Até julho (2011) cinco municípios da Chapada Diamantina recebem a exposição “Circuitos Arqueológicos” que reúne 60 itens, entre fotografias, objetos, documentos antigos, painéis de pinturas rupestres e mapas com roteiros de visitação para turistas. Localizada no centro do Estado da Bahia, a Chapada é famosa internacionalmente por suas imponentes serras formadas a partir de 1,7 bilhão de anos atrás totalizando cerca de 38 mil km quadrados, com imensa riqueza natural e patrimônios arqueológicos, principalmente pinturas rupestres, cavernas e vestígios fósseis pré-históricos animais e vegetais.
A mostra é iniciativa do Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia (IPAC), da secretaria estadual de Cultura (SecultBA), que realiza desde 2008 pesquisas e mapeamento do acervo arqueólogico-cultural da região para criar “Circuitos Arqueológicos” que possam ser visitados por turistas. O IPAC é responsável pela política de preservação e difusão dos bens culturais baianos, sejam materiais ou imateriais. Já o governo federal, como determina a Constituição, está responsável, entre outras ações, pela salvaguarda dos bens arqueológicos, já que os mesmos pertencem à União. “O objetivo desse projeto é fazer com que os patrimônios arqueológicos passem a ser incluídos também no turismo cultural do Estado”, esclarece o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça.
Para ele, as cidades da Chapada, que detêm conjuntos arquitetônicos tombados pela União, são divulgadas e têm infra-estrutura necessária para recepção de turistas, enquanto os sítios arqueológicos ainda não dispõem desse perfil receptivo. A expectativa é que quando forem implantados, em parceria com prefeituras da Chapada, secretarias estaduais do Turismo, Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, os “Circuitos” possibilitem mais vetores de desenvolvimento sustentável para os municípios dessa região.
A Universidade Federal da Bahia (Ufba) foi convidada para criar os “Circuitos” com pesquisas e manejos de Sítios de Arte Rupestre. Os trabalhos começaram em 2008 quando o IPAC realizou o Fórum de Patrimônio Material da Bahia em Lençóis e têm coordenação do renomado arqueólogo Carlos Etchevarne, PhD pelo Instituto de Arqueologia da Universidade de Coimbra e doutor em Pré-História pelo Museu de História Natural de Paris. O projeto IPAC/Ufba mapeou 57 sítios arqueológicos e propõe oito roteiros culturais na Chapada que passam por cidades do século 19, belas paisagens, rios, antigas estradas, cavernas e sítios de pinturas rupestres.
Alguns itens da mostra foram criados a partir de oficinas nas cidades e povoados da Chapada. “Realizamos oficinas antes dos circuitos para conscientizar populações já que bens arqueológicos e naturais nem sempre são vistos como patrimônios culturais identitários e vetores para o desenvolvimento local”, diz a coordenadora de Educação Patrimonial do IPAC, Ednalva Queiroz. Participaram professores, alunos, guias de turismo, funcionários das prefeituras e líderes comunitários para formar um grupo de agentes patrimoniais. O IPAC pretende ainda buscar capacitação para os agentes municipais elaborarem projetos culturais e articular ações com instituições da SecultBA, como Fundação Pedro Calmon e Fundação Cultural do Estado.
Na última sexta-feira (29) foi realizada exposição no município de Wagner. Nesta quinta-feira, dia 5, amostra acontece às 19h na cidade de Iraquara, localizada a 580 kmde Salvador. As próximas cidades serão Seabra dia 28 e Palmeiras a 4 de junho. A programação continua no dia 10 de junho em Lençóis e será finalizada 8 de julho em Morro do Chapéu. Mais informações sobre o IPAC estão no site www.ipac.ba.gov.br.
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Acúmulo de fungos, micro-organismos e oxidação de verniz, também impediam a visibilidade de pintura do século 19, do mestre José Joaquim da Rocha, no teto da igreja do Rosário. Na Casa das Sete Mortes (CHS) descobriu-se um sistema de captação de água de influência árabe e ibérica. “Descobertas são comuns em prédios antigos, o que modifica o tempo, andamento das intervenções e até de orçamentos previstos”, finaliza Matta.
BOX opcional: ROSÁRIO, PATRIMÔNIO NACIONAL - Localizada no Largo do Pelourinho – espaço triangular surgido com demolição de uma das portas que defendia Salvador até o século 17 – a igreja do Rosário dos Pretos é destaque no CHS e foi construída a partir de 1704. O prédio possui imponência, corredores laterais, com pátio ao fundo, onde existe cemitério. Como as igrejas do Boqueirão e Santo Antônio Além do Carmo, a Rosário possui oratório no lado direito e no plano da fachada que se abre para a rua. As terminações das torres são revestidas de azulejos e no interior existem azulejos com cenas relativas à devoção ao Rosário de Lisboa (1790). O retábulo do altar-mor é de João Simões de Souza (1870/71) e a pintura do teto é de José Pinto Lima (1870/71). Dentre a imaginária, destacam-se N.S. do Rosário (séc.17), São Benedito, Santo Antônio de Categerona e Cristo Crucificado em marfim. Tombada como Patrimônio Nacional pelo IPHAN1938, a igreja pertence a Irmandade dos Homens Pretos que foi uma das primeiras confrarias de negros criada no Brasil e funcionou inicialmente na antiga Sé da cidade, sendo erigida em 1685.
Assessoria de Comunicação IPAC – em 15.03.2011 - Jornalista responsável Geraldo Moniz (drt-ba 1498) – (71) 8731-2641 - Texto: jornalistas Ronaldo Macêdo e Geraldo Moniz. Contatos: (71) 3117-6490, ascom.ipac@ipac.ba.gov.br - www.ipac.ba.gov.br - Facebook: Ipacba Patrimônio - Twitter: @ipac_ba