30/06/2010
A região de Cachoeira e Sao Félix, no Recôncavo baiano – grande área de terra do entorno da Baía de Todos os Santos que congrega mais de 20 municípios -, vem sendo extremamente beneficiada com ações do Governo da Bahia, nos últimos quatro anos, através da Secult/BA e IPAC. Dentre as ações realizadas de 2007 a 2010 podemos destacar:
PROGRAMA MONUMENTA
“O Monumenta restaura trechos urbanos, procurando conciliar sustentabilidade dos centros históricos, motivando seus usos econômico, cultural e social”, explica o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça. O programa estimula o desenvolvimento de atividades e fortalece as estruturas turísticas locais. O programa prevê, ainda, financiamento para restaurar imóveis particulares e a criação de um Comitê Gestor de um Fundo de Preservação para assegurar a manutenção dos investimentos.
Através do Monumentoa a Secult/Ipac já restaurou cerca de 80 imóveis públicos, privados e monumentos tombados pelo Iphan, como o Conjunto da Ordem do Carmo, a Igreja Matriz de N.S. do Rosário, as igrejas do Monte e Rosarinho, a capela da Ajuda, a casa natal de Ana Nery, os antigos Fórum e Arquivo Público Municipal, entre outras edificações.
“Cachoeira é a cidade brasileira que mais recebe recursos do Monumenta, totalizando mais de R$ 36 milhões investidos até o término do programa”, comenta o diretor do IPAC. A SecultBA/IPAC também foi responsável pela Reurbanização da Orla de Cachoeira, através do Monumenta, e pela construção da mais nova sede da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia) em Cachoeira.
UFRB
A nova sede da UFRB, onde funciona o Centro de Artes Humanidades e Letras, está localizada no ‘Quarteirão Leite Alves’, cujos antigos imóveis foram doados pela Prefeitura de Cachoeira e estão próximos à ponte de ferro D. Pedro II, monumento tombado pelo Estado, através do IPAC, desde 2002. De acordo com o diretor do IPAC, antes, mantinham-se em pé apenas fachadas e alvenarias. A poligonal do quarteirão é formada pela Travessa Comendador Albino, Rua Engenheiro Lauro de Freitas e Rua Monsenhor Tapiranga. “A área do terreno é de 3,9 mil metros quadrados que detém, atualmente, cerca de 7 mil metros quadrados de área construída”, diz Frederico Mendonça.
Foram realizados serviços de pintura, instalação de forros, pisos de alta resistência, componentes elétricos, lixamento e impermeabilização de assoalhos, instalação de divisórias e portas de vidros. O projeto contempla 23 salas de aula, quatro laboratórios, sala de vídeo, auditório climatizado para 254 lugares, foyer, camarins e biblioteca. Área coberta de convivência, praça de alimentação, setores administrativos, sanitários e subestação de energia elétrica, complementam a proposta.
“O projeto arquitetônico previu ambientes articulados por escadas, elevador, rampas e passarelas”, explica o diretor do IPAC. Já o espaço central do quarteirão é descoberto. “A proposta visou requalificar esse conjunto importante, do ponto de vista histórico e do desenho urbano da cidade, que se encontrava arruinado, subutilizado, com ocupações inadequadas para o seu porte monumental”, complementa Mendonça.
A intervenção se pautou no respeito à volumetria original da quadra identificada nas edificações, além da pesquisa iconográfica, possibilitando o restauro da volumetria do quarteirão. Para o miolo, onde se encontravam ruínas, criaram-se espaços vazios com construção em linhas contemporâneas de estruturas metálicas. “A junção de materiais diversos, unindo antigo ao contemporâneo, apresenta um interessante diálogo com a monumentalidade pré-existente”, relata Mendonça.
EDUCAÇÃO PATRIMONIAL
Ainda em Cachoeira e São Félix, o IPAC/Secult/BA vem possibilitando, através de parceria tripartite entre as três esferas do poder público (municipais, estadual e federal) a criação de um Programa de Educação Patrimonial e Ambiental para as duas cidades, agregando o IPHAN e, eventualmente, até a UFRB. Já foram realizados cursos de educação patrimonial, oficinas de restauração de papel, exposições, exibição de vídeos, entre outras ações, de modo a dialogar e conscientizar sobre os altos investimentos que vêm sendo aplicados nas duas cidades e que precisam da cooperação efetiva da população e toda a sociedade civil organizada para serem adequadamente preservados.
Um exemplo foi a exposição fotográfica “Duas paisagens – uma troca de olhares”, que aconteceu em junho de julho do ano passado (2009), nas cidades de Cachoeira e São Felix. O objetivo inicial foi fazer com que uma cidade veja a outra, reflita sobre suas histórias, origens, riquezas, diferenças e que, por fim, se valorizem e se auxiliem em processos de preservação cultural. A mostra, que reuniu cerca de 70 painéis, deu início à parceria entre IPAC, Ufrb e as prefeituras das duas cidades.
A exposição aconteceu, simultaneamente, em três lugares. Na ponte Dom Pedro II – que liga as cidades sobre o rio e é Patrimônio Material da Bahia -, na galeria do IPAC, em Cachoeira e na Casa de Cultura de São Felix. A ponte abrigou 16 painéis, de modo que as fotografias de Cachoeira só apareçam para quem vem de São Félix, e vice-versa. Deste modo, as cidades concretizaram o título da mostra. As demais fotografias ficam distribuídas entre a casa de cultura e galeria. Todas as fotos foram garimpadas em arquivos oficiais e particulares de moradores das cidades retratadas, além de outras do Arquivo Público do Estado. A atividade contou com apoio de representantes das duas cidades, professores e alunos do curso de Museologia da universidade, que atuaram como monitores do evento.
“O patrimônio é de todos e cada um de nós deve preservá-lo”, comenta a educadora Ednalva Queiroz, da Coordenação de Educação Patrimonial do IPAC e responsável pelos cursos desenvolvidos nas duas cidades. Para ela, o trabalho possibilita formação de multiplicadores e envolve as comunidades. As oficinas aconteceram na Casa de Cultura Américo Simas, com apoio da Prefeitura de São Félix, possibilitando interação entre população, lideranças e especialistas. Outra atividade, com os restauradores do IPAC, Bruno Visco e Tânia Cafezeiro, coordenadores das ‘Oficinas de Papel’ trabalharam com identificação de documentos, avaliação, conservação, diagnóstico, correção de imperfeições, manuseio e armazenamento. Mais informações sobre as oficinas na Gepel/IPAC, através dos (71) 3116-6741 e 9977-5562, ou no site www.ipac.ba.gov.br.
FUNDOS MUNICIPAIS
Para garantir a sustentabilidade do Programa Monumenta, os municípios participantes criam Fundos Municipais de Preservação para cada cidade. A proposta faz com que os fundos sejam administrados pelo Gestor do Fundo, representante do município, e pelo Conselho Curador que tem composição paritária dos setores público e privado, integrando representantes do Estado, Município, MinC, IPHAN, UFRB, órgãos estaduais de patrimônio, empresariado e moradores, além de ONG ligada à preservação do patrimônio histórico e à promoção da cultura. Os excedentes dos recursos podem ser aplicados na conservação de monumentos considerados pelo IPHAN de excepcional valor.
Segundo Mendonça, além de Cachoeira, o IPAC trabalha com o Monumenta na cidade de Lençóis, na Chapada Diamantina. “Já em Salvador o Monumenta é de responsabilidade da Conder/Sedur na recuperação da 7ª etapa do Centro Histórico”, informa o diretor. Outras Informações sobre o Monumenta em Lençóis e Cachoeira, a cargo do IPAC, são obtidas através do Tel. 3322-1820, ou no site www.ipac.ba.gov.br.
Assessoria de Comunicação – IPAC – em 30.06.2010
Contato: jornalista Geraldo Moniz (1498-MTBa) – (71) 8732-0220
Contatos ASCOM/IPAC: (71) 3116-6673, 3117-6490, ascom@ipac.ba.gov.br
Acesse: www.ipac.ba.gov.br
- OBRAS do PROGRAMA MONUMENTA realizadas pelo IPAC/SecultBA = mais de R$ 36 milhões - IPAC/SecultBA
- Lançamento da mais nova publicação do IPAC: Carnaval de Maragojipe - patrimônio imaterial da Bahia - IPAC/SecultBA
- Lançamento e exibição em telão - DVD 2 de Julho - IPAC/SecultBA
- Elaboração do Projeto do Memorial da Irmandade da Boa Morte - IPAC/SecultBA
- Pesquisas para Registro da Boa Morte como Patrimônio Imaterial da Bahia - - IPAC/SecultBA
- Programa de EDUCAÇÃO PATRIMONIAL - IPAC/SecultBA
PROGRAMA MONUMENTA
“O Monumenta restaura trechos urbanos, procurando conciliar sustentabilidade dos centros históricos, motivando seus usos econômico, cultural e social”, explica o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça. O programa estimula o desenvolvimento de atividades e fortalece as estruturas turísticas locais. O programa prevê, ainda, financiamento para restaurar imóveis particulares e a criação de um Comitê Gestor de um Fundo de Preservação para assegurar a manutenção dos investimentos.
Através do Monumentoa a Secult/Ipac já restaurou cerca de 80 imóveis públicos, privados e monumentos tombados pelo Iphan, como o Conjunto da Ordem do Carmo, a Igreja Matriz de N.S. do Rosário, as igrejas do Monte e Rosarinho, a capela da Ajuda, a casa natal de Ana Nery, os antigos Fórum e Arquivo Público Municipal, entre outras edificações.
“Cachoeira é a cidade brasileira que mais recebe recursos do Monumenta, totalizando mais de R$ 36 milhões investidos até o término do programa”, comenta o diretor do IPAC. A SecultBA/IPAC também foi responsável pela Reurbanização da Orla de Cachoeira, através do Monumenta, e pela construção da mais nova sede da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia) em Cachoeira.
UFRB
A nova sede da UFRB, onde funciona o Centro de Artes Humanidades e Letras, está localizada no ‘Quarteirão Leite Alves’, cujos antigos imóveis foram doados pela Prefeitura de Cachoeira e estão próximos à ponte de ferro D. Pedro II, monumento tombado pelo Estado, através do IPAC, desde 2002. De acordo com o diretor do IPAC, antes, mantinham-se em pé apenas fachadas e alvenarias. A poligonal do quarteirão é formada pela Travessa Comendador Albino, Rua Engenheiro Lauro de Freitas e Rua Monsenhor Tapiranga. “A área do terreno é de 3,9 mil metros quadrados que detém, atualmente, cerca de 7 mil metros quadrados de área construída”, diz Frederico Mendonça.
Foram realizados serviços de pintura, instalação de forros, pisos de alta resistência, componentes elétricos, lixamento e impermeabilização de assoalhos, instalação de divisórias e portas de vidros. O projeto contempla 23 salas de aula, quatro laboratórios, sala de vídeo, auditório climatizado para 254 lugares, foyer, camarins e biblioteca. Área coberta de convivência, praça de alimentação, setores administrativos, sanitários e subestação de energia elétrica, complementam a proposta.
“O projeto arquitetônico previu ambientes articulados por escadas, elevador, rampas e passarelas”, explica o diretor do IPAC. Já o espaço central do quarteirão é descoberto. “A proposta visou requalificar esse conjunto importante, do ponto de vista histórico e do desenho urbano da cidade, que se encontrava arruinado, subutilizado, com ocupações inadequadas para o seu porte monumental”, complementa Mendonça.
A intervenção se pautou no respeito à volumetria original da quadra identificada nas edificações, além da pesquisa iconográfica, possibilitando o restauro da volumetria do quarteirão. Para o miolo, onde se encontravam ruínas, criaram-se espaços vazios com construção em linhas contemporâneas de estruturas metálicas. “A junção de materiais diversos, unindo antigo ao contemporâneo, apresenta um interessante diálogo com a monumentalidade pré-existente”, relata Mendonça.
EDUCAÇÃO PATRIMONIAL
Ainda em Cachoeira e São Félix, o IPAC/Secult/BA vem possibilitando, através de parceria tripartite entre as três esferas do poder público (municipais, estadual e federal) a criação de um Programa de Educação Patrimonial e Ambiental para as duas cidades, agregando o IPHAN e, eventualmente, até a UFRB. Já foram realizados cursos de educação patrimonial, oficinas de restauração de papel, exposições, exibição de vídeos, entre outras ações, de modo a dialogar e conscientizar sobre os altos investimentos que vêm sendo aplicados nas duas cidades e que precisam da cooperação efetiva da população e toda a sociedade civil organizada para serem adequadamente preservados.
Um exemplo foi a exposição fotográfica “Duas paisagens – uma troca de olhares”, que aconteceu em junho de julho do ano passado (2009), nas cidades de Cachoeira e São Felix. O objetivo inicial foi fazer com que uma cidade veja a outra, reflita sobre suas histórias, origens, riquezas, diferenças e que, por fim, se valorizem e se auxiliem em processos de preservação cultural. A mostra, que reuniu cerca de 70 painéis, deu início à parceria entre IPAC, Ufrb e as prefeituras das duas cidades.
A exposição aconteceu, simultaneamente, em três lugares. Na ponte Dom Pedro II – que liga as cidades sobre o rio e é Patrimônio Material da Bahia -, na galeria do IPAC, em Cachoeira e na Casa de Cultura de São Felix. A ponte abrigou 16 painéis, de modo que as fotografias de Cachoeira só apareçam para quem vem de São Félix, e vice-versa. Deste modo, as cidades concretizaram o título da mostra. As demais fotografias ficam distribuídas entre a casa de cultura e galeria. Todas as fotos foram garimpadas em arquivos oficiais e particulares de moradores das cidades retratadas, além de outras do Arquivo Público do Estado. A atividade contou com apoio de representantes das duas cidades, professores e alunos do curso de Museologia da universidade, que atuaram como monitores do evento.
“O patrimônio é de todos e cada um de nós deve preservá-lo”, comenta a educadora Ednalva Queiroz, da Coordenação de Educação Patrimonial do IPAC e responsável pelos cursos desenvolvidos nas duas cidades. Para ela, o trabalho possibilita formação de multiplicadores e envolve as comunidades. As oficinas aconteceram na Casa de Cultura Américo Simas, com apoio da Prefeitura de São Félix, possibilitando interação entre população, lideranças e especialistas. Outra atividade, com os restauradores do IPAC, Bruno Visco e Tânia Cafezeiro, coordenadores das ‘Oficinas de Papel’ trabalharam com identificação de documentos, avaliação, conservação, diagnóstico, correção de imperfeições, manuseio e armazenamento. Mais informações sobre as oficinas na Gepel/IPAC, através dos (71) 3116-6741 e 9977-5562, ou no site www.ipac.ba.gov.br.
FUNDOS MUNICIPAIS
Para garantir a sustentabilidade do Programa Monumenta, os municípios participantes criam Fundos Municipais de Preservação para cada cidade. A proposta faz com que os fundos sejam administrados pelo Gestor do Fundo, representante do município, e pelo Conselho Curador que tem composição paritária dos setores público e privado, integrando representantes do Estado, Município, MinC, IPHAN, UFRB, órgãos estaduais de patrimônio, empresariado e moradores, além de ONG ligada à preservação do patrimônio histórico e à promoção da cultura. Os excedentes dos recursos podem ser aplicados na conservação de monumentos considerados pelo IPHAN de excepcional valor.
Segundo Mendonça, além de Cachoeira, o IPAC trabalha com o Monumenta na cidade de Lençóis, na Chapada Diamantina. “Já em Salvador o Monumenta é de responsabilidade da Conder/Sedur na recuperação da 7ª etapa do Centro Histórico”, informa o diretor. Outras Informações sobre o Monumenta em Lençóis e Cachoeira, a cargo do IPAC, são obtidas através do Tel. 3322-1820, ou no site www.ipac.ba.gov.br.
Assessoria de Comunicação – IPAC – em 30.06.2010
Contato: jornalista Geraldo Moniz (1498-MTBa) – (71) 8732-0220
Contatos ASCOM/IPAC: (71) 3116-6673, 3117-6490, ascom@ipac.ba.gov.br
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