Até o início de julho (2013) serão entregues as obras de reforma do Parque Histórico Castro Alves, equipamento da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), vinculado à secretaria estadual de Cultura (Secult-BA).
Localizado no município de Cabaceiras do Paraguaçu, a cerca de 170 km de Salvador, no Recôncavo baiano, o parque funciona também como museu e foi criado em 1971 na fazenda onde nasceu o poeta baiano Castro Alves (1847–1871).
De acordo com o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça, será implantado um ‘infocentro’ para atender às diversas comunidades da região que procuram e se utilizam do parque, além de cantina, sanitários e local para acondicionar arquivos técnicos. Também serão substituídos cercamentos, muros frontais do parque e da casa da diretoria local.
“De todos os museus e espaços culturais do IPAC, o Parque Castro Alves é o segundo mais visitado em função da ausência de equipamento semelhante num conjunto de 10 municípios dessa região, que é bastante povoada”, explica Mendonça. Até o momento, já foram investidos R$ 360 mil do Tesouro estadual no Parque Castro Alves.
O Centro Cultural Solar Ferrão, localizado no Pelourinho e também administrado pelo IPAC, é o que recebe um maior número de visitantes. O instituto é responsável ainda pelo Museu de Arte Moderna, o Palacete das Artes e o Palácio da Aclamação, além dos museus de Arte da Bahia, Tempostal e Udo Knoff.
O Coordenador de Conservação Predial do IPAC, Raul Chagas, informa que ainda estão previstas a recuperação e a ampliação do sistema de energia elétrica para atender novas demandas, e a ligação do tecido de esgotamento à rede de saneamento da Embasa. "Isso diminuirá o impacto das fossas sépticas", explica o técnico.
CONCURSO – Anualmente, em 14 de março, a Diretoria de Museus do IPAC promove o Concurso Castro Alves. Neste ano (2013), ocorreu comemoração festiva que marcou a passagem dos 166 anos de nascimento do poeta, quando também foi reaberta exposição do acervo do museu. Foi lançado e distribuído o livreto comemorativo Tragédia no Lar, de Castro Alves, publicado pela Fundação Pedro Calmon. Outras atividades, como sessão solene, missa festiva, maratona do poeta e apresentação de grupos culturais também foram realizadas.
Esse evento anual tem público diversificado, que inclui crianças, adultos e idosos. O objetivo é aproximar os jovens do universo da literatura por meio do incentivo à leitura. Durante o concurso, pessoas de diversas regiões da Bahia e de outros estados entoam os versos do poeta baiano, levando sua obra ao grande público. Os inscritos são analisados por um júri composto por técnicos do IPAC, diretores de teatro, poetas e profissionais da área de literatura, que avaliam critérios de originalidade, dicção, fluência verbal e fidelidade ao texto. Os cinco primeiros colocados são premiados.
Mais informações sobre obras de manutenção do IPAC são disponibilizadas via telefone (71) 3116-6731, endereço eletrônicocopre.ipac@ipac.ba.gov.br. Fique informado também através do sitewww.ipac.ba.gov.br, Facebook Ipacba Patrimônio e Twitter @ipac_ba.
Box OPCIONAL 1 - PARQUE: Localizado a 170 km da cidade de Salvador, o Parque Histórico Castro Alves é um museu biográfico que funciona em um espaço com 52 mil metros quadrados. Situado na Fazenda Cabaceiras, onde morou Castro Alves, o museu foi inaugurado em março de 1971, por ocasião do primeiro centenário da morte do poeta baiano. Além de acervo com objetos que pertenceram a Castro Alves e seus familiares, formado por fotografias, cartões-postais, manuscritos, livros, indumentárias, adornos pessoais, utensílios domésticos e artes visuais, o Parque Histórico dispõe de auditório aberto com capacidade para 200 pessoas e biblioteca. Uma série de ações culturais e educativas é realizada durante o ano, destacando-se a comemoração anual do aniversário de Castro Alves com um festival de declamação de poesia.
Box OPCIONAL 2 – CASTRO ALVES: Antônio Frederico de Castro Alves foi um importante poeta brasileiro do século XIX. Nasceu na cidade de Curralinho (Bahia) em 14 de março de 1847. No período em que viveu (1847-1871), ainda existia a escravidão no Brasil. O jovem baiano, simpático e gentil, apesar de possuir gosto sofisticado para roupas e de levar uma vida relativamente confortável, foi capaz de compreender as dificuldades dos negros escravizados. Manifestou toda sua sensibilidade escrevendo versos de protesto contra a situação a qual os negros eram submetidos. Este seu estilo contestador o tornou conhecido como o “Poeta dos Escravos”. Aos 21 anos de idade, mostrou toda sua coragem ao recitar, durante uma comemoração cívica, o “Navio Negreiro”. A contra gosto, os fazendeiros ouviram-no clamar versos que denunciavam os maus tratos aos quais os negros eram submetidos. Além de poesia de caráter social, este grande escritor também escreveu versos líricos-amorosos, de acordo com o estilo de Victor Hugo. Pode-se dizer que Castro Alves foi um poeta de transição entre o Romantismo e o Parnasianismo.
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Assessoria de Comunicação – IPAC, em 07.06.2013
Jornalista responsável Geraldo Moniz (DRT-BA nº 1498)
Texto-base: Yuri Silva
Edição: Silvana Malta (coordenadora de jornalismo - DRT-BA nº 1907) e Geraldo Moniz
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