O batizado de capoeira do grupo Mangangá, cujo mestre Máximo é o atual vice-presidente da Federação de Capoeira da Bahia (Fecaba), vai agitar o Forte de Santo Antônio Além do Carmo, no bairro de mesmo nome, no Centro Histórico de Salvador (CHS), neste sábado, dia 30 (outubro, 2010), a partir das 9 horas.
O batizado representa momento em que os participantes de determinado grupo de capoeira recebem a primeira graduação. Nesse dia eles ganham apelido de capoeirista e passam a fazer parte do grupo. O apelido é tradição do tempo em que a capoeira era considerada arte marginal e os capoeiristas eram obrigados a usar codinomes para não serem identificados e presos pela polícia.
Hoje, segundo o Ministério da Cultura (MinC), a capoeira é o produto cultural brasileiro mais difundido no mundo. Em 2008 o MinC considerou, oficialmente, a capoeira como Patrimônio Cultural do Brasil. Na Bahia, através do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), a capoeira já é Patrimônio do Estado desde 2006. Vinculado à secretaria estadual de Cultura, é o IPAC que restaurou o antigo prédio do Santo Antônio e que também administra a fortificação.
O grupo Mangangá foi fundado em novembro de 2000 pelo mestre Máximo, natural de Santo Amaro da Purificação da Bahia e atual vice-presidente da FECABA (Federação de Capoeira da Bahia). O batizado infantil vem sendo implantado em algumas escolas particulares e públicas neste ano letivo (2010) em parceria com o professor Ratinho Adriano Ferreira da Associação de Capoeira Toques de Berimbaus, que também realiza seu primeiro trabalho nas escolas. Participam crianças de três a 14 anos.
De acordo com o mestre Máximo, o evento contará com abertura do Grupo Folclórico Farol da Bahia do contramestre Pituba. “Serão apresentadas puxada de rede e capoeira, e toques de berimbau pelo capoeirinha Rayson, filho do mestre Tonho Matéria”, diz o mestre Máximo. Estarão presentes outros mestres de capoeira, como Reginaldo, membros da Fecaba, diretoras e professoras das escolas dos bairros do Barbalho, Santo Antônio, Lanat, Sete Portas, Saúde e Baixa dos Sapateiros.
Localizado na Praça Barão do Triunfo, mais conhecida como Largo de Santo Antônio, o forte é originário da segunda metade do século 17, quando foram construídas as primeiras trincheiras de proteção militar, no então limite norte do subúrbio da cidade do Salvador. Segundo o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça, a fortificação defendia vales vizinhos e o caminho da Água Brusca em direção às praias de Itapagipe. “A edificação foi prejudicada por grandes mutilações e acréscimos realizados a partir da primeira metade do século19”, explica Mendonça.
O diretor do IPAC explica que hoje o forte está totalmente restaurado, é tombado como Patrimônio da Bahia, através de dossiê do IPAC, e está inserido na poligonal de tombamento federal do Centro Histórico da capital baiana. O forte está aberto à visitação de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas. Mais informações estão no blog http://fortesantoantonio.blogspot.com e no site www.ipac.ba.gov.br, através dos telefones 3117-1488 e 3117-1492 ou pelo endereço eletrônico geobanto@gmail.com e magno.magalhaesneto@gmail.com.
Assessoria de Comunicação – IPAC – em 27.10.2010
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