IPAC faz reformas no palácio desde 2008 totalizando R$ 1,6 milhão investidos
Residência de governadores baianos por mais de cinco décadas, o Palácio da Aclamação, localizado na Avenida Sete de Setembro, nas imediações do Campo Grande e Forte de São Pedro, na Cidade Alta, em Salvador, está prestes a se tornar patrimônio cultural da Bahia. Os estudos para o tombamento do prédio, realizados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), da secretaria estadual de Cultura (SecultBA), já têm parecer favorável do Conselho Estadual de Cultura. A previsão é que até dezembro (2010) o governador Jaques Wagner oficialize a decisão através de decreto no Diário Oficial do Estado.
O pedido de tombamento do Aclamação foi feito em 2007 pelo Curso de História – habilitaçãoem Patrimônio Cultural– do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Católica do Salvador. O Estado, através do IPAC/SecultBA, realiza tombamentos dando proteção legal a patrimônios materiais, como edificações, monumentos e bens móveis – estatuaria, imagens sacras e obras de arte – que tenham reconhecidos méritos para a Bahia. “Edificações de relevância municipal devem ser protegidos por institutos de salvaguarda implantados por prefeituras municipais”, alerta o gerente de Pesquisa (Gepel) do IPAC, Mateus Torres. Já imóveis de relevância nacional são tombados pelo governo federal, através do Iphan/Ministério da Cultura.
Os estudos para o tombamento do Aclamação contaram com equipe multidisciplinar de historiadores e arquitetos do IPAC que realizaram levantamentos do prédio e região onde está localizado, compondo dossiê com textos analíticos, recortes de jornais, documentos antigos, fotografias e pesquisa bibliográfica, entre outros itens. Ao ser tombado o imóvel passa a ser oficialmente protegido, tendo controle do IPAC para que não seja descaracterizada sua arquitetura original. Ao ser decretado Patrimônio Cultural o imóvel conta com incentivos à sua conservação, a exemplo de prioridade nas linhas de crédito para restaurações dos poderes municipal, estadual ou federal.
Como está responsável pelo palácio, o IPAC realiza obras de manutenção no antigo prédio desde 2008 até maio deste ano (2010) somando R$ 1,6 milhão em investimentos. “Fizemos a reforma da estrutura e fundações, pintura das fachadas, esquadrias, gradis, portas e janelas, totalizando 2,7 mil metros quadrados de área”, informa o diretor de Patrimônio do IPAC, Paulo Canuto.
O prédio tem projeto original do arquiteto italiano Filinto Santoro, quando foi construído como Palacete dos Moraes em 1894. Em setembro de 1911 o governo adquire o imóvel para transformá-lo em moradia dos governadores baianos. Em 1967, acontece a transferência da residência oficial para o Alto de Ondina e, em 1990, através do decreto nº4.148 o imóvel passa a ser administrado pelo IPAC. Hoje, é um importante espaço artístico com grandes exposições temporárias e sede da Diretoria de Museus do IPAC.
Com dois andares, anexos, jardins e acesso ao Passeio Público, a edificação tem elementos clássicos, com frontões triangulares e dentículos, formando um sincretismo estilístico marcado pela arquitetura neoclássica. A decoração interna no estilo Luís 16 apresenta painéis emoldurados, guirlandas, laços e medalhões pintados pelo famoso pintor baiano Presciliano Silva. Seu acervo permanente é composto por mobiliário estilos D. José e Luís 15, porcelanas, cristais, bronzes, tapetes persas e franceses. Outras informações sobre o Aclamação e suas exposições estão nos sites www.ipac.ba.gov.br e www.dimusbahia.wordpress.com, ou são fornecidas através do Tel. (71) 3117-6445 e 3117-6447.
Assessoria de Comunicação – IPAC – em 22.10.2010
Jornalista responsável Geraldo Moniz (1498-MTBa) – (71) 8731-2641
Texto: estagiário Felipe Dieder e Geraldo Moniz
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