Solar FerrãoO Solar Ferrão é um espaço dinâmico de arte, cultura e memória, instalado em um dos mais importantes monumentos da poligonal do Centro Histórico de Salvador (CHS). Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1938, o casarão construído entre o fim do século XVII e início do XVIII possui seis andares e abriga a Galeria Solar Ferrão, o Museu Abelardo Rodrigues e duas coleções, expostas em salas distintas: a de Arte Africana Claudio Masella e a de Arte Popular.
O Museu Abelardo Rodrigues guarda uma coleção de 808 peças de arte sacra, datadas dos séculos XVII ao XX. São imagens em madeira, barro cozido, marfim, pedra e metal, além de oratórios, imagens de Roca e santeiros populares, reunidas pelo pernambucano que dá nome ao museu. Atualmente, o espaço passa por uma requalificação e adequação para uma nova expografia e encontra-se fechado para visitação.
A Coleção de Arte Popular apresenta peças utilitárias e figurativas, oriundas de estados do Nordeste e remanescentes do acervo do extinto Museu de Arte Popular, uma criação da arquiteta italiana Lina Bo Bardi. É composta de 972 objetos, coletados entre as décadas de 50 e 60. A Coleção Claudio Masella reúne 1.041 peças, que representam objetos étnicos tradicionais de mais de vinte sociedades africanas. Apresenta, sobretudo, estatuetas e máscaras, em materiais que variam entre terracota, madeira e metal.
Visitação: terça a sexta, de 10 às 18h. Finais de semana e feriados, das 13 às 17h.
End.: Rua Gregório de Matos, 45, Pelourinho, Salvador.
Tel.: (71) 3117- 6357.
Acervo Claudio Masella
A Coleção Cláudio Masella é um acervo unitário e fechado, com cerca de 1070 peças, de diversas etnias e localidades da África. A coleção compõe-se, sobretudo, de estatuetas e máscaras, sendo mais comuns as peças de madeira e metal. Elas representam o estilo étnico tradicional de mais de vinte sociedades africanas, distribuídas por cerca de 14 países.
Segundo relatos orais, as peças desta coleção foram adquiridas ao longo de 35 anos por Claudio Masella, um industrial italiano que viveu na Nigéria e no Senegal, e posteriormente, veio a morar no Brasil. Nascido em 2 de agosto de1935, em Roma, e falecido em 21 de fevereiro de 2007, Masella era um apaixonado pela arte africana e reuniu obras com uma expressiva diversidade cultural deste continente.
Em 2004, as peças foram doadas ao Estado da Bahia pelo próprio colecionador, que via em Salvador um local propício para a divulgação da cultura e das artes da África. Assim, o Estado se comprometeu, através de contrato de doação, a gerir, conservar e expor a coleção ao público.
A Coleção Claudio Masella foi inicialmente exposta nos prédios do Queimadinho, mas teve que ser removida por causa das condições inadequadas que o local possuía para a conservação de peças etnológicas. Depois, foi acondicionada na Casa 41 da Rua Gregório de Matos, Pelourinho. Em meados do ano 2008, foi transferida para o Solar do Ferrão, onde hoje se encontra.
Acervo de Arte Popular
Trata-se de uma coleção de grande valor, remanescente do Museu de Arte Popular, inaugurado em 03.11.1963. O seu acervo, em processo de restauração pelo IPAC, reúne trabalhos de artesãos do Nordeste que fizeram “escola”, a exemplo de Vitalino Filho, Manoel Eudóxio, Maria Pompéia e outros, além de Carrancas do São Francisco e figuras de proa do século XVII, ex-votos, imagens e uma infinidade de objetos diversos, entre os quais peças em cerâmica de uso utilitário e decorativo. As peças, de inestimável valor para cultura do Nordeste, foram catalogadas pela arquiteta ilatiana Lina Bo Bardi.
Também farão parte do acervo adereços e fantasias de Carnaval, além de documentos do Projeto Memória do Carnaval Baiano. Não é uma coleção a mais para se olhar, elogiar e ir embora. É um instrumento de reflexão para avaliar a generosidade e pureza da arte popular que também responde pela identidade da cultura brasileira. O IPAC que ora administra este patrimônio, desenvolve ações voltadas para a organização de uma exposição de longa duração.
End:Rua Gregório de Matos, 45 – Solar Ferrão - Pelourinho – Salvador – Bahia
CEP 40.025-060
Tel.: (71) 3117-6471
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Espaço Mário Cravo
Criado pelo Governo do Estado da Bahia em 1994 a partir do incentivo dos artistas Carybé, Jorge Amado e Mario Cravo Jr., o Espaço Cravo é um centro cultural destinado à produção do conhecimento,promoção da cultura, difusão das artes, desenvolvimento social e preservação e dinamização da coleção de autoria do escultor Mario Cravo Jr.O Espaço conta com um Programa de Integração com a Rede de Ensino, desenvolvido pelo próprio escultor. São realizadas,gratuitamente, palestras, visitas mediadas e oficinas livres de escultura, pintura e desenho para públicos de todas as idades.
Seu acervo é composto por 800 obras de arte doadas pelo artista ao Estado, e mais 200 cedidas em comodato. Trata-se de uma coleção integrada por esculturas contemporâneas em diversos materiais, técnicas e tamanhos, pinturas, desenhos, projetos e gravuras. O espaço expõe ainda uma escultura de grande porte de autoria de Juarez Paraíso e o acervo particular com 96 objetos de Mario Cravo Jr., constituído por pinturas e esculturas de médio porte em pedra talco, esteatita e aço inox. A Secretaria de Cultura, através da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, oferece apoio técnico e museológico para o equipamento cultural.
O escultor e pintor Mario Cravo Jr. (1923) é uma referência da primeira geração de modernistas da Bahia e um dos mais importantes artistas vivos do estado. Tem obras em diversos espaços públicos de Salvador e no acervo de instituições como MoMA (Nova York/ EUA), Hermitage (São Petersburgo/ Rússia), Museu de Arte de São Paulo e Museu de Arte da Pampulha (MG).
Visitação:Terça a sexta, das 9h às12h e das 14h às 17h. Para ter acesso às áreas internas doEspaço Mario Cravo (auditório, galeria e oficina), é necessário agendar a visita através do e-mail espacomariocravo@gmail.com.
Endereço: Rua Antônio Manuel Galvão, s/nº, Espaço Mario Cravo – Parque das Esculturas, Parque Metropolitano de Pituaçu.
Tel: (71) 3363-4054.
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Sítio Natura
Na década de 60, com o objetivo de estreitar, cada vez mais, os laços da sua arte com o meio ambiente, o polonês FransKrajcberg decide fixar residência em Nova Viçosa, Bahia. Juntamente com José Zanini Caldas, em 1971, idealiza um projeto cultural que consistia em uma escola livre de arte e arquitetura no intuito de despertar o olhar para o que Nova Viçosa tinha de mais belo, ou seja, a natureza, com sua vegetação de restinga, manguezais e exuberante Mata Atlântica.
Atualmente, o acervo de FransKrajcbergque se encontra no Sítio, em sua maior parte, é composto de esculturas em madeira de grande dimensão, esculturas de parede, pinturas e fotografias. As obras estão distribuídas em cinco espaços diferenciados. Os dois primeiros, intitulados Cabana de Cima e Cabana de Baixo, ficam próximos ao ateliê/oficina do artista. Os demais, chalé, escritório e um pequeno galpão, situam-se nas proximidades da residência de Krajcberg. Na Cabana de Cima, de forma circular, estão expostas as esculturas de parede e algumas pinturas. Na Cabana de Baixo, amplo espaço circular, encontra-se a maioria das obras, cerca de 200, todas elas de grande dimensão.