Todas as festas devem ser Patrimônio Imaterial?

17/06/2011

 “Projeto Conversando sobre Patrimônio” do IPAC discutirá dúvidas e conceitos com especialistas e sociedade civil acerca dos “Bens Culturais e Festas Populares” no dia 29 de junho no CEC



Todas as festas populares da Bahia devem ser reconhecidas oficialmente pelos poderes públicos como patrimônios culturais imateriais? Quais instâncias públicas devem apoiar as festas? Prefeituras, Estado e/ou União? Órgãos de turismo ou patrimônio? As secretarias e órgãos de turismo podem criar Calendário fixo de Festas Populares para apoiá-las? Como determinar quando um bem imaterial é importante para um município, um estado ou uma nação?



Para responder essas e outras perguntas acerca das ações de salvaguarda dos poderes públicos para com as manifestações populares consideradas patrimônios imateriais da Bahia, o Instituto do Patrimônio Artístico Cultural (IPAC), autarquia da Secretaria de Cultura (SecultBa) está preparando a quarta edição do Projeto Conversando sobre Patrimônio com a temática ‘Festas Populares’.



O evento acontecerá no auditório do Conselho Estadual de Cultura da Bahia (CEC), localizado no anexo do Palácio da Aclamação, Avenida 7 de Setembro, nº1330, em Salvador, no próximo dia 29 de junho, na quarta-feira após o São João, a partir das 14h.



Ao ser registrada como ‘patrimônio imaterial’ uma festa passa a ter prioridade nas linhas de financiamento para bens culturais, sejam de programas municipais, estaduais, federais ou até internacionais. Isso faz com que a maior parte dos grupos que organizam festas na Bahia solicite – às vezes indevidamente – o registro, que é decido pelos órgãos de patrimônio, pelos conselhos de cultura e pelos executivos municipais, estadual ou federal.



Segundo o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça, o ‘Projeto Conversando sobre Patrimônio’ foi criado para auxiliar ações do Instituto estadual e possibilitar que a sociedade civil tenha acesso ao conhecimento científico produzido por especialistas, assim como, às conceituações que daí se desdobram.



 “É obrigação regimental do IPAC, difundir as suas produções científicas, proporcionar debates e a escuta pública acerca das temáticas dos bens culturais baianos”, diz Mendonça. Já foram realizados debates sobre a área da Soledade em Salvador, a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Afrobrasileiro e o Guia de Arquitetura e Paisagem de Salvador e Recôncavo.



Essa quarta edição do projeto contemplará a temática ‘Patrimônio e Festas Populares’ em sítios urbanos e/ou de interesse cultural. Já foram confirmadas as presenças do especialista Jânio Castro, doutor em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia (Ufba); do professor Paulo Miguez, doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Ufba, professor do Ihac/Ufba e Conselheiro Estadual de Cultura; e o agitador cultural e fundador da Associação Viva Salvador, Dimitri Ganzelevitch.



Participarão arquitetos, urbanistas, historiadores, sociólogos, antropólogos, educadores, artistas, dirigentes e produtores culturais, entre outros profissionais. Como moderadora da mesa, a mestre em Arquitetura e Urbanismo e especialista em Restauração e Conservação de Monumentos e Centros Históricos (Ufba) e assessora da superintendência do Iphan/BA, Carmita Baltar.



O projeto ‘Conversando sobre Patrimônio’ foi iniciado desde 2007 pelo IPAC. Os próximos encontros devem discutir a Reformulação da Lei Estadual do Patrimônio, a Política Nacional de Patrimônio, a Experiência do ICMS-Cultural de Minas Gerais e os Circuitos Arqueológicos realizados a partir da parceria entre Ufba e IPAC na Chapada Diamantina.



O IPAC é responsável pela política pública de preservação e difusão dos bens culturais baianos. As palestras do projeto são sempre abertas ao público. A entrada se dará até a lotação máxima do auditório do CEC. Mais informações via telefones (71) 3117-6491 e 3117-6492, ou endereço eletrônico astec.ipac@gmail.com. Confira ainda o site www.ipac.ba.gov.br.



FOTOS anexas e no Flickr/SecultBA: http://www.flickr.com/photos/secultba/sets/72157626857358755/


Crédito Fotográfico obrigatório: Lei nº 9610/98



Assessoria de Comunicação – IPAC – em 17.06.2011 - Jornalista responsável Geraldo Moniz (drt-ba 1498) – (71) 8731-2641 – Texto-base: estagiária Natali Reis - Contatos: (71) 3117-6490, 3116-6673, ascom.ipac@ipac.ba.gov.brwww.ipac.ba.gov.br - Facebook: Ipacba Patrimônio - Twitter: @ipac_ba