Residência de governadores baianos por mais de cinco décadas, o Palácio da Aclamação, localizado na Avenida Sete de Setembro, próximo ao Campo Grande e Forte de São Pedro, em Salvador, se torna nesta segunda-feira, dia 06, mais uma edificação que ter chancela oficial do Estado como Patrimônio Cultural da Bahia.
O anúncio acontece a partir das 14 horas, durante cerimônia do jubileu – 25 anos – do reconhecimento do Centro Histórico de Salvador (CHS) como Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para Educação Ciência e Cultura (Unesco), no Palácio do Rio Branco, mesmo local onde foi construída a primeira casa governamental do Brasil por Tomé de Souza em 1549.
167 bens tombados = 104 em salvador
Além de possibilitar que o bem cultural tombado seja prioridade nas linhas de financiamento municipais, estaduais e federais para restauração de prédios históricos, o tombamento – previsto na lei estadual 8.895/2003 – tem objetivo de preservar bens de valor cultural, arquitetônico, ambiental e até de valor afetivo para a população, impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados.
Os bens tombados pelo Estado devem, obrigatoriamente, possuir valor representativo para a Bahia, os bens locais devem ser protegidos pelo Município e os patrimônios culturais de relevância nacional recebem tutela do governo federal, como o Centro Histórico da capital baiana ganhou em 1984 do Ministério da Cultura/Iphan. O tombamento do Aclamação havia sido aprovado pelo Conselho Estadual de Cultura em novembro.
O pedido de tombamento foi feito em 2007 pelo Curso de História com habilitaçãoem Patrimônio Culturaldo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Católica do Salvador. Os estudos para o dossiê que possibilitam o tombamento foram feitos por equipe multidisciplinar de sociólogos, museólogos, historiadores e arquitetos do IPAC. Geralmente o dossiê é composto por textos analíticos, recortes de jornais, documentos antigos, fotografias e pesquisa bibliográfica, entre outros itens.
O prédio como o conhecemos hoje tinha, em 1894, apenas uma das alas, formando um palacete. Essa antiga casa foi construída como herdade fora da malha urbana central da cidade, já que à época Salvador passava por surtos de doenças infecto-contagiosas e esse local era considerado mais saudável. Em setembro de 1911, o Governo do Estado, na gestão de João Ferreira de Araújo Pinho, adquire o imóvel de Clara César de Moraes, viúva de Francisco de Moraes, para transformá-lo em moradia dos governadores.
Em 1912, depois de bombardeado, o Governador José Joaquim Seabra transformou-o em residência oficial do Governo. Em 1913, iniciaram-se as obras de ampliação do prédio, alas central e esquerda, projeto do arquiteto italiano Filinto Santoro. Em 1934, o governo adquire sobrado vizinho, construindo prédio anexo com garagem. Em 1967, o governador Lomanto Júnior transfere a residência oficial para o Alto de Ondina. Hoje, é um importante espaço artístico com grandes exposições temporárias e sede da Diretoria de Museus do IPAC.
Com dois andares, anexos, jardins e acesso ao Passeio Público, a edificação tem elementos clássicos, sincretismo estilístico marcado pela arquitetura neoclássica. A decoração interna no estilo Luís 16 apresenta painéis emoldurados, guirlandas, laços e medalhões pintados pelo famoso pintor baiano Presciliano Silva. Seu acervo permanente é composto por mobiliário estilos D. José e Luís 15, porcelanas, cristais, bronzes, tapetes persas e franceses. Mais informações sobre o Aclamação e suas exposições estão no site www.dimusbahia.wordpress.com, ou são fornecidas através do Tel. (71) 3117-6445 e 3117-6447.
Assessoria de Comunicação – IPAC – em 03.12.2010 - Jornalista responsável Geraldo Moniz (1498-MTBa) – (71) 8731-2641
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