Museus

DIRETORIA DE MUSEUS - DIMUS

Criada em 1972, a Diretoria de Museus (Dimus) era vinculada à Fundação Cultural do Estado da Bahia. No ano de 2003, passou a integrar o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac). Desde então, o Instituto dispõe dos seguintes espaços vinculados à sua estrutura: Centro Cultural Solar Ferrão, Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, em Candeias, e Parque Histórico Castro Alves, em Cabaceiras do Paraguaçu. Os museus de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), Museu de Arte da Bahia (MAB) e Museu de Arte Conteporânea (MAC_BAHIA) são ligados diretamente ao IPAC.

A Diretoria de Museus fornece subsídios às atividades de preservação, conservação, restauro e museografia nos espaços museais, assim como promove a interação com a comunidade através de programas educativos, exposições e ações multidisciplinares de dinamização. Busca também realizar projetos que possam servir de base e proposição para a construção participativa e articulada de uma política pública estadual para a área museológica.

MUSEUS

CENTRO CULTURAL SOLAR FERRÃO

 

O Centro Cultural Solar Ferrão é um espaço de arte, cultura e memória, instalado em um dos mais importantes monumentos da poligonal do Centro Histórico de Salvador. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1938, o casarão construído entre o fim do século XVII e início do XVIII possui seis pavimentos e abriga a Galeria Solar Ferrão, o Museu Abelardo Rodrigues e três coleções: a de Arte Africana Claudio Masella, a de Arte Popular e a de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi.

Coleção Claudio Masella de Arte Africana é formada por objetos que representam grupos étnicos localizados em cerca de 15 países da África, como máscaras, estatuetas, instrumentos e utensílios, confeccionados em materiais que variam entre terracota, madeira, metal e marfim. A Coleção de Arte Popular reúne obras representativas da Cultura Popular do Nordeste. Dentre as peças utilitárias e figurativas que a constituem, encontram-se carrancas, ex-votos, imaginária, ferramentas de orixás, brinquedos e utensílios domésticos.

Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi é composta por instrumentos de sopro, corda e percussão, representativos de culturas identitárias e coletados pela etnomusicóloga Emília Biancardi em países dos cinco continentes. Também integram a coleção instrumentos musicais criados por Emília Biancardi.

Centro de Referência Emília Biancardi
É um local onde os interessados podem pesquisar, ler ou estudar sobre música, folclore, cultura indígena e capoeira. O acervo reúne livros sobre música, literatura, folclore, cultura indígena, religião, dança, capoeira, carnaval, história, Bahia, cultura popular, obras de referência e biografia. Além disso, periódicos, partituras, fotografias, CD, DVD, vídeo, áudio, dossiê com cópias de eventos (ofícios, correspondências, cartas, reportagem local e de outros países), troféus e medalhas, disco de vinil do Viva Bahia – o primeiro e mais importante grupo parafolclórico do Brasil, na época – e outros artistas. Tudo pode ser conferido mediante agendamento prévio.

Coleção de instrumentos musicais Walter Smetak
A coleção é composta por 131 peças, sendo elas, além de instrumentos musicais e partituras originais, algumas publicações e CDs. Atualmente, as peças, que pertencem aos filhos Smetak, encontram-se sob salvaguarda, por meio de comodato firmado com a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, através da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia.

Museu Abelardo Rodrigues

Dentro da sede do Ferrão, funciona o Museu Abelardo Rodrigues,  que preserva uma das mais importantes coleções de arte sacra do país, reunida pelo pernambucano que dá nome ao Museu. O acervo de Abelardo Rodrigues foi adquirido pelo Governo da Bahia em 1973, após uma longa disputa judicial com o Estado de Pernambuco, conhecida, na época, como “Guerra Santa”. O museu apresenta peças datadas dos séculos XVII ao XX, confeccionadas em diversos materiais, a exemplo de madeira, barro cozido, marfim, pedra sabão e metal. São oratórios, miniaturas, imaginária, crucifixos, imagens de Roca, maquinetas, crucificados, mobiliário de devoção, objetos de origem brasileira, principalmente nordestina, como também de procedência europeia. O acervo reúne exemplares da imaginária erudita e popular, esta, registrando imensa variedade de influências regionais. Dentre elas, se destacam invocações raras como a Nossa Senhora do Leite e a Nossa Senhora das Almas do Purgatório.
 

Visitação: O Solar Ferrão está fechado para obras de requalificação
Endereço: Rua Gregório de Mattos, 45 - Pelourinho, Salvador (BA)
Contato: (71) 3116- 6740


Folder Institucional do Solar Ferrão

 

MEMORIAL DAS MATRIARCAS ODÉ KAYODÈ

Memorial das Matriarcas
Fonte/Crédito
Fernando Barbosa/IPAC

Parte do complexo museal do Centro Cultural Solar Ferrão, o Memorial das Matriarcas foi inaugurado em 2025. O novo espaço cultural é dedicado à memória, à ancestralidade e à trajetória das principais matriarcas das religiões de matriz africana. O Memorial das Matriarcas Odé Kayodé foi inaugurado na casa onde nasceu uma das mais importantes ialorixás do Brasil, Mãe Stella de Oxóssi (Odé Kayodé), primeira sacerdotisa homenageada. O projeto expográfico foi concebido para receber adaptações a cada nova homenagem. 

Fundamentado na museologia social e comunitária, o Memorial coloca as comunidades tradicionais de terreiro no centro das ações de preservação e difusão de saberes, práticas e objetos simbólicos, valorizando as memórias das matriarcas das casas primazes do candomblé, na Bahia.

Visitação: de terça a sábado, das 9h às 17h.

Endereço: Ladeira do Ferrão, s/n, Centro Histórico

 

MUSEU DO RECÔNCAVO WANDERLEY PINHO

 

Museu do Recôncavo Wanderley Pinho
Fonte/Crédito
Fernando Barbosa/IPAC

Erguido no século XVI, à margem da Baía de Todos os Santos, em Candeias, o antigo Engenho Freguesia foi transformado no Museu do Recôncavo Wanderley Pinho em 1971 devido ao seu valor histórico e a sua importância para a região do Recôncavo Baiano. Construído em terras doadas pelo então Governador-Geral do Brasil, Mem de Sá, o casarão foi alvo das invasões holandesas, em 1624, e vivenciou momentos de apogeu na produção de açúcar até a segunda metade do século XIX. Quando as leis abolicionistas passaram a vigorar no país, o engenho entrou em decadência e, em 1890, as moendas de cana-de-açúcar foram desativadas. Seu conjunto arquitetônico inclui casa-grande com 55 cômodos, fábrica e capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição da Freguesia

O Museu do Recôncavo foi reaberto à visitação pública em 8 de dezembro de 2025, após ampla requalificação estrutural e museológica. O espaço foi reinaugurado com um novo conceito, que privilegia narrativas africanas e indígenas e propõe uma reflexão crítica sobre o período colonial e escravocrata no Recôncavo Baiano. O espaço possui cinco núcleos expositivos, além da Capela com exposição de arte sacra, e do andar térreo destinado a mostras temporárias de longa duração. 

O Núcleo Histórico apresenta uma linha do tempo que revisita os principais marcos do Engenho Freguesia e a trajetória do próprio museu. No Núcleo dos Povos Originários o visitante encontra fotografias, video documentário e uma intervenção artística em grafismo feita pelo artista indígena Thiago Tupinambá.

O Núcleo dos Povos Escravizados reúne manuscritos do poema "Os Escravos", de Castro Alves, digitalizados do original preservado no Parque Histórico Castro Alves (PHCA), administrado pelo IPAC em Cabaceiras do Paraguaçu. Também há documentos históricos e totens para acesso à plataforma Slave Voyages, um bando de dados gratuito sobre o tráfico transatlântico de escravizados.

O Núcleo Doméstico apresenta mobiliário, retratos, pinturas, desenhos e uma cozinha de época, sem janelas e grandes fornos, retratando o espaço onde as mulheres escravizadas trabalhavam, preparavam a alimentação dos seus senhores e articulavam formas de resistência. Em vez de quartos e salas arrumados, em estilo colonial, a disposição do mobiliário destaca a mão de obra de artesãos anônimos.

O Núcleo da Memória reúne objetos de suplício e tortura na Sala do Silêncio, convidando o público à reflexão, além da mostra colaborativa Fragmentos do Passado, montada com a participação dos atuais trabalhadores do Museu, a partir de fragmentos de móveis, ferramentas e objetos, encontrados durante as obras, e expostos de modo que remetem a uma sala de ex-votos.

José Wanderley de Araújo Pinho (1890-1967), que dá nome ao Museu, foi proprietário do engenho e, como deputado federal, apresentou ao Congresso Nacional, em 1930, um projeto de lei de proteção dos bens móveis e imóveis de valor artístico e histórico que resultou na criação do atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 

Visitação: de quarta a domingo, das 10h às 17h.

Endereço: Via Matoim, s/n, Enseada de Caboto, Candeias.

 

PARQUE HISTÓRICO CASTRO ALVES - PHCA
 

Parque Histórico Castro Alves
Fonte/Crédito
Fernando Barbosa/IPAC

Localizado a 170 km da cidade de Salvador, o Parque Histórico Castro Alves é um museu biográfico que funciona em um espaço com 52 mil metros quadrados. Situado na Fazenda Cabaceirasonde morou Castro Alves (14.03.1847 – 06.07.1871), o museu foi inaugurado em março de 1971, por ocasião do primeiro centenário da morte do poeta baiano. É o lugar ideal para o público conhecer, pesquisar e mergulhar no universo do porta-voz literário da Abolição da Escravatura no Brasil.

Além de acervo de mais de 380 objetos que pertenceram a Castro Alves e seus familiares - formado por fotografias, cartões-postais, manuscritos, livros, indumentárias, adornos pessoais, utensílios domésticos e artes visuais - o Parque Histórico dispõe de auditório aberto com capacidade para 150 pessoas e biblioteca. Os projetos “Sopa de Letras” e “Brincando como no tempo de nossos avós ”, direcionados ao público infanto-juvenil; o projeto “Baú de Memórias”, voltado para idosos, e o projeto “Sarau no Parque “, para todos os públicos, são destaques do programa de ações culturais e educativas do espaço. Além disso, o público pode realizar trilhas ecológicas, conhecendo a fauna e flora do Recôncavo Baiano. O Parque também comemora anualmente o aniversário de Castro Alves com um festival de declamação de poesia.
 

Visitação: terça-feira a domingo, das 9h às 17h.
Endereço: Praça Castro Alves, 106, Centro, Cabaceiras do Paraguaçu (BA)
Contato: (75) 3681-1102


Folder Institucional do Parque Histórico Castro Alves
 

MUSEU DE ARTE MODERNA DA BAHIA - MAM 

 

Museu de Arte Moderna - MAM
Fonte/Crédito
Fernando Barbosa/IPAC

O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) é considerado o principal espaço para a arte contemporânea do estado e um dos mais importantes do país, por onde passa um público aproximado de 200 mil pessoas por ano. Situado no Conjunto Arquitetônico Solar do Unhão, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), sendo depois, no iní­cio da década de 60, adquirido e restaurado pelo Governo do Estado da Bahia, com projeto arquitetônico de Lina Bo Bardi, para instalar o Museu de Arte e Tradições Populares. A partir de 1963, passou a sediar o Museu de Arte Moderna da Bahia, que já vinha movimentando a cultura baiana desde a sua inauguração em 1960 no foyer do Teatro Castro Alves.

Realizando exposições de artistas locais, nacionais e estrangeiros, o museu conta ainda com uma galeria ao ar livre (o Parque das Esculturas) e uma sala de cinema (o Cinema do MAM). O MAM-BA sedia também eventos artísticos culturais de diferentes linguagens, promovendo o diálogo entre as variadas expressões artísticas, e possui um programa permanente de ações educativas. Buscando aproximar o público ao universo da arte moderna e contemporânea, estas ações acontecem dentro da instituição e em outros espaços externos, como escolas e comunidades.

A coleção do Museu de Arte Moderna da Bahia não se restringe a espelhar o desdobramento, no país, de influências estilísticas das vanguardas europeias e norte-americanas. De maneira mais afirmativa, o conjunto de 1122 peças representa um painel heterogêneo de contribuições de artistas de várias gerações, dos modernistas, como Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Candido Portinari e Flávio de Carvalho, até os contemporâneos, como Tunga, Waltercio Caldas, Siron Franco, Marepe, Caetano Dias, entre outros. A coleção reflete também a contribuição fundamental dos artistas que fixaram residência na Bahia nas décadas que se seguiram à fundação do museu, como o pintor paulista José Pancetti, o antropológo francês Pierre Verger, o argentino Carybé, o romeno Samson Flexor.

Visitação: terça a domingo, 10h às 18h
Residências Artísticas: 13h às 17h
Cinema, café e pátios: segunda a domingo - 13h às 20h
Endereço: Av. Contorno, s/n, Solar do Unhão. Tel: (71) 3117-6139

Setor Educativo: (71) 3117-6141.

Folder Institucional Museu de Arte Moderna - MAM

Site: www.mam.ba.gov.br

 

MUSEU DE ARTE DA BAHIA - MAB

 

Museu de Arte da Bahia - MAB

O Museu de Arte da Bahia (MAB), o mais antigo museu do Estado – criado em 1918 – teve a sua primeira sede no Campo Grande, no Solar Pacifico Pereira (onde hoje se encontra o Teatro Castro Alves), tendo aí permanecido de 1931 a 1946.

Após a compra, em 1946, das coleções de artes decorativas e da casa residencial que pertenceram ao Dr. Góes Calmon, o Museu do Estado, (assim denominado) passou a ter um novo perfil, conferido pelo Prof. José Valadares, – seu 1º diretor - que esteve a frente desta Instituição – de 1939 a 1959 – tendo projetado-o no âmbito nacional.

Em novembro de 1982, o museu foi transferido para o Palacete da Vitória (antiga sede da Secretaria da Educação) dispondo de amplos espaços para abrigar exposições permanentes e temporárias. O seu acervo é constituído por duas grandes coleções: artes plásticas (pintura e escultura) e artes decorativas, destacando-se peças notáveis do mobiliário baiano, o conjunto de porcelanas orientais e européias – onde se inclui a coleção de louça histórica brasileira – além de cristais, ourivesaria e outras alfaias.

O Museu de Arte da Bahia apresenta instalações adequadas à exposição e valorização do seu acervo, distribuídas nesses dois diferentes percursos: artes plásticas e artes decorativas do séc. XVIII a meados do séc. XX; e a múltiplas atividades culturais, como exposições temporárias, cursos, ciclos de conferencias e recitais de música. Dispõe de um serviço educativo para atender às escolas e ao público em geral, e organiza visitas programadas com agendamento prévio. Possui ainda uma biblioteca especializada em artes plásticas com cerca de 12 mil livros e periódicos direcionados aos temas de historia da arte, estética, museologia e história baiana.

Visitação: terça a domingo, 10h às 18h 
Endereço: Av. Sete de Setembro, 2340, Corredor da Vitória. Tel: (71) 3117-6902/08

Setor Educativo: (71) 3117-6994.

Biblioteca: (71) 3117-6907

Folter Institucional do Museu de Arte da Bahia


MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DA BAHIA (MAC_BAHIA)
 

MAC_Bahia
Fonte/Crédito
Fernando Barbosa/IPAC

O Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC_Bahia) está instalado no Palacete do Comendador Bernardo Martins Catharino, local que já foi sede da Secretaria Estadual de Educação, Museu Rodin na Bahia, e onde antes funcionava o Palacete das Artes, no bairro da Graça, em Salvador. A edificação, tombada pelo IPAC desde 1986, passou por inúmeras intervenções para se tornar um museu, e, agora, foi mais uma vez readequado para receber obras e projetos de arte contemporânea. Dentre as adaptações necessárias, se destacam a criação de novos espaços expositivos e educativos voltados para linguagens contemporâneas, como a arte urbana, a arte digital, a videoarte, a performance e produção maker.
 
Visitação: terça a domingo, das 10h às 20h. 
Endereço: Rua da Graça, 284, Graça. Tel: 3117-6987
Setor Educativo: 3117-6986.
E-mail: mac_bahia@ipac.ba.gov.br