25/06/2012
Restaurações de casa em estilo barroco-colonial tombada pelo Ministério da Cultura (MinC) como Patrimônio Nacional desde 1943 e de cine-teatro com 100 anos de existência, além do início de pesquisas para proteção estadual a 11 terreiros de candomblé. Essas são ações que o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), vinculado à Secretaria de Cultura do Estado, anuncia nesta segunda-feira, dia 25 (junho, 2012), em Cachoeira, quando o governador Jaques Wagner estará na cidade, para a transferência de governo, dando início às comemorações pela Independência da Bahia.
No mesmo dia (25) será feito mutirão de serviços públicos para a população com o SAC e biblioteca móveis, além de apresentação da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA). A solenidade começa às 8h30 na Câmara Municipal. Às 9h, no Convento do Carmo, será celebrado Te Deum, e às 11h solenidade com apresentação de Camerata da OSBA. Ao meio-dia o governador visita a Casa 25 da Rua Ana Nery que o IPAC restaurou e onde funcionará a reitoria da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB). Depois sessão solene na Câmara, encerrando os festejos às 15h com desfile cívico.
A transferência da sede do governo estadual para Cachoeira foi estabelecida pelo governador via Lei 10.695/07, aprovada pela Assembléia Legislativa, para marcar o 25 de junho de 1822. Nesse dia, os cachoeiranos se revoltaram contra tropas portuguesas iniciando as lutas pela Independência da Bahia e antecipando a Independência do Brasil, tendo o auge do movimento em 2 de Julho de 1823, quando as tropas brasileiras venceram, passando a ser a data magna do estado.
RESTAURAÇÕES - “Este é o quinto ano consecutivo que a sede do governo é transferida em 25 de junho”, informa o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça. Nesses cinco anos, o IPAC coordenou todas as obras do Programa Monumenta do MinC na cidade, restaurando mais de 40 imóveis, igrejas, conventos, monumentos e a sede da Universidade Federal do Recôncavo (UFRB), dentre outras, todas já entregues pelo governador Jaques Wagner.
Através do Monumenta foram investidos mais de R$ 40 milhões nas cidades de Cachoeira, São Félix e Lençóis, com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), sempre com a contrapartida do Estado da Bahia. “Cachoeira é a cidade brasileira que mais recebeu investimentos desse programa federal, incluindo aí, as recuperações das orlas fluviais de Cachoeira e São Félix; foram mais de R$ 36 milhões”, explica Mendonça.
A casa da Rua Ana Nery, n.25, restaurada pelo IPAC, está localizada na esquina com a Ladeira da Ajuda, área onde a cidade começou, bem próxima à famosa Capela da Ajuda. É de propriedade da Santa Casa de Misericórdia de Cachoeira, tem 709,89 m² e é originária do século XVIII. Para sua restauração, investiu-se R$ 1,9 milhão, entre recursos federal e estadual. A Rua Ana Nery é uma das mais importantes da cidade e homenageia a cachoeirana de mesmo nome, mãe da Enfermagem no Brasil.
Já o cine-teatro Glória de Cachoeira, também restaurado pelo IPAC, detém 680 m², onde foram investidos R$ 4,3 milhões. Como o prédio estava em ruínas, as obras possibilitaram criação de foyer, hall de circulação, sanitários, depósitos, subestação, três galerias, sala de projeção, camarins, entre outros itens. Os equipamentos de projeção e funcionamento do cine-teatro caberão à UFRB. Vários artistas brasileiros como Caubi Peixoto e Ângela Maria se apresentaram no local. Nas décadas de 1960 e 1970 aconteciam programas de calouros e matinées. Em meados de 1990 a prefeitura de Cachoeira fechou o local. Hoje a edificação pertence à União, através do MinC.
PATRIMÔNIO IMATERIAL – Já as notificações para iniciar as pesquisas feitas por equipe multidisciplinar do IPAC sobre 11 Terreiros de Candomblé em Cachoeira, possibilitarão mais uma ação para a proteção dos patrimônios imateriais do Recôncavo. O registro, que só será decretado depois de finalizados os estudos, é possibilitado via Lei 8.895 regulamenta pelo Decreto 10.039, que institui normas de proteção e estímulo à preservação dos bens culturais intangíveis, através da inscrição no ‘Livro Especial dos Espaços destinados a Práticas Culturais Coletivas’. Serão pesquisados em Cachoeira os terreiros Aganjú (Ici Mimo), Viva Deus (Asepó Erán Olúwa), Lobanekum, Lobanekum Filha, Ogodô Dey, Ilê Axé Itayale, Humpane Ayono Huntólogi e Dendezeiro Incossi Mukumbi. Na mesma iniciativa, serão contemplados em São Félix, os terreiros da Cajá (Oió Oni Bece), Raiz de Ayrá e Ilê Axé Ogunjá.
Além das obras de restauração de monumentos tombados e imóveis, o IPAC desenvolveu nesses cincos anos em Cachoeira e São Félix, cursos de educação patrimonial, oficinas de conservação, promovendo exposições com temáticas de bens culturais, e lançou livro e DVD-documentário sobre a Festa da Boa Morte que ocorre todos os anos no mês de agosto e já é protegida com registro do Estado via IPAC. Outras informações sobre ações do IPAC no Recôncavo são encontradas no site www.ipac.ba.gov.br.
BOX opcional: CACHOEIRA – A história de Cachoeira, considerada um dos ‘pólos culturais’ da Bahia, remonta ao início do século XVI quando desfrutava de fronteira privilegiada entre duas regiões econômicas complementares: o Recôncavo e o Sertão. Hoje, o município detém inestimável patrimônio arquitetônico do estilo barroco, reconhecido nacionalmente com o titulo de ‘Monumento Nacional’, tombado pelo Iphan desde 1971. Cachoeira é uma das 26 cidades brasileiras que foi beneficiada com o Monumenta, programa que revitaliza sítios históricos em todo o Brasil. Considerada como a mais importante vila da Bahia durante os séculos XVII e XVIII, Cachoeira foi sede das forças revolucionárias que lutaram pela Independência da Bahia e do Brasil, motivo que levou ao Governador Jaques Wagner colocar em prática, pela primeira vez na história, a lei que transfere o governo baiano para esse município, sempre aos 25 de junho, data em que a cidade foi bombardeada por tropas portuguesas. Pelos feitos heróicos de seu povo, o Imperador D. Pedro I, em 1837, elevou a antiga Vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira, à categoria de cidade com a denominação de Heróica Cidade da Cachoeira. Em 1971 foi tombada como Patrimônio do Brasil pelo Ministério da Cultura.
Cachoeira desenvolveu-se na margem esquerda do Rio Paraguaçu, sobre um terraço fluvial entre o cais, que conquistou espaço ao rio, e a encosta do vale. Seu sítio urbano é, contudo, mais espaçoso que o de São Félix, localizado na margem ou costa. Antes da construção da Barragem Pedra do Cavalo, a cidade era, periodicamente, alagada pelo Paraguaçu. Ficaram famosas as enchentes de 1792 e as dos anos 39, 61, 75, 82 e 93 do século passado além de algumas no século XX. Localizada a apenas 59 km, em linha reta, de Salvador, através das BR-324 e BA-026 a cidade pode ser alcançada com 109 km. Sua área é de 403 quilômetros quadrados, com solos tipos ‘massapê’ e argilo arenoso, na bacia do Iguape, tabuleiros, na parte mais alta, e, uma estreita faixa de associação desses solos, beirando o rio. O clima é tropical úmido, com precipitações anuais que variam de uma mínima de 800 m/m, na cidade, a uma máxima de 1.700 m/m, no Iguape. O município está dividido em três distritos: Cachoeira (sede), Belém de Cachoeira e Santiago do Iguape.
Contatos:
Em 22.06.2012 - Assessoria Comunicação IPAC
Geraldo Moniz | Coordenador Geral | 71 8731 2641 | geraldomoniz.ipac@gmail.com
No mesmo dia (25) será feito mutirão de serviços públicos para a população com o SAC e biblioteca móveis, além de apresentação da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA). A solenidade começa às 8h30 na Câmara Municipal. Às 9h, no Convento do Carmo, será celebrado Te Deum, e às 11h solenidade com apresentação de Camerata da OSBA. Ao meio-dia o governador visita a Casa 25 da Rua Ana Nery que o IPAC restaurou e onde funcionará a reitoria da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB). Depois sessão solene na Câmara, encerrando os festejos às 15h com desfile cívico.
A transferência da sede do governo estadual para Cachoeira foi estabelecida pelo governador via Lei 10.695/07, aprovada pela Assembléia Legislativa, para marcar o 25 de junho de 1822. Nesse dia, os cachoeiranos se revoltaram contra tropas portuguesas iniciando as lutas pela Independência da Bahia e antecipando a Independência do Brasil, tendo o auge do movimento em 2 de Julho de 1823, quando as tropas brasileiras venceram, passando a ser a data magna do estado.
RESTAURAÇÕES - “Este é o quinto ano consecutivo que a sede do governo é transferida em 25 de junho”, informa o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça. Nesses cinco anos, o IPAC coordenou todas as obras do Programa Monumenta do MinC na cidade, restaurando mais de 40 imóveis, igrejas, conventos, monumentos e a sede da Universidade Federal do Recôncavo (UFRB), dentre outras, todas já entregues pelo governador Jaques Wagner.
Através do Monumenta foram investidos mais de R$ 40 milhões nas cidades de Cachoeira, São Félix e Lençóis, com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), sempre com a contrapartida do Estado da Bahia. “Cachoeira é a cidade brasileira que mais recebeu investimentos desse programa federal, incluindo aí, as recuperações das orlas fluviais de Cachoeira e São Félix; foram mais de R$ 36 milhões”, explica Mendonça.
A casa da Rua Ana Nery, n.25, restaurada pelo IPAC, está localizada na esquina com a Ladeira da Ajuda, área onde a cidade começou, bem próxima à famosa Capela da Ajuda. É de propriedade da Santa Casa de Misericórdia de Cachoeira, tem 709,89 m² e é originária do século XVIII. Para sua restauração, investiu-se R$ 1,9 milhão, entre recursos federal e estadual. A Rua Ana Nery é uma das mais importantes da cidade e homenageia a cachoeirana de mesmo nome, mãe da Enfermagem no Brasil.
Já o cine-teatro Glória de Cachoeira, também restaurado pelo IPAC, detém 680 m², onde foram investidos R$ 4,3 milhões. Como o prédio estava em ruínas, as obras possibilitaram criação de foyer, hall de circulação, sanitários, depósitos, subestação, três galerias, sala de projeção, camarins, entre outros itens. Os equipamentos de projeção e funcionamento do cine-teatro caberão à UFRB. Vários artistas brasileiros como Caubi Peixoto e Ângela Maria se apresentaram no local. Nas décadas de 1960 e 1970 aconteciam programas de calouros e matinées. Em meados de 1990 a prefeitura de Cachoeira fechou o local. Hoje a edificação pertence à União, através do MinC.
PATRIMÔNIO IMATERIAL – Já as notificações para iniciar as pesquisas feitas por equipe multidisciplinar do IPAC sobre 11 Terreiros de Candomblé em Cachoeira, possibilitarão mais uma ação para a proteção dos patrimônios imateriais do Recôncavo. O registro, que só será decretado depois de finalizados os estudos, é possibilitado via Lei 8.895 regulamenta pelo Decreto 10.039, que institui normas de proteção e estímulo à preservação dos bens culturais intangíveis, através da inscrição no ‘Livro Especial dos Espaços destinados a Práticas Culturais Coletivas’. Serão pesquisados em Cachoeira os terreiros Aganjú (Ici Mimo), Viva Deus (Asepó Erán Olúwa), Lobanekum, Lobanekum Filha, Ogodô Dey, Ilê Axé Itayale, Humpane Ayono Huntólogi e Dendezeiro Incossi Mukumbi. Na mesma iniciativa, serão contemplados em São Félix, os terreiros da Cajá (Oió Oni Bece), Raiz de Ayrá e Ilê Axé Ogunjá.
Além das obras de restauração de monumentos tombados e imóveis, o IPAC desenvolveu nesses cincos anos em Cachoeira e São Félix, cursos de educação patrimonial, oficinas de conservação, promovendo exposições com temáticas de bens culturais, e lançou livro e DVD-documentário sobre a Festa da Boa Morte que ocorre todos os anos no mês de agosto e já é protegida com registro do Estado via IPAC. Outras informações sobre ações do IPAC no Recôncavo são encontradas no site www.ipac.ba.gov.br.
BOX opcional: CACHOEIRA – A história de Cachoeira, considerada um dos ‘pólos culturais’ da Bahia, remonta ao início do século XVI quando desfrutava de fronteira privilegiada entre duas regiões econômicas complementares: o Recôncavo e o Sertão. Hoje, o município detém inestimável patrimônio arquitetônico do estilo barroco, reconhecido nacionalmente com o titulo de ‘Monumento Nacional’, tombado pelo Iphan desde 1971. Cachoeira é uma das 26 cidades brasileiras que foi beneficiada com o Monumenta, programa que revitaliza sítios históricos em todo o Brasil. Considerada como a mais importante vila da Bahia durante os séculos XVII e XVIII, Cachoeira foi sede das forças revolucionárias que lutaram pela Independência da Bahia e do Brasil, motivo que levou ao Governador Jaques Wagner colocar em prática, pela primeira vez na história, a lei que transfere o governo baiano para esse município, sempre aos 25 de junho, data em que a cidade foi bombardeada por tropas portuguesas. Pelos feitos heróicos de seu povo, o Imperador D. Pedro I, em 1837, elevou a antiga Vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira, à categoria de cidade com a denominação de Heróica Cidade da Cachoeira. Em 1971 foi tombada como Patrimônio do Brasil pelo Ministério da Cultura.
Cachoeira desenvolveu-se na margem esquerda do Rio Paraguaçu, sobre um terraço fluvial entre o cais, que conquistou espaço ao rio, e a encosta do vale. Seu sítio urbano é, contudo, mais espaçoso que o de São Félix, localizado na margem ou costa. Antes da construção da Barragem Pedra do Cavalo, a cidade era, periodicamente, alagada pelo Paraguaçu. Ficaram famosas as enchentes de 1792 e as dos anos 39, 61, 75, 82 e 93 do século passado além de algumas no século XX. Localizada a apenas 59 km, em linha reta, de Salvador, através das BR-324 e BA-026 a cidade pode ser alcançada com 109 km. Sua área é de 403 quilômetros quadrados, com solos tipos ‘massapê’ e argilo arenoso, na bacia do Iguape, tabuleiros, na parte mais alta, e, uma estreita faixa de associação desses solos, beirando o rio. O clima é tropical úmido, com precipitações anuais que variam de uma mínima de 800 m/m, na cidade, a uma máxima de 1.700 m/m, no Iguape. O município está dividido em três distritos: Cachoeira (sede), Belém de Cachoeira e Santiago do Iguape.
Contatos:
Em 22.06.2012 - Assessoria Comunicação IPAC
Geraldo Moniz | Coordenador Geral | 71 8731 2641 | geraldomoniz.ipac@gmail.com