O próximo dia de visitação dirigida será 12 de novembro (2009) com a presença de pesquisadores, professores e alunos universitários, sob orientação de técnicos especialistas do IPAC
O Palácio Rio Branco, monumento tombado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) como ‘Patrimônio Cultural do Brasil’ e localizado na primeira praça da Cidade do Salvador (BA), criada há 460 anos durante o governo português colonial de Tomé de Souza, está recebendo visitas guiadas para apreciação das obras de restauração que acontecem na edificação à cargo do Governo da Bahia.
Orçadaem mais de R$ 6,8 milhões – R$ 4,7 milhões do programa federal Prodetur 2 e cerca de R$ 2,1 milhões do BNB/Banco do Nordeste – a obra conta com 114 profissionais, entre arquitetos, engenheiros, restauradores, pintores, entre outros especialistas, e é coordenada pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), órgão da secretaria estadual de Cultura (Secult-BA). Alunos da Universidade Federal da Bahia, da Universidade Católica do Salvador e restauradores da Cecri já visitaram o canteiro de obras. A idéia já foi aplicada pelo IPAC nas reformas emergenciais do Palácio da Aclamação em 2007 e 2008, sob orientação do arquiteto fiscal do Instituto, Adolfo Roriz, atendendo à sugestão do secretário estadual de Cultura, Marcio Meirelles.
As visitas guiadas são para estudantes, pesquisadores e professores de Museologia, Arquitetura, História, Engenharia, Artes Plásticas e áreas correlatas, como forma de fazer com que as ações do Governo da Bahia, na área de Restauração e Patrimônio, dialoguem com a sociedade civil especializada. “Essas obras devolvem monumentos restaurados para a capital e o Estado, mas devem, também, propiciar diálogo amplo e intenso com os interessados no tema”, comenta o diretor geral do IPAC,FredericoMendonça. “Isso reforça o sentimento de pertencimento, divulga o patrimônio edificado, promove a troca de informações técnicas e fortalece a preservação do bem cultural”, explica Mendonça.
Através do Prodetur 2 o IPAC recupera, ainda, mais cinco monumentos do Centro Histórico de Salvador (CHS), como igreja e cemitério do Pilar, igrejas do Boqueirão e Rosário dos Pretos, Casa das Sete Mortes e oratório da Cruz do Pascoal, totalizando cerca de R$ 17 milhõesem investimentos. Em Lençóise Cachoeira, através do programa federal Monumenta/IPHAN/MinC, o IPAC restaura imóveis, monumentos e logradouros públicos, coordenando cerca de R$ 40 milhões investidos nas duas cidades.
A restauração do IPAC no Rio Branco inclui recuperação da cobertura, implantação de equipamentos para portadores de necessidades especiais com elevador e rampas de acesso, restauração de bens integrados e pintura geral do edifício, que tem estilo arquitetônico eclético, dois pavimentos e uma grande cúpula central que esteve ameaçada por infiltrações. O palácio possuía sérios problemas estruturais, além de avarias no trecho construído na encosta de70 metrosde altura que divide Salvador em Cidade Alta e Cidade Baixa. “Elementos decorativos das fachadas estavam desprendendo, forros, pinturas parietais, estuques, pisos, vitrais e a clarabóia em estrutura metálica e vidro jateado, necessitavam, urgentemente, de restauração”, ressalta o diretor geral do IPAC.
Localizado na Praça Tomé de Souza, com lateral na encosta voltada para a Baía de Todos os Santos, o Rio Branco tem como vizinhos o elevador Lacerda, igreja e Santa Casa de Misericórdia, Palácio Arquiepiscopal e Paço Municipal, os três primeiros tombados pelo governo federal e o último, pelo governo estadual, em área do CHS tombada pelo IPHAN e chancelada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade. Mais informações na Astec/Ipac, através do Tel. 3117-6491. Confira outras notícias sobre o tema no site www.ipac.ba.gov.br.
Assessoria de Comunicação – IPAC – em 05.11.2009
Contato: jornalista Geraldo Moniz (1498-MTBa) – (71) 8732-0220
Texto-base e entrevistas: estagiária Mariene Lima
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