Um caleidoscópio gigante está chamando a atenção do público que passa pela ala de stands do Encontro Internacional sobre Preservação do Patrimônio Edificado – ArquiMemória 4 desde ontem (dia 14) no Centro de Convenções da Bahia e que permanece aberto ao público até sexta-feira, dia 17 (maio, 2013).
Instalada na parte interna do stand do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), a peça de 3 por 3m, assinada pelo artista visual, cenógrafo e diretor de arte Joãozito, exibe imagens do trabalho do órgão projetadas ao fundo e refletidas em espelhos instalados com angulação específica, formando um imenso globo.
O professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Irã Dudeque, foi um dos muitos visitantes do stand que se disseram impressionados com o efeito visual provocado pelo caleidoscópio. “Arquitetura é uma coisa difícil de ser apresentada ao público em eventos como esse. As apresentações de fotos, plantas e vídeos costumam ser enfadonhas e o que a gente sente é que seria mais cômodo vê-las em casa mesmo, num livro ou no computador. Se é para expor trabalhos arquitetônicos, que seja assim, de maneira excitante, que estimule o olhar”, elogiou.
Para a professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFBA, Griselda Klippel, o caleidoscópio faz um “olho de peixe” sobre o patrimônio cultural da Bahia. Luís Humberto Savastano, coordenador técnico do Escritório de Referência do Centro Antigo de Salvador (Ercas), também disse ter gostado muito. “A ideia é bem criativa. Nunca tinha visto algo assim”, ressaltou.
Outros equipamentos - Além do caleidoscópio, o stand criado por Joãozito a partir de dados técnicos e imagens do IPAC, oferece aos visitantes a possibilidade de conhecer os bens culturais – materiais e imateriais - protegidos pela União e Estado nos 27 territórios de identidade da Bahia por meio de um backlight com o mapa. Há também uma tela de 32” (trinta e duas polegadas) exibindo em loop um vídeo de dois minutos com imagens e áudio sobre as diversas publicações do instituto com edição da videasta Marcela da Costa, texto de Silvana Malta, Carolina Passos e Geraldo Moniz, este último também responsável pela locução.
Na parede externa, quatro monitores touch screen embutidos possibilitam aos visitantes folhear quatro revistas digitais com textos, fotos, mapas e plantas referentes às ações de restauro, requalificação, salvaguarda e conservação desenvolvidas pelo órgão. É possível ainda navegar no portal do Sistema de Informações do Patrimônio Cultural da Bahia (Sipac) através de um notebook disponibilizado no local e adquirir publicações do IPAC, entre livros, revistas e coletâneas oficiais.
Contrastando com a modernidade dos dispositivos digitais colocados à disposição do público, a estrutura do stand é de alumínio revestido externa e internamente por madeirite rosa - material popular de baixo custo, comumente utilizado nos canteiros de obra como tapumes.
“Quando se olha para o stand, o que se vê é uma pequena construção de marcenaria inventiva. A ideia foi homenagear o trabalho de restauro e requalificação que o IPAC desenvolve”, explicou Joãozito.
Os madeirites remetem as dezenas de restaurações pelas quais o IPAC é responsável como nas cidades de Cachoeira, Lençóis, Piatã e São Félix. Em Salvador, o IPAC restaurou as igrejas de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, Pilar e Boqueirão, além do Palácio Rio Branco ao lado do Elevador Lacerda, dentre muitas outras edificações e obras artísticas.
O ArquiMemória 4 é aberto ao público e a visitação aos stands pode ser feita das 8h às 20h até sexta-feira (dia 17), quando termina o evento.
Fotos em ALTA RESOLUÇÃO: http://www.flickr.
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