08/01/2013
Foi-se o Professor Bira, antigo e sempre “Bira Gordo” para os mais próximos, ou seja, muitos.
A virada de 2012 para 2013 nos levou centenárias pessoas que se tornaram referências culturais singulares, como Niemeyer e Dona Canô, mas também notáveis sessentões, como Ubiratan Castro. Gostava de chamar-lhe Birovsky, em referência a nosso passado de militância de esquerda. Passado lembrado na manhã desta sexta, 4 de janeiro, no Crematório do Jardim da Saudade por Carlos Sarno, que com ele militou.
Bira foi um exemplo marcante de coerência existencial e militância profissional. De generosidade e capacidade de unir pessoas diferentes e fazê-las partícipes de sonhos comuns. De trabalhar pelo bem comum e pelo desenvolvimento social e cultural das pessoas, não apenas através do estímulo à leitura e aos livros, à dinamização das bibliotecas e dos arquivos, mas através da ampliação das salvaguardas às manifestações da cultura afro-brasileira.
Neste sentido, produzimos juntos os Cadernos do IPAC, em parceria que englobava o IRDEB, e os “(Per)cursos Patrimoniais II: Caminhos da Independência”. Instalamos as Visitas Guiadas ao Palácio Rio Branco, com a equipe do Memorial dos Governadores da Fundação Pedro Calmon. Estamos elaborando, para apreciação do Conselho Estadual de Cultura, dossiês para registro no Livro dos Lugares de Cultos e Celebrações de uma dezena de terreiros de candomblé, em Cachoeira e arredores, a pedido do então Diretor Geral da FPC. Com ele nos manifestamos conjuntamente contrários acerca de eventuais proibições para uso de animais em cortejos reconhecidos como patrimônio imaterial da Bahia, a exemplo do Cortejo do Dois de Julho (Decreto Estadual nº 10.179/2006) e da Lavagem do Bonfim, em processo de acautelamento pelo IPHAN.
Fará muita falta a todos nós. Fonte de inspiração e estímulo. Exemplo de militância e desprendimento, de postura como gestor público e companheiro de caminhada.
Longa vida ao Professor Bira!
Salvador, 4 de janeiro de 2013
Frederico A. R. C. Mendonça
Diretor Geral IPAC
A virada de 2012 para 2013 nos levou centenárias pessoas que se tornaram referências culturais singulares, como Niemeyer e Dona Canô, mas também notáveis sessentões, como Ubiratan Castro. Gostava de chamar-lhe Birovsky, em referência a nosso passado de militância de esquerda. Passado lembrado na manhã desta sexta, 4 de janeiro, no Crematório do Jardim da Saudade por Carlos Sarno, que com ele militou.
Bira foi um exemplo marcante de coerência existencial e militância profissional. De generosidade e capacidade de unir pessoas diferentes e fazê-las partícipes de sonhos comuns. De trabalhar pelo bem comum e pelo desenvolvimento social e cultural das pessoas, não apenas através do estímulo à leitura e aos livros, à dinamização das bibliotecas e dos arquivos, mas através da ampliação das salvaguardas às manifestações da cultura afro-brasileira.
Neste sentido, produzimos juntos os Cadernos do IPAC, em parceria que englobava o IRDEB, e os “(Per)cursos Patrimoniais II: Caminhos da Independência”. Instalamos as Visitas Guiadas ao Palácio Rio Branco, com a equipe do Memorial dos Governadores da Fundação Pedro Calmon. Estamos elaborando, para apreciação do Conselho Estadual de Cultura, dossiês para registro no Livro dos Lugares de Cultos e Celebrações de uma dezena de terreiros de candomblé, em Cachoeira e arredores, a pedido do então Diretor Geral da FPC. Com ele nos manifestamos conjuntamente contrários acerca de eventuais proibições para uso de animais em cortejos reconhecidos como patrimônio imaterial da Bahia, a exemplo do Cortejo do Dois de Julho (Decreto Estadual nº 10.179/2006) e da Lavagem do Bonfim, em processo de acautelamento pelo IPHAN.
Fará muita falta a todos nós. Fonte de inspiração e estímulo. Exemplo de militância e desprendimento, de postura como gestor público e companheiro de caminhada.
Longa vida ao Professor Bira!
Salvador, 4 de janeiro de 2013
Frederico A. R. C. Mendonça
Diretor Geral IPAC