19/06/2013
O Forte do Barbalho, em Salvador, que surgiu como trincheira contra as investidas dos invasores holandeses no século XVII, em 1638, e é tombado como Patrimônio do Brasil desde 1957, está passando por obras emergenciais que serão finalizadas neste mês de julho (2013).
A intervenção, que teve aval do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) do Ministério da Cultura, é coordenada pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA).
O forte é de propriedade da União – governo federal – mas hoje está sendo administrado pela Secult-Ba, que passará a promover ações de ocupação via Fundação Cultural do Estado (Funceb), após as obras. Foram investidos R$ 3,3 milhões do Tesouro estadual. “A estrutura do Forte estava instável e precisávamos fazer a intervenção”, alerta o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça.
O IPAC faz obras de restauro em dezenas de construções seculares em várias cidades da Bahia, como Cachoeira, São Félix, Piatã e Salvador, além de ser responsável pelos museus estaduais que também ocupam edificações antigas.
“Fazemos manutenção permanente e reformas eventuais no Solar do Unhão, onde está o Museu de Arte Moderna (MAM), no Solar Ferrão, que acolhe um centro cultural com coleções de arte, no Museu de Arte da Bahia no Corredor da Vitória, além do Palácio da Aclamação, onde está sediada a Diretoria de Museus (dimusbahia.wordpress.com), e o Palacete das Artes, no bairro da Graça, dentre outras”, relata Mendonça. Ele diz que, no caso do Forte do Barbalho, a ação foi emergencial, já que a construção ficou sem reparos por algumas décadas.
“Basicamente, estabilizamos a muralha da edificação, que é a mais larga existente dentre todas as fortificações da Bahia”, diz o dirigente. Mendonça explica ainda que o Forte do Barbalho é o maior do estado. Já foram feitos serviços de demolição de pequenas construções irregulares, retirada plantas, injeção de defensivo agrícola para erradicar vegetação enraizada na alvenaria e remoção de revestimento degradado.
“Realizamos, igualmente, a limpeza da alvenaria com jato de água (hidrojateamento), remoção mecânica de argamassas aderidas às pedras e, por fim, a recomposição e consolidação da alvenaria e dos muros ao redor, utilizando argamassa de saneamento”, comenta a arquiteta da Diretoria de Projetos Obras e Restauro (Dipro) do IPAC, Zulmira Correia, que fiscaliza a obra. Segundo a especialista, ainda falta escorar um pavilhão com fissuras para dar fim aos trabalhos, já no próximo mês de julho.
Mais informações sobre obras, projetos arquitetônicos e de restaurações do IPAC são disponibilizadas na Dipro via telefone (71) 3116-6731, endereço eletrônico dipro.ipac@ipac.ba.gov.br. Fique informado através do site www.ipac.ba.gov.br, Facebook Ipacba Patrimônio e Twitter @ipac_ba.
Box OPCIONAL: HISTÓRIA – No contexto das Invasões holandesas do Brasil (1630-1654), o capitão pernambucano Luís Barbalho Bezerra, receando um segundo ataque às trincheiras de Santo Antônio, fez erguer um reduto no local. O seu envolvimento no conflito encontra-se assinalado por uma inscrição epigráfica colocada pelo Instituto Geográfico e Histórico da Bahia em 1938. O forte foi reconstruído com melhor traçado, em alvenaria de pedra e cal, no Governo Geral de Alexandre de Sousa Freire, pelo Capitão-de-Mar-e-Guerra João Calmon. Denominado como Forte de Nossa Senhora do Monte do Carmo ou Forte de Nossa Senhora do Monte Carmelo, tinha como função defender, juntamente com o Forte de Santo Antônio além do Carmo, o acesso terrestre Norte à então capital do Estado do Brasil. O forte foi construído em terreno doado pelos frades do Carmo. Ficava no meio de um vasto "plateau" na extremidade norte da cidade. Metade da praça em que se encontrava ainda existia em 1937, quando foi ocupada pelo Instituto Normal. Está hoje totalmente envolvido por construções do início deste século. Os quintais entre o forte e a Rua Barão de Macaúbas foram incorporados ao sistemas de áreas verdes (GP-2), pelo decreto Municipal nº 4.551 de 23/11/1973. O edifício detém notável mérito arquitetônico, em forma de polígono quadrangular com baluartes em ponta, em três cantos, tendo, no vértice, guaritas, e sendo redondo o quarto canto. Possuía 41 troneiras, algumas já fechadas. Em meados do século XVIII, tinha 15 peças e, em 1809, 22. Seu aspecto atual decorre de obras realizadas no século XIX. Primitivamente, possuía quartéis apenas sob o terrapleno e um corpo de guarda superposto pela casa do comandante que se desenvolvia em toda a largura da cortina. Portada com tribuna semelhante à do forte de São Pedro, provavelmente do século XIX.
Fotos em Alta Resolução: http://www.flickr.com/photos/secultba/sets/72157634195302969/
Crédito Fotográfico obrigatório: Lei nº 9610/98
Assessoria de Comunicação – IPAC – em 18.06.2013
Jornalista responsável Geraldo Moniz (DRT-BA 1498)
(71) 8731-2641, 9922-1743
Texto-base: Yuri Silva
Edição: Silvana Malta (DRT-BA 1907) e Geraldo Moniz
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O forte é de propriedade da União – governo federal – mas hoje está sendo administrado pela Secult-Ba, que passará a promover ações de ocupação via Fundação Cultural do Estado (Funceb), após as obras. Foram investidos R$ 3,3 milhões do Tesouro estadual. “A estrutura do Forte estava instável e precisávamos fazer a intervenção”, alerta o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça.
O IPAC faz obras de restauro em dezenas de construções seculares em várias cidades da Bahia, como Cachoeira, São Félix, Piatã e Salvador, além de ser responsável pelos museus estaduais que também ocupam edificações antigas.
“Fazemos manutenção permanente e reformas eventuais no Solar do Unhão, onde está o Museu de Arte Moderna (MAM), no Solar Ferrão, que acolhe um centro cultural com coleções de arte, no Museu de Arte da Bahia no Corredor da Vitória, além do Palácio da Aclamação, onde está sediada a Diretoria de Museus (dimusbahia.wordpress.com), e o Palacete das Artes, no bairro da Graça, dentre outras”, relata Mendonça. Ele diz que, no caso do Forte do Barbalho, a ação foi emergencial, já que a construção ficou sem reparos por algumas décadas.
“Basicamente, estabilizamos a muralha da edificação, que é a mais larga existente dentre todas as fortificações da Bahia”, diz o dirigente. Mendonça explica ainda que o Forte do Barbalho é o maior do estado. Já foram feitos serviços de demolição de pequenas construções irregulares, retirada plantas, injeção de defensivo agrícola para erradicar vegetação enraizada na alvenaria e remoção de revestimento degradado.
“Realizamos, igualmente, a limpeza da alvenaria com jato de água (hidrojateamento), remoção mecânica de argamassas aderidas às pedras e, por fim, a recomposição e consolidação da alvenaria e dos muros ao redor, utilizando argamassa de saneamento”, comenta a arquiteta da Diretoria de Projetos Obras e Restauro (Dipro) do IPAC, Zulmira Correia, que fiscaliza a obra. Segundo a especialista, ainda falta escorar um pavilhão com fissuras para dar fim aos trabalhos, já no próximo mês de julho.
Mais informações sobre obras, projetos arquitetônicos e de restaurações do IPAC são disponibilizadas na Dipro via telefone (71) 3116-6731, endereço eletrônico dipro.ipac@ipac.ba.gov.br. Fique informado através do site www.ipac.ba.gov.br, Facebook Ipacba Patrimônio e Twitter @ipac_ba.
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Texto-base: Yuri Silva
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