Os museus vinculados ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) estarão abertos à visitação no dia 30 de maio, feriado de Corpus Christi. O público pode aproveitar o feriadão para conferir gratuitamente as exposições em cartaz, dentre elas, a mostra de Akira Cravo, A Natureza Humana, em cartaz no Solar Ferrão até o dia 2 de junho. Composta por 27 fotografias que retratam o cotidiano da primeira capital brasileira, a mostra tem como objetivo capturar a interação das pessoas com a natureza em atividades do dia a dia em cenários típicos do cotidiano da Bahia.
Outra boa opção é a mostra O Bairro do Comércio, inaugurada durante a 11ª Semana de Museus, no último dia 16, no Museu Tempostal. A exposição é composta por cerca de 100 imagens, entre postais e fotos, que retratam a região do Comércio, no trecho da Preguiça até o antigo Mercado do Ouro, da primeira década do século XX até os anos 80. Já o Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica expõe A Cerâmica e o Tempo, mostra que conta com 27 peças em cerâmica e porcelana criadas por Verô Muniz (16 produções) e Milena Oliveira (11 produções) e 10 obras de Udo Knoff, entre pratos estilizados, esculturas e painéis de azulejos, e proporciona ao público uma reflexão sobre as inúmeras possibilidades desta arte milenar. A programação completa dos museus está disponível no blog dimusbahia.wordpress.com.
Museu de Arte Moderna da Bahia, Palacete das Artes e Museu de Arte da Bahia funcionam de terça a sexta, das 13h às 19h, e sábados, domingos e feriados, das 14h às 19h. Museu Tempostal, Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica, Museu Abelardo Rodrigues e Solar Ferrão ficam abertos à visitação de terça a sexta, das 12h às 18h, e sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h. Já o Parque Histórico Castro Alves recebe visitantes de terça a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 17h, e sábados, domingos e feriados, das 9h às 14h.
PROGRAMAÇÃO DOS MUSEUS
Museu Abelardo Rodrigues
ACERVO DO MUSEU
A mostra expõe um recorte do acervo do Museu Abelardo Rodrigues, com imagens, crucifixos, pintura, oratórios, mesa de altar e santos de roca, confeccionados em materiais diversos. Nossa Senhora das Almas do Purgatório, Santo Antônio, Santa Isabel, A Sagrada Família, Nossa Senhora com o Menino, São Joaquim, Nossa Senhora do Rosário e São Miguel Arcanjo são algumas das imagens apresentadas ao público. O Museu Abelardo possui uma das maiores coleções de arte sacra do país.
Onde: Rua Gregório de Mattos, nº 45 – Pelourinho.
Quando: terça a sexta, das 12h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h.
Tel: (71) 3117.6440
Museu de Arte da Bahia
ACERVO DO MUSEU
O Museu de Arte da Bahia, o mais antigo do Estado, fundado em 1918, possui um acervo de inestimável valor artístico e histórico que, através das mais variadas manifestações de arte, deixa entrever aspectos significativos do passado de uma sociedade, do seu cotidiano, dos seus gostos e dos seus valores. O acervo do MAB foi constituído, essencialmente, pela reunião de duas grandes coleções privadas adquiridas pelo Estado: a de Jonathas Abbott e a de Góes Calmon.
Onde: Av. Sete de Setembro, 2340, Corredor da Vitória.
Quando: terça a sexta, das 13h às 19h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 19h.
Tel: (71) 3117-6902.
Museu de Arte Moderna da Bahia
REFORMA E REINVENÇÃO
A mostra dá início ao projeto A Sala do Diretor. Traz como proposta a procura por outra forma de convivência, na qual todos os grupos inseridos em uma instituição vivenciam e debatem as experiências com a arte. A mostra ocupa a sala do diretor do museu, que segue realizando seu trabalho normalmente enquanto os visitantes apreciam as obras de artistas baianos e internacionais, a exemplo de Arthur Scovino, Camila Sposati, Bené Fonteles, Joseph Beuys, Oswaldo Goeldi e Pedro Marighella. Fica em cartaz até 24 de maio.
Quando: Terça a sexta-feira, das 14h às 18h.
SALA RUBEM VALENTIM
A sala apresenta 30 obras do pintor, escultor e gravador baiano que dá nome ao local. São 20 esculturas em madeira e tinta acrílica, que representam divindades do “panteão” do Candomblé, e 10 relevos, sobre a mesma temática. As obras expostas integram a série Templo de Oxalá, que expressa uma linguagem plástico-visual-signótica ligada aos valores místicos da cultura afro-brasileira.
Onde: Av. Contorno, s/n, Solar do Unhão.
Quando: terça a sexta, das 13h às 19h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 19h.
Tel: (71) 3117-6139.
Museu Tempostal
O BAIRRO DO COMÉRCIO
A exposição é composta por postais e fotos que retratam a região do Comércio, no trecho da Preguiça até o antigo Mercado do Ouro, da primeira década do século XX até os anos 80. Através de cerca de 100 imagens, apresenta aspectos históricos, urbanísticos e arquitetônicos do bairro, que foi criado para servir de ancoradouro das naus que traziam insumos de outros países, a exemplo de produtos manufaturados da Europa, e retornavam com o que se produzia por aqui (açúcar, fumo, algodão, madeiras de lei e couro). Em cartaz até o dia 13 de outubro.
PELOS CAMINHOS DE SALVADOR
A exposição retrata parte da urbanização, crescimento e modernização da capital baiana. A mostra constitui um grande apanhado de imagens e fotografias que retratam as diversas transformações ocorridas no tecido urbano da cidade, iniciadas em fins do século XIX. Através de uma leitura histórica, é possível conferir, também, as mudanças nos hábitos e costumes ligados à vida cotidiana.
BAHIA – LITORAL E SERTÃO
A mostra apresenta a relação econômica e social desenvolvida entre duas regiões distintas da Bahia através de registros de imagens. Fotografias e postais, datadas do início do século XX, de diferentes cidades do interior do Estado, revelam a importância da nossa formação geopolítica, ressaltando o impacto da exploração colonial, do povoamento heterogêneo, e a pluralidade de atividades econômicas exercidas tanto na região litorânea quanto no sertão.
Onde: Rua Gregório de Matos, 33, Pelourinho, Salvador.
Quando: terça a sexta, das 12h às 18h. Sábados e domingos e feriados, das 12h às 17h. Tel: (71) 3117-6383.
Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica
A CERÂMICA E O TEMPO
A exposição, que conta com 27 peças em cerâmica e porcelana criadas por Verô Muniz (16 produções) e Milena Oliveira (11 produções) e 10 obras de Udo Knoff, entre pratos estilizados, esculturas e painéis de azulejos, proporciona ao público uma reflexão sobre as inúmeras possibilidades desta arte milenar. Em seus trabalhos, as expositoras buscam aliar novos procedimentos às técnicas tradicionais, provocando uma expansão da produção artística. Em cartaz até o dia 02 de junho.
AZULEJOS DE UDO
Ampliada com 14 obras, sendo 12 delas do ceramista alemão Udo Knoff, a mostra constrói uma leitura histórica sobre as especificidades do cenário urbano ao apresentar mais de 300 azulejos que trazem parte significativa da arquitetura de Salvador. A mistura de história e arte, somada ao trabalho rebuscado da coleção, contextualiza o papel social e artístico da cerâmica – legado do trabalho do ceramista alemão Udo Knoff.
Onde: Rua Frei Vicente, nº 03, Pelourinho.
Quando: terça a sexta, 12 às 18 horas, sábado e domingo e feriados, 12 às 17 horas.
Tel: (71) 3117-6389.
Palacete das Artes
RIO VERMELHO, DOS ARTISTAS E DAS ARTES
A mostra conta com pinturas acrílicas, esculturas, instalações, fotografias e textos elaborados pelo artista que retrata, através de suas obras, o cotidiano do bairro. Entre as pinturas apresentadas pelo artista estão os retratos de Zélia e Jorge Amado, Dorival Caimmy, Caetano Veloso, Dinha do Acarajé, a Índia Paraguassu e o painel “A Boemia”, uma homenagem aos boêmios do Rio Vermelho. Em cartaz até o dia 30 de junho.
EXPOSIÇÃO DE FLORIVAL OLIVEIRA
Inaugurada no dia 16 de abril, a exposição é composta por 160 obras, entre gravuras, objetos, desenhos e esculturas divididas em quatro instalações, do artista plástico Florival Oliveira. O trabalho de Florival segue em cartaz até o dia 2 de junho.
MARIO CRAVO JR ESCULTURAS
A exposição comemora os 90 anos do artista plástico baiano e a sua arte. A mostra é composta por 58 peças, e tem a curadoria de Murilo Ribeiro, artista plástico e diretor do Palacete, em parceria com o artista e sua assessoria. Escultor reconhecido internacionalmente, Mario Cravo é o maior expoente da Modernidade baiana dos anos 40 e 50. Do mesmo modo que Carybé e Jorge Amado, Cravo colocou em sua obra, neste período, a essência do povo, suas tradições e crenças, seus costumes e mitos. A mostra, que tem entrada gratuita, fica em cartaz até 1º de setembro no Casarão.
Onde: Rua da Graça, 284, Graça.
Quando: terça a sexta, das 13 às 19 horas, sábados, domingos e feriados, das 14 às 19 horas.
Tel: 3117-6910
Parque Histórico Castro Alves
NOVA EXPOGRAFIA DO PARQUE HISTÓRICO CASTRO ALVES
A exposição apresenta objetos pessoais, como fotografias, cartões-postais, manuscritos, livros e indumentárias que levam o público a mergulhar no universo do mestre do romantismo brasileiro. Dentre eles, se destaca o livro Espumas Flutuantes, única edição publicada com Castro Alves ainda vivo, em 1870. O visitante também poderá ler e ouvir alguns dos principais versos sociais e românticos de Castro Alves, conhecer a família do poeta através da árvore genealógica e conferir uma homenagem póstuma, com releituras de poemas feitas em linguagem plástica por pintores da Geração 70 e telas produzidas em comemoração aos 150 anos de nascimento de Castro Alves. Condecorações, livros raros e um busto do trovador completam o ambiente.
Onde: Praça Castro Alves, 106, Centro, Cabaceiras do Paraguaçu.
Quando: De terça a sexta, das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas. Sábados, domingos e feriados, 09 às 14 horas.
Tel.: (75) 3681-1102.
Solar Ferrão
A NATUREZA HUMANA
Composta por 27 fotografias em dimensões de 70 X 110 cm que retratam o cotidiano da primeira capital brasileira, a mostra A Natureza Humana, de Akira Cravo, chega a Salvador depois de passar pelo Museu Afro Brasil, em São Paulo, onde esteve em cartaz entre setembro e outubro de 2012. Com curadoria de Emanoel Araújo, a exposição tem como objetivo capturar a interação das pessoas com a natureza em atividades do dia a dia em cenários típicos do cotidiano da Bahia. Através das lentes da inseparável câmera, os olhos atentos de Akira capturam as cores, o contraste, as condições de vida, o movimento das pessoas nas ruas, seja durante um mergulho no mar da Ribeira ou operários em horário de descanso. Em cartaz até o dia 02 de junho.
EXPOSIÇÃO DE ARTE AFRICANA – COLEÇÃO CLAUDIO MASELLA
Apresenta a riqueza estética e a diversidade da produção cultural africana do século XX, expressada em objetos, sobretudo máscaras, estatuetas e utensílios de uso cotidiano ou ritualístico. Doadas ao Governo do Estado da Bahia, em 2004, pelo industrial italiano Claudio Masella, as obras representam vários estilos étnicos das sociedades africanas.
SMETAK – O ALQUIMISTA DO SOM
As “Plásticas Sonoras” – criadas por Walter Smetak (1913-1984) e consideradas obras de arte por críticos e pesquisadores podem ser conferidas na mostra de longa duração Smetak – O Alquimista do Som. As peças do acervo da família do músico suíço foram restauradas e expostas apenas no Museu de Arte Moderna da Bahia e no de São Paulo, em 2007 e 2008.
EXPOSIÇÃO DE ARTE POPULAR
A Coleção de Arte Popular reúne peças representativas da Cultura Popular do Nordeste. O acervo reunido por Martim Gonçalves e, posteriormente, ampliado pela arquiteta italiana Lina Bo Bardi é composto por peças utilitárias e figurativas, dentre elas carrancas, ex-votos, imaginária, esculturas em cerâmica, fifós, panelas, potes de barro, brinquedos, utensílios domésticos e objetos criados a partir de materiais recicláveis, que mostram uma sintonia entre a arte e a vida cotidiana.
Onde: Rua Gregório de Mattos, nº 45 – Pelourinho.
Quando: terça a sexta, das 12h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h.
Tel: (71) 3117.6357
ASSESSORA DE COMUNICAÇÃO DIMUS
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