescente da Mata Atlântica, Pituaçu é a maior área verde de uso público de Salvador e se destaca por conciliar preservação ambiental e lazer, oferecendo infraestrutura que permite a convivência harmoniosa entre a natureza e a população.
No centro do parque está a Lagoa de Pituaçu, formada artificialmente em 1906, a partir da construção da barragem do Rio Pituaçu, que à época abastecia a capital baiana. Com formato semelhante a um trevo, a lagoa possui cerca de 4 quilômetros de extensão e aproximadamente 200 mil metros quadrados de espelho d’água, sendo contornada por uma ciclovia de 15 quilômetros.