Um quilômetro quadrado de extensão e uma tonelada de história. Objeto de inspiração dos mais importantes poetas. Refúgio dos mais belos monumentos, heranças do estilo barroco colonial. Esse é o Centro Histórico da Cidade de Salvador (CHS), que comemora, na próxima segunda-feira (6), a partir das 14h, o jubileu do reconhecimento pela Unesco como Patrimônio da Humanidade.
A data comemorativa será celebrada durante o 4° Encontro de Acompanhamento do Plano de Reabilitação do Centro Antigo de Salvador, a partir das 14h, no Palácio Rio Branco. Estarão presentes no evento, o governador da Bahia, Jaques Wagner, o secretário estadual de Cultura, Márcio Meirelles, a coordenadora de Cultura da Unesco, Jurema Machado, dentre outras autoridades.
Há 25 anos, um dos sítios de maior valor urbanístico, arquitetônico e paisagístico do país ganhava o reconhecimento máximo do ponto de vista patrimonial. O Centro Histórico da primeira capital do Brasil recebeu o título por ser considerado um exemplo de estrutura urbana da Renascença e um dos principais pontos de convergência das culturas européias, africanas e ameríndias dos séculos XVI a XVIII.
Protocolo de intenções
Durante o evento, será mostrado, em primeira mão, como serão os roteiros cicloviários do Centro Antigo de Salvador. A Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), está à frente do projeto “Cidade Bicicleta – Mobilidade para Todos”, com o objetivo de desenvolver um sistema cicloviário que permita resolver e superar os deslocamentos em toda a cidade, com destaque para o Centro Antigo de Salvador.
O projeto aponta, num primeiro momento, a construção de nove estações, distribuídas nos seguintes locais: Campo Grande, Mercês, Piedade, Castro Alves, Praça Municipal, Terreiro de Jesus, Rua das Laranjeiras (Pelourinho), Campo da Pólvora e Colégio Central, no bairro de Nazaré.
Serão assinados durante o evento, três protocolos de intenções entre o Governo da Bahia, por intermédio da Secult/BA, e o Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA), com a Caixa Econômica Federal (Caixa) e com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas da Bahia (Sebrae), em parceria com o Fórum Municipal para o Desenvolvimento Sustentável do Centro da Cidade. Estes acordos são premissas das propostas do Plano relacionadas ao fomento econômico e ao incentivo ao uso habitacional.
Maquete e exposição no Palácio Rio Branco
Aberta ao público desde o dia 10 de junho deste ano, quando foi lançado o Plano de Reabilitação do CAS, a exposição Centro Antigo de Salvador – A História do Brasil Vive Aqui já recebeu mais de 15 mil visitantes. Tamanho sucesso garantiu a permanência da mostra por mais quatro meses, ficando no Palácio Rio Branco até março de 2011. O Palácio também abriga a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia., a exposição contará com uma grande novidade. Será instalada, na mostra, um novo caleidoscópio de que possibilitará a visualização de um amplo acervo de fotografias da região do CAS.
Para marcar as comemorações do jubileu do reconhecimento do CHS como Patrimônio da Humanidade
Outra novidade, fruto da parceria entre a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente de Salvador, é a instalação da maquete “Cidade do Salvador” nas dependências do Palácio. A peça permite uma visão global da capital baiana, representando a cidade numa escala duas mil vezes menor do que a realidade. O caráter tridimensional e reduzido confere à maquete o aspecto lúdico, que induz a passear o olhar e a imaginação pelas ruas e avenidas, identificando as edificações e monumentos tão bem conhecidos pelos soteropolitanos.
O Centro Antigo de Salvador (CAS) é a região contígua à poligonal tombada, com extensão de sete quilômetros quadrados, abriga 11 bairros, incluindo o Centro Histórico (CHS) e o seu entorno. Uma das funções primordiais do Escritório de Referência de Salvador, além da elaboração do Plano, é a articulação de parcerias para intervenções que beneficiem toda a região.
O Tombamento significa um conjunto de ações realizadas pelo poder público com o objetivo de preservar, através da aplicação de legislação específica (Lei Estadual 8.895 de 16 de dezembro de 2003), bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também de valor afetivo para a população, impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados. Estes bens devem possuir valor de preservação para todo o Estado da Bahia. Não havendo valor para o tombamento estadual, a solicitação deve ser encaminhada para o poder Municipal.
Qualquer pessoa física ou jurídica, proprietário ou não, pode solicitar a preservação de bens culturais localizados no estado da Bahia. O pedido é feito através de correspondência dirigida à Diretoria do IPAC (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia) e protocolado na Rua 28 de Setembro, nº. 15 - Centro, Salvador-BA - CEP: 40.020-246. Acorrespondência deverá conter as seguintes informações:
- Endereço e localização do bem;
- Justificativa do pedido esclarecendo a importância da preservação do bem;
- Nome e endereço do interessado;
- Caso seja possível, o interessado deverá indicar nome e endereço do proprietário e fornecer documentação sobre o bem, tais como dados históricos, desenhos, plantas arquitetônicas, fotografias, etc. Este material facilitará a análise do pedido, agilizando a avaliação e deliberação do IPAC.