04/09/2013
"Deveriam ter mais projetos como o ‘Transmulti’, que oferecem a oportunidade de estarmos em espaços que geralmente as pessoas com deficiência não estão. É uma forma de interação com os espaços da cidade". Este foi o depoimento do arte-terapeuta, dançarino e coreógrafo baiano Carlos Eduardo Oliveira, ou ‘Edu O.’, como é mais conhecido, ao final da sua palestra que ocorreu ontem (02) à tarde no Museu Costa Pinto, em Salvador.
Edu O. é conhecido nacionalmente por seus trabalhos artísticos e educativos que buscam a inclusão de pessoas com deficiência em diversas esferas públicas e privadas. Ele já recebeu vários prêmios por sua trajetória profissional e é vencedor de diversos editais de dança em todo o país, com apresentações em cidades brasileiras e fora do país.
A iniciativa é do Projeto ‘Transmulti’ de autoria do museólogo e doutor em História pela Universidade Federal da Bahia, Afrânio Simões Filho, que desenvolve até final de outubro (2013) oficinas de museologia, acessibilidade, arte e socialização no Museu Costa Pinto.
O projeto foi vencedor dos Editais de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-Ba), e aceito para ser realizado no Costa Pinto. "É fundamental termos um espaço de diálogo para compartilhar experiências, já que o projeto trabalha com pessoas portadoras de deficiência. A receptividade foi a melhor possível e os comentários muito proveitosos", lembrou Edu O.
Segundo o coordenador do projeto, Afrânio Simões Filho, a ação integra jovens, adultos, idosos e portadores de necessidades especiais. “Propomos novas estratégias educativas para aproveitar o potencial pedagógico dos acervos museológicos como estímulo educativo, a inclusão social dos portadores de necessidades especiais e a democratização do acesso aos bens culturais”, explica o especialista. “Mas, no exercício do projeto, também, estreitamos laços entre gerações diferentes e cooperação mútua de grupos sociais diversos”, diz Afrânio.
A iniciativa promove ainda programação de filmes, palestras e atividades culturais, oficinas inclusivas de recriação estética e ateliês de customização e assemblage. O projeto será finalizado até final de outubro (2013) com uma exposição coletiva dos trabalhos realizados ao longo das oficinas e atividades de ateliê, além da publicação de um catálogo educativo ilustrado a ser distribuído entre diversas instituições culturais do Estado da Bahia.
POLÍTICA CULTURAL – “Além de possibilitar mais transparência e democratização dos recursos públicos, os editais auxiliam na descentralização da política cultural e provocam a participação efetiva da sociedade civil, com ideias e projetos”, diz o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça. A política cultural voltada aos museus é coordenada pela Diretoria de Museus (Dimus) do IPAC que administra 11 museus estaduais. Dentre eles estão o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) no Solar do Unhão, Avenida Contorno, o Centro Cultural Solar Ferrão, no Pelourinho, que detém coleções de arte sacra, arte africana e arte popular, e o Museu de Arte da Bahia (MAB), no Corredor da Vitória, que é o mais antigo da Bahia.
Já o Costa Pinto, onde se realiza o Projeto Transmulti, é uma fundação de direito privado que não é administrada pelo Estado, mais recebe incentivos anuais, via Fundo de Cultura da Bahia, e atividades como essas. Mais informações sobre o Projeto Transmulti via telefone (71) 9110.5099. Sobre os Museus do IPAC, na assessoria da Dimus, via telefone (71) 3117.6445, ou no blog dimusbahia.wordpres.com.
BOX OPCIONAL: Conheça ‘Edu O.’ – Carlos Eduardo Oliveira, ou ‘Edu O.’ nasceu em 26 de outubro de 1976, viveu boa parte de sua infância em Santo Amaro da Purificação, no recôncavo baiano. Em seus primeiros anos de vida, adquiriu a poliomielite, também conhecida paralisia infantil, fato que marcou a sua vida. Ingressa no curso de Bacharelado em Artes Plásticas pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e finaliza a sua graduação em 2001. Possui mestrado em Dança pelo PPGDANCA – UFBA em que desenvolveu pesquisa em relação às Políticas públicas culturais brasileiras para a área de Dança e suas implicações na produção de artistas com deficiência. Em 2004, termina a sua especialização em Arteterapia pela Universidade Católica de Salvador (UCSAL). Integra o Grupo X de Improvisação em Dança, projeto no qual atualmente é o Diretor Artístico e Dançarino e em 1998 funda O Grupo X de Improvisação em Dança, que promove trabalhos relacionados à questão da improvisação, através da realização de oficinas e pesquisas que visam entender o processo de criação cênica. Destacam-se, aqui, os espetáculos: O Canto de Cada Um (2003/2004), vencedor do Prêmio EnCena Salvador (2003) promovido pela Fundação Gregório de Matos; Edital Quarta que Dança (2004/FUNCEB); Festival de Arte, Criatividade e Reabilitação na Ilha da Madeira, Portugal (2004). Através do referido grupo foi desenvolvida a montagem Os 3 Audíveis... Ana, Judite e Priscila (2008/2009) , tornando-se um projeto pioneiro de dança para pessoas com deficiência visual e vencedor do Prêmio Klauss Vianna Dança (2007); Edital Tô no Pelô (2008); Ocupação de Espaços da Caixa Cultural (2008); Edital Ninho Reis (2009). Desde 2004, participa de um Intercâmbio Brasil/França com Grupo X de Improvisação em Dança e a Cia Artmacadam, o projeto intitulado Euphorico de Residência Artística. Com o espetáculo Judite quer chorar, mas não consegue! (2006), ganha sucesso em nacional e internacional, além de Editais e premiações: Circulação de Espetáculos de Dança no Estado da Bahia – Edital Ninho Reis (2009) e Quarta que Dança (2007)/FUNCEB; Edital Ocupação de Espaços da Caixa Cultural (2010); Prêmio Albertina Brasil - MINC pela Petrobras e Escola Brasil (2011). No ano de 2012, o projeto Judite ganha gravação de um audiobook com a narração de Malu Mader. Em 2007 participa do Joy Lab Research espetáculo do coreógrafo americano Alito Alessi, criador do Danceability. Em 2009, participa do Ano na França no Brasil com personagem Ariel no texto A Tempestade, de Shakespeare. Foi o produtor artístico e autor de ‘Odete, traga meus mortos’ (2010), no Prêmio Festival Vivadança, ganhador do Demanda Espontânea (2011)/ Edital Quarta que Dança/FUNCEB (2012). Em 2010, é o idealizador de O Corpo Perturbador que ganhou o Edital Yanka Rudzka (2009 /FUNCEB). Em 2010 integra o Unlimited Candoco Dance Company Londres, integrando a programação das Olimpíadas Culturais de Londres, com 12 coreografias de Claire Cunningham e Parallel Lines de Marc Brew, com apresentações na China. Desde 2010 é realizador do Encontro O que é isso? De Dança. Fez residência artística em Itacaré e Salvador, no Projeto do Ar (Prêmio Klauss Vianna /FUNARTE). Em 2011, o projeto de intervenção urbana em praias baianas, Ah, se eu fosse Marilyn! com o qual participou do Edital Quarta que Dança. Dentre outros trabalhos concretizados em 2012, podemos citar: Je t'aime, oficina realizada no Euphorico, e como coreógrafo pelo Grupo X de Improvisação realizou a montagem Pequetitas Coisas Entre Nós Mesmos.
Fotos ANEXAS:
Crédito Fotográfico obrigatório - Lei nº 9610/98: Milena Rocha
Assessoria de Comunicação – IPAC, em 03.09.2013
Jornalista responsável Geraldo Moniz (DRT-BA nº 1498)
(71) 8731-2641, 9110-5099
Texto-base: Ulisses Gama (estagiário de jornalismo)
Edição: Silvana Malta (coordenadora de jornalismo - DRT-BA nº 1907)
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Edu O. é conhecido nacionalmente por seus trabalhos artísticos e educativos que buscam a inclusão de pessoas com deficiência em diversas esferas públicas e privadas. Ele já recebeu vários prêmios por sua trajetória profissional e é vencedor de diversos editais de dança em todo o país, com apresentações em cidades brasileiras e fora do país.
A iniciativa é do Projeto ‘Transmulti’ de autoria do museólogo e doutor em História pela Universidade Federal da Bahia, Afrânio Simões Filho, que desenvolve até final de outubro (2013) oficinas de museologia, acessibilidade, arte e socialização no Museu Costa Pinto.
O projeto foi vencedor dos Editais de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-Ba), e aceito para ser realizado no Costa Pinto. "É fundamental termos um espaço de diálogo para compartilhar experiências, já que o projeto trabalha com pessoas portadoras de deficiência. A receptividade foi a melhor possível e os comentários muito proveitosos", lembrou Edu O.
Segundo o coordenador do projeto, Afrânio Simões Filho, a ação integra jovens, adultos, idosos e portadores de necessidades especiais. “Propomos novas estratégias educativas para aproveitar o potencial pedagógico dos acervos museológicos como estímulo educativo, a inclusão social dos portadores de necessidades especiais e a democratização do acesso aos bens culturais”, explica o especialista. “Mas, no exercício do projeto, também, estreitamos laços entre gerações diferentes e cooperação mútua de grupos sociais diversos”, diz Afrânio.
A iniciativa promove ainda programação de filmes, palestras e atividades culturais, oficinas inclusivas de recriação estética e ateliês de customização e assemblage. O projeto será finalizado até final de outubro (2013) com uma exposição coletiva dos trabalhos realizados ao longo das oficinas e atividades de ateliê, além da publicação de um catálogo educativo ilustrado a ser distribuído entre diversas instituições culturais do Estado da Bahia.
POLÍTICA CULTURAL – “Além de possibilitar mais transparência e democratização dos recursos públicos, os editais auxiliam na descentralização da política cultural e provocam a participação efetiva da sociedade civil, com ideias e projetos”, diz o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça. A política cultural voltada aos museus é coordenada pela Diretoria de Museus (Dimus) do IPAC que administra 11 museus estaduais. Dentre eles estão o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) no Solar do Unhão, Avenida Contorno, o Centro Cultural Solar Ferrão, no Pelourinho, que detém coleções de arte sacra, arte africana e arte popular, e o Museu de Arte da Bahia (MAB), no Corredor da Vitória, que é o mais antigo da Bahia.
Já o Costa Pinto, onde se realiza o Projeto Transmulti, é uma fundação de direito privado que não é administrada pelo Estado, mais recebe incentivos anuais, via Fundo de Cultura da Bahia, e atividades como essas. Mais informações sobre o Projeto Transmulti via telefone (71) 9110.5099. Sobre os Museus do IPAC, na assessoria da Dimus, via telefone (71) 3117.6445, ou no blog dimusbahia.wordpres.com.
BOX OPCIONAL: Conheça ‘Edu O.’ – Carlos Eduardo Oliveira, ou ‘Edu O.’ nasceu em 26 de outubro de 1976, viveu boa parte de sua infância em Santo Amaro da Purificação, no recôncavo baiano. Em seus primeiros anos de vida, adquiriu a poliomielite, também conhecida paralisia infantil, fato que marcou a sua vida. Ingressa no curso de Bacharelado em Artes Plásticas pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e finaliza a sua graduação em 2001. Possui mestrado em Dança pelo PPGDANCA – UFBA em que desenvolveu pesquisa em relação às Políticas públicas culturais brasileiras para a área de Dança e suas implicações na produção de artistas com deficiência. Em 2004, termina a sua especialização em Arteterapia pela Universidade Católica de Salvador (UCSAL). Integra o Grupo X de Improvisação em Dança, projeto no qual atualmente é o Diretor Artístico e Dançarino e em 1998 funda O Grupo X de Improvisação em Dança, que promove trabalhos relacionados à questão da improvisação, através da realização de oficinas e pesquisas que visam entender o processo de criação cênica. Destacam-se, aqui, os espetáculos: O Canto de Cada Um (2003/2004), vencedor do Prêmio EnCena Salvador (2003) promovido pela Fundação Gregório de Matos; Edital Quarta que Dança (2004/FUNCEB); Festival de Arte, Criatividade e Reabilitação na Ilha da Madeira, Portugal (2004). Através do referido grupo foi desenvolvida a montagem Os 3 Audíveis... Ana, Judite e Priscila (2008/2009) , tornando-se um projeto pioneiro de dança para pessoas com deficiência visual e vencedor do Prêmio Klauss Vianna Dança (2007); Edital Tô no Pelô (2008); Ocupação de Espaços da Caixa Cultural (2008); Edital Ninho Reis (2009). Desde 2004, participa de um Intercâmbio Brasil/França com Grupo X de Improvisação em Dança e a Cia Artmacadam, o projeto intitulado Euphorico de Residência Artística. Com o espetáculo Judite quer chorar, mas não consegue! (2006), ganha sucesso em nacional e internacional, além de Editais e premiações: Circulação de Espetáculos de Dança no Estado da Bahia – Edital Ninho Reis (2009) e Quarta que Dança (2007)/FUNCEB; Edital Ocupação de Espaços da Caixa Cultural (2010); Prêmio Albertina Brasil - MINC pela Petrobras e Escola Brasil (2011). No ano de 2012, o projeto Judite ganha gravação de um audiobook com a narração de Malu Mader. Em 2007 participa do Joy Lab Research espetáculo do coreógrafo americano Alito Alessi, criador do Danceability. Em 2009, participa do Ano na França no Brasil com personagem Ariel no texto A Tempestade, de Shakespeare. Foi o produtor artístico e autor de ‘Odete, traga meus mortos’ (2010), no Prêmio Festival Vivadança, ganhador do Demanda Espontânea (2011)/ Edital Quarta que Dança/FUNCEB (2012). Em 2010, é o idealizador de O Corpo Perturbador que ganhou o Edital Yanka Rudzka (2009 /FUNCEB). Em 2010 integra o Unlimited Candoco Dance Company Londres, integrando a programação das Olimpíadas Culturais de Londres, com 12 coreografias de Claire Cunningham e Parallel Lines de Marc Brew, com apresentações na China. Desde 2010 é realizador do Encontro O que é isso? De Dança. Fez residência artística em Itacaré e Salvador, no Projeto do Ar (Prêmio Klauss Vianna /FUNARTE). Em 2011, o projeto de intervenção urbana em praias baianas, Ah, se eu fosse Marilyn! com o qual participou do Edital Quarta que Dança. Dentre outros trabalhos concretizados em 2012, podemos citar: Je t'aime, oficina realizada no Euphorico, e como coreógrafo pelo Grupo X de Improvisação realizou a montagem Pequetitas Coisas Entre Nós Mesmos.
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