25/03/2012
Visitar o Museu de Arte da Bahia, no Corredor da Vitória, neste mês de março, quando a cidade do Salvador faz 463 anos (em 29 de março de 2012) , é resgatar, no mínimo, quatro séculos da vida de uma cidade, através de um acervo de inestimável valor artístico e histórico. Mosaico das mais variadas manifestações da arte, “através do qual se percebe aspectos significativos do passado, de uma sociedade, do seu cotidiano, da sua maneira de ser, dos seus gostos e dos seus
valores”, como define a diretora do MAB, Sylvia Athayde.
O mais antigo museu do estado, e um dos dez primeiros fundados no Brasil, o Museu de Arte da Bahia é, em certo sentido, o reflexo do gosto, da cultura, das tradições e do espírito do povo da cidade do Salvador. Nos seus salões de exposições podemos encontrar sobre a cidade: documentação etnográfica, pinturas de artistas baianos e europeus, documentos impressos e acervos de artes decorativas, com peças do mobiliário baiano, porcelanas orientais e européias, cristais e ourivesarias. Além disso, a escultura religiosa e o conjunto de obras com suporte em papel somam-se a esta coleção, tão bem coletada e preservada.
Representada através de gravuras e pinturas, a cidade do Salvador do Século XVII ao XIX, por exemplo, traz uma visão local de visitantes estrangeiros que passaram durante três séculos pela então conhecida como a Cidade da Bahia. São obras que retratam as construções, igrejas e principais edificações vistas da Baía de Todos os Santos daquela época, como o Forte São Marcelo, o Convento do Carmo e a Praça do Governo. Dentre as obras expostas encontramos o mapeamento de Luis dos Santos Vilhena, vindo de Portugal, em 1787, que nos deixou, em mapas e prospectos, o panorama de 81 pontos da cidade do Salvador; as ilustrações da inglesa Maria Graham, que veio com seu marido para o Brasil, em 1821, e resolveu dedicar-se ao desenho, retratando de forma magnífica a entrada da Baía de Todos os Santos e a Igreja de Santo Antônio
da Barra; e as imagens da Igreja do Bonfim e do Passeio Público do fotógrafo francês Vitor Frond, depois reproduzidas através da pintura.
Já a exposição dos desenhos de autoria de Hector Julio Páride Bernabó, ou Carybé (1911- 1997), é outro bom exemplo aqui representado. Datados de 1950, os trabalhos sobre as festas de Yemanjá e do Bonfim, oferecem ao visitante a oportunidade de conhecer, ou rever, os primeiros trabalhos realizados pelo artista argentino, naturalizado brasileiro, quando chegou a Salvador, a convite do então secretário de Educação, Anísio Teixeira. São desenhos a nanquim sobre duas tradicionais festas populares de Salvador, podendo-se observar os aspectos que já não mais existem como os bondes, as rodas de samba e de capoeira, e os tipos humanos que o Carybé gostava e soube tão bem retratar.
Av. Sete de Setembro, 2340 • Corredor da Vitória • Salvador-BA • Fone: (71) 3117-6903
SERVIÇO:
EXPOSIÇÃO “AS FESTAS DE YEMANJÁ E DO BONFIM NOS DESENHOS DE CARYBÉ”
ATÉ 29 DE ABRIL DE 2012
E DO ACERVO PERMANENTE DO MAB
DE TERÇA A SEXTA DAS 14 ÀS 19 HORAS
SÁBADOS E DOMINGOS DAS 14H30MIN ÀS 18H30MIN
ABERTO NORMALMENTE NO DIA 29 DE MARÇO
(FUNDAÇÃO DA CIDADE DE SALVADOR)
ACESSO GRATUITO COM ESTACIONAMENTO
REALIZAÇÃO:
GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA
SECRETARIA DA CULTURA
INSTITUTO DO PATRIMONIO ARTISTICO E CULTURAL DA BAHIA
DIRETORIA DE MUSEUS
MUSEU DE ARTE DA BAHIA
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO:
CARLOS RIBAS
(71) 8836 6662
(71) 3117 6903
Av. Sete de Setembro, 2340 • Corredor da Vitória • Salvador-BA • Fone: (71) 3117-6903
valores”, como define a diretora do MAB, Sylvia Athayde.
O mais antigo museu do estado, e um dos dez primeiros fundados no Brasil, o Museu de Arte da Bahia é, em certo sentido, o reflexo do gosto, da cultura, das tradições e do espírito do povo da cidade do Salvador. Nos seus salões de exposições podemos encontrar sobre a cidade: documentação etnográfica, pinturas de artistas baianos e europeus, documentos impressos e acervos de artes decorativas, com peças do mobiliário baiano, porcelanas orientais e européias, cristais e ourivesarias. Além disso, a escultura religiosa e o conjunto de obras com suporte em papel somam-se a esta coleção, tão bem coletada e preservada.
Representada através de gravuras e pinturas, a cidade do Salvador do Século XVII ao XIX, por exemplo, traz uma visão local de visitantes estrangeiros que passaram durante três séculos pela então conhecida como a Cidade da Bahia. São obras que retratam as construções, igrejas e principais edificações vistas da Baía de Todos os Santos daquela época, como o Forte São Marcelo, o Convento do Carmo e a Praça do Governo. Dentre as obras expostas encontramos o mapeamento de Luis dos Santos Vilhena, vindo de Portugal, em 1787, que nos deixou, em mapas e prospectos, o panorama de 81 pontos da cidade do Salvador; as ilustrações da inglesa Maria Graham, que veio com seu marido para o Brasil, em 1821, e resolveu dedicar-se ao desenho, retratando de forma magnífica a entrada da Baía de Todos os Santos e a Igreja de Santo Antônio
da Barra; e as imagens da Igreja do Bonfim e do Passeio Público do fotógrafo francês Vitor Frond, depois reproduzidas através da pintura.
Já a exposição dos desenhos de autoria de Hector Julio Páride Bernabó, ou Carybé (1911- 1997), é outro bom exemplo aqui representado. Datados de 1950, os trabalhos sobre as festas de Yemanjá e do Bonfim, oferecem ao visitante a oportunidade de conhecer, ou rever, os primeiros trabalhos realizados pelo artista argentino, naturalizado brasileiro, quando chegou a Salvador, a convite do então secretário de Educação, Anísio Teixeira. São desenhos a nanquim sobre duas tradicionais festas populares de Salvador, podendo-se observar os aspectos que já não mais existem como os bondes, as rodas de samba e de capoeira, e os tipos humanos que o Carybé gostava e soube tão bem retratar.
Av. Sete de Setembro, 2340 • Corredor da Vitória • Salvador-BA • Fone: (71) 3117-6903
SERVIÇO:
EXPOSIÇÃO “AS FESTAS DE YEMANJÁ E DO BONFIM NOS DESENHOS DE CARYBÉ”
ATÉ 29 DE ABRIL DE 2012
E DO ACERVO PERMANENTE DO MAB
DE TERÇA A SEXTA DAS 14 ÀS 19 HORAS
SÁBADOS E DOMINGOS DAS 14H30MIN ÀS 18H30MIN
ABERTO NORMALMENTE NO DIA 29 DE MARÇO
(FUNDAÇÃO DA CIDADE DE SALVADOR)
ACESSO GRATUITO COM ESTACIONAMENTO
REALIZAÇÃO:
GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA
SECRETARIA DA CULTURA
INSTITUTO DO PATRIMONIO ARTISTICO E CULTURAL DA BAHIA
DIRETORIA DE MUSEUS
MUSEU DE ARTE DA BAHIA
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO:
CARLOS RIBAS
(71) 8836 6662
(71) 3117 6903
Av. Sete de Setembro, 2340 • Corredor da Vitória • Salvador-BA • Fone: (71) 3117-6903