IPAC REALIZA OFICINAS DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL

27/08/2010

Até o final de setembro deste ano, os municípios de Palmeiras, Lençóis, Iraquara, Wagner, Morro do Chapéu e Seabra recebem as Oficinas de Educação Patrimonial. O projeto é uma parceria do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), e integra o Circuito Arqueológico da Chapada Diamantina que abrange o patrimônio arqueológico, material e imaterial da região.



O Circuito começou no dia 19 de julho, no município de Palmeiras, e em apenas duas semanas de trabalho contou com a participação de cerca de 300 pessoas, entre adolescentes e adultos, estudantes, professores, gestores municipais e líderes comunitários. “O circuito arqueológico tem por objetivo envolver a comunidade na conservação de seu patrimônio, fazendo com que ela participe da releitura da história do município, fortalecendo assim sua identidade cultural,” diz a coordenadora de educação patrimonial do IPAC, Ednalva Queiroz.



Juntamente com Ednalva, o arqueólogo e professor da UFBA, Alvandyr Dantas Bezerra, coordenador técnico do circuito, é responsável pelo projeto de Mobilização e Sensibilização da comunidade, através da Oficina de Patrimônio, Memória e Identidade. Eles discutem junto à comunidade noções de patrimônio cultural, sua importância e preservação, além de fazer o levantamento inicial dos bens culturais importantes para a identidade local. “A sustentabilidade do patrimônio arqueológico passa pela sustentabilidade do patrimônio material e imaterial. Então, eu faço um levantamento prévio dos bens culturais dos municípios, e Alvandyr aprofunda em entrevistas com as comunidades dos povoados do entorno dos sítios arqueológicos”, explica Ednalva.



Ao longo do circuito serão oferecidas oficinas de conservação de objetos e papéis, oficina de documentação fotográfica da comunidade e sítios de pintura rupestre, além da montagem e exposição de objetos, documentos, depoimentos, documentários e iconografia sobre a história da cidade, todas com carga horária de 20 horas. Entre os facilitadores estão Tânia Cafezeiro, restauradora do IPAC e os fotógrafos Elias Mascarenhas e Lázaro Menezes, ambos do laboratório fotográfico do IPAC.


O público-alvo vai desde professores e estudantes a lideranças comunitárias e religiosas, artistas e artesãos, gestores, proprietários e responsáveis por bens culturais da comunidade, colecionadores, condutores de visitantes, pessoas de comunidades do entorno de sítios arqueológicos, lideranças e representações de quilombolas, aldeamentos indígenas, entre outros.