10/01/2011
Localizado a428 kmde Salvador, o município Itacaré é hoje um dos pontos turísticos mais badalados da América Latina e mais valorizados no Nordeste brasileiro, com visitantes famosos interessados em suas terras, como o presidente francês Nicolas Sarkozy e esposa Carla Bruni, a atriz italiana Monica Bellucci, o ator francês Vincent Cassel, a empresária japonesa Chieko Aoki, os astros norte-americanos Elijah Wood (O Senhor dos Anéis), Orlando Bloom (Piratas do Caribe) e Matthew McConaughey (Amistad de Steven Spielberg, e Minhas adóraveis ex-namoradas), entre outros.
Famosos brasileiros também preferem Itacaré, como Durval Lelys, Malu Mader, Juliana Paes, Luma de Oliveira, Marta Suplicy, Patrícia Carta da Revista Vogue, o tenista Guga e a família Marinho da Rede Globo, e muitos outros. Mas, quem imaginaria que esse povoado, antes perdido em remanescentes da Mata Atlântica e hoje famoso internacionalmente, fosse ter como símbolo cultural mais representativo uma simples e pequena igreja?
Isso aconteceu graças a pesquisa do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), da secretaria estadual de Cultura (Secult-BA), sobre a capela de São Miguel Arcanjo, construída pelo padre jesuíta Luís Grã no início do século 18. Com essa iniciativa, a singela capela se tornou o primeiro bem de Itacaré tombado oficialmente pelo Estado como Patrimônio da Bahia. O decreto foi assinado pelo governador Jaques Wagner no final do mês de dezembro (2010).
O dossiê elaborado pelo IPAC foi enviado para o Conselho Estadual de Cultura que avaliou e aprovou o tombamento. Segundo o relator e conselheiro de cultura, arquiteto Pasqualino Magnavita, a edificação religiosa de Itacaré constitui marco histórico referencial da fundação da então aldeia indígena no processo de evangelização dos jesuítas no século 17 e 18. “Embora modesta na expressão arquitetônica, a igreja remete ao lugar dos conflitos, de resistência indígena e ao caminho de penetração dos colonos rumo ao sertão através do Rio de Contas em direção a Minas Gerais”, avalia Magnavita.
Apesar de ter quase 300 anos, ser considerada paraíso tropical e referência turística internacional, Itacaré nunca foi contemplada com tombamentos ou registros culturais pelo governo estadual nos últimos 40 anos. “Existe um déficit histórico para a salvaguarda dos patrimônios culturais baianos que estamos resgatando nos últimos quatro anos, através da melhoria dos serviços”, explica o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça. Segundo ele, de2007 a2010, o governo estadual aumentou em mais de 400% as ações de proteção dos bens culturais, fazendo com que em quatro anos o IPAC executasse mais tombamentos e registros de bens do que os já realizados nos últimos 44 anos.
Foram mais de 30 imóveis e monumentos tombados, dezenas de processos finalizados, como os dos patrimônios imateriais da Festa de Santa Bárbara, Carnaval de Maragojipe, Festa da Boa Morte, Desfile dos Afoxés e os que serão concluídos em 2011, como o ‘Ofício dos Vaqueiros’, além dos bens edificados, como a igreja de Brotas, em Salvador, – que esperava tombamento há 30 anos -, entre outros. “O tombamento não elimina a propriedade, nem as obrigações do proprietário para com o imóvel e possibilita que eles passem a ter prioridade nos financiamentos que visam restauração, em programas municipais, estaduais, federais ou internacionais”, explica Mendonça.
O IPAC/Secult-Ba também criou os ‘Editais de Patrimônio’ que beneficiam construções tombadas e bens imateriais registrados. Os Editais do IPAC já aprovaram 24 projetos no período de dois anos, entre 2008 e 2010, totalizando mais de R$ 2,2 milhões investidos. No plano federal, os proprietários de imóveis tombados – no caso da igreja de Itacaré é a Igreja Católica – podem, igualmente, solicitar recursos no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac/MinC).
Opcional: HISTÓRICO - Antigo aldeamento indígena, Itacaré teve a sua colonização iniciada por portugueses em 1530 com as capitanias hereditárias e, depois, com a chegada de jesuítas que batizaram o local de São Miguel da Barra do Rio de Contas, construindo a capela em 1723. Porto de comércio de cacau na primeira metade do século 20, o município tem cerca de 20 mil habitantes e730 quilômetros quadrados de área. A igreja de Itacaré dispõe de oratório rococó com imagens de São Miguel, São Sebastião, Santo Antônio e Senhor dos Passos. Em alvenaria mista, a edificação tem capela-mor com sacristia, andar superior com coro, galeria e sala do consistório.
Assessoria de Comunicação – IPAC – em 10.01.2011
Jornalista responsável: Geraldo Moniz - Contatos: (71) 8731-2641, 3116-6673, 3117-6490, ascom,ipac@ipac.ba.gov.br
Acesse: www.ipac.ba.gov.br Facebook: Ipacba Patrimônio Twitter: @ipac_ba
Famosos brasileiros também preferem Itacaré, como Durval Lelys, Malu Mader, Juliana Paes, Luma de Oliveira, Marta Suplicy, Patrícia Carta da Revista Vogue, o tenista Guga e a família Marinho da Rede Globo, e muitos outros. Mas, quem imaginaria que esse povoado, antes perdido em remanescentes da Mata Atlântica e hoje famoso internacionalmente, fosse ter como símbolo cultural mais representativo uma simples e pequena igreja?
Isso aconteceu graças a pesquisa do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), da secretaria estadual de Cultura (Secult-BA), sobre a capela de São Miguel Arcanjo, construída pelo padre jesuíta Luís Grã no início do século 18. Com essa iniciativa, a singela capela se tornou o primeiro bem de Itacaré tombado oficialmente pelo Estado como Patrimônio da Bahia. O decreto foi assinado pelo governador Jaques Wagner no final do mês de dezembro (2010).
O dossiê elaborado pelo IPAC foi enviado para o Conselho Estadual de Cultura que avaliou e aprovou o tombamento. Segundo o relator e conselheiro de cultura, arquiteto Pasqualino Magnavita, a edificação religiosa de Itacaré constitui marco histórico referencial da fundação da então aldeia indígena no processo de evangelização dos jesuítas no século 17 e 18. “Embora modesta na expressão arquitetônica, a igreja remete ao lugar dos conflitos, de resistência indígena e ao caminho de penetração dos colonos rumo ao sertão através do Rio de Contas em direção a Minas Gerais”, avalia Magnavita.
Apesar de ter quase 300 anos, ser considerada paraíso tropical e referência turística internacional, Itacaré nunca foi contemplada com tombamentos ou registros culturais pelo governo estadual nos últimos 40 anos. “Existe um déficit histórico para a salvaguarda dos patrimônios culturais baianos que estamos resgatando nos últimos quatro anos, através da melhoria dos serviços”, explica o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça. Segundo ele, de2007 a2010, o governo estadual aumentou em mais de 400% as ações de proteção dos bens culturais, fazendo com que em quatro anos o IPAC executasse mais tombamentos e registros de bens do que os já realizados nos últimos 44 anos.
Foram mais de 30 imóveis e monumentos tombados, dezenas de processos finalizados, como os dos patrimônios imateriais da Festa de Santa Bárbara, Carnaval de Maragojipe, Festa da Boa Morte, Desfile dos Afoxés e os que serão concluídos em 2011, como o ‘Ofício dos Vaqueiros’, além dos bens edificados, como a igreja de Brotas, em Salvador, – que esperava tombamento há 30 anos -, entre outros. “O tombamento não elimina a propriedade, nem as obrigações do proprietário para com o imóvel e possibilita que eles passem a ter prioridade nos financiamentos que visam restauração, em programas municipais, estaduais, federais ou internacionais”, explica Mendonça.
O IPAC/Secult-Ba também criou os ‘Editais de Patrimônio’ que beneficiam construções tombadas e bens imateriais registrados. Os Editais do IPAC já aprovaram 24 projetos no período de dois anos, entre 2008 e 2010, totalizando mais de R$ 2,2 milhões investidos. No plano federal, os proprietários de imóveis tombados – no caso da igreja de Itacaré é a Igreja Católica – podem, igualmente, solicitar recursos no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac/MinC).
Opcional: HISTÓRICO - Antigo aldeamento indígena, Itacaré teve a sua colonização iniciada por portugueses em 1530 com as capitanias hereditárias e, depois, com a chegada de jesuítas que batizaram o local de São Miguel da Barra do Rio de Contas, construindo a capela em 1723. Porto de comércio de cacau na primeira metade do século 20, o município tem cerca de 20 mil habitantes e730 quilômetros quadrados de área. A igreja de Itacaré dispõe de oratório rococó com imagens de São Miguel, São Sebastião, Santo Antônio e Senhor dos Passos. Em alvenaria mista, a edificação tem capela-mor com sacristia, andar superior com coro, galeria e sala do consistório.
Assessoria de Comunicação – IPAC – em 10.01.2011
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