11/11/2013
O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) confirmou hoje, dia 11 (novembro, 2013), que o sítio arqueológico Lagoa da Velha, localizado no município de Morro do Chapéu, região central da Bahia, será o próximo ponto de escavação da 2ª etapa do Projeto ‘Circuitos Arqueológicos da Chapada Diamantina’. Os trabalhos devem começar até final de novembro (2013). A iniciativa é da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA), através de convênio entre o IPAC e o departamento de Antropologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). O projeto tem parceria das prefeituras de Iraquara, Lençóis, Morro do Chapéu, Palmeiras, Wagner, Seabra, Boninal, Ibicoara, Piatã, Mucugê, Andaraí e Utinga.
Segundo o coordenador técnico do projeto e professor da UFBA, Carlos Etchevarne, o sítio de Lagoa da Velha integra a mesma formação geológica que abriga a Serra das Paridas, em Lençóis, e que se estende por outros municípios, como Palmeiras e Utinga. “Tentaremos fazer novas descobertas para entender as populações que habitavam essas áreas”, diz Etchevarne. Outro objetivo é estudar as pinturas rupestres encontradas. O arqueólogo é doutor em Geologia, Paleontologia e Pré-História pelo Museum National de Histoire Naturelle de Paris, França, e pós-doutorado em Arqueologia pela Universidade de Coimbra, Portugal.
GRUPOS HUMANOS – Criado em 2010, os ‘Circuitos’ propõem ações desenvolvimento econômico-sustentável para esses municípios baianos a partir de roteiros culturais e naturais. “Na primeira etapa, o projeto sensibilizou 1,8 mil pessoas, treinou 450 multiplicadores, mapeou 67 sítios de pinturas rupestres, promoveu 43 oficinas”, relata a coordenadora de Articulação e Difusão (Coad) do IPAC, Carolina Passos. As ações resultaram ainda em nove roteiros de visitação, além de exposições na Chapada e em Salvador. Na segunda etapa, lançada em julho deste ano (2013), estão sendo promovidas escavações nos sítios e ações de educação patrimonial.
Para Etchevarne, as descobertas realizadas nas Paridas (ossos de animais, caramujos e objetos lascados) têm grande importância para estudar os povos que habitaram abrigos como este, capaz de alojar cerca de 12 pessoas. “A descoberta é fundamental, porque fala diretamente sobre a presença de grupos que fizeram as pinturas”, explica o especialista. Além disso, concentrações de carvões foram encontradas, o que denuncia a permanência de grupos humanos. Os carvões colhidos serão datados, em laboratório, por Carbono 14 (ver NOTA). Depois das pesquisas, o material retorna aos municípios. Um vídeo sobre as escavações está no link http://bit.ly/serradasparidas .
As Paridas possui pinturas rupestres que representam animais, vegetais, formas geométricas e humanas, feitas com pigmentos vermelhos e amarelos. O complexo é dotado de abrigos, paredões e locas próximas, unidas e que exigem tratamento especial, por formarem unidade de ocupação humana pré-colonial. Outras informações sobre os ‘Circuitos’ estão na Coad/IPAC via telefone (71) 3116-6945 ou endereço eletrônico coad.ipac@ipac.ba.gov.br . Informe-se no site www.ipac.ba.gov.br, via Facebook Ipacba Patrimônio e Twitter @ipac_ba.
BOX opcional 1: ARTE RUPESTRE – Do latim rupes, que significa rochedo, a arte rupestre reúne vestígios, pinturas e desenhos deixados por populações pré-históricas e é considerada por especialistas em arqueologia como um dos mais importantes testemunhos do passado humano no planeta. Encontrada geralmente em abrigos, grutas e lajedos rochosos de várias partes do mundo, essa arte foi produzida por grupos humanos de caçadores, coletores, horticultores, agricultores e/ou pastores.
BOX opcional 2: CHAPADA DIAMANTINA – O Território Chapada Diamantina engloba 24 municípios e ocupa uma área de 32.407,36 km2, com uma densidade demográfica de 11,48 hab/km2. Segundo dados do Censo Demográfico 2010 (IBGE), a população da Chapada Diamantina totalizava 372.242 habitantes, que corresponde a 2,65% do total da população do Estado da Bahia. Faz divisa com municípios dos Territórios Piemonte de Paraguaçu, Bacia do Paramirim, Sertão Produtivo, Vale do Jequiriçá, Velho Chico, Piemonte da Diamantina e Irecê. Insere-se no bioma da caatinga, caracterizado pelo clima semi-árido com solos rasos e pedregosos, abrigando fauna e flora única. A formação econômica deste Território está associada à exploração dos seus recursos naturais. Entre as atividades agrícolas, destaca-se a cafeicultura, com os municípios de Barra da Estiva, Bonito, Ibicoara, Mucugê e Morro do Chapéu. Além da produção de hortícolas irrigadas (batata inglesa, cebola, alho) nos municípios de Lençóis, Andaraí, Mucugê e Ibicoara. A atividade de turismo ecológico vem despontando, sendo o seu principal produto os recursos naturais (rios, cachoeiras, montanhas, grutas, clima frio). A mineração está praticamente desativada, embora ainda se encontre a exploração de diamantes em Lençóis e Andaraí, diatomita em Mucugê e Ibicoara e dolomito em Morro do Chapéu.
BOX opcional 3: CARBONO 14 – O carbono-14, C14 ou radiocarbono é um isótopo radioativo natural do elemento carbono, recebendo esta numeração porque apresenta número de massa 14. Entre os cinco isótopos instáveis do carbono, o carbono-14 é aquele que apresenta a maior meia-vida, que é de aproximadamente 5 730 anos. Forma-se nas camadas superiores da atmosfera onde os átomos de nitrogênio-14 são bombardeados por neutrons contidos nos raios cósmicos. Quando o ser vivo morre inicia-se uma diminuição da quantidade de carbono-14 devido a sua desintegração radiativa. Como essa desintegração ocorre num período de meia-vida de 5730 anos é possível fazer a datação radiométrica de objetos ou materiais arqueológicos com idades dentro desta ordem de grandeza. O método não é por isso adequado à datação de fósseis que têm idades na casa dos milhões de anos e que são datados por métodos estratigráficos e por decaimento de outros elementos radioativos.
FOTOS anexas e EM ALTA RESOLUÇÃO no Flickr:
http://www.flickr.com/photos/secultba/sets/72157634671916150/
http://www.flickr.com/photos/secultba/sets/72157633598440719/
http://www.flickr.com/photos/secultba/sets/72157627922731788/
http://www.flickr.com/photos/secultba/sets/72157627508309297/
http://www.flickr.com/photos/secultba/sets/72157627293515681/
Crédito Fotográfico obrigatório - Lei nº 9610/98
Assessoria de Comunicação – IPAC, em 11.11.2013
Jornalista responsável Geraldo Moniz (DRT-BA nº 1498)
(71) 8731-2641, 9110-5099
Texto-base: Yuri Silva (estagiário de jornalismo)
Edição: Silvana Malta (coordenadora de jornalismo - DRT-BA nº 1907) - (71) 3117-6490, 3116-6673, 8371-0304
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Segundo o coordenador técnico do projeto e professor da UFBA, Carlos Etchevarne, o sítio de Lagoa da Velha integra a mesma formação geológica que abriga a Serra das Paridas, em Lençóis, e que se estende por outros municípios, como Palmeiras e Utinga. “Tentaremos fazer novas descobertas para entender as populações que habitavam essas áreas”, diz Etchevarne. Outro objetivo é estudar as pinturas rupestres encontradas. O arqueólogo é doutor em Geologia, Paleontologia e Pré-História pelo Museum National de Histoire Naturelle de Paris, França, e pós-doutorado em Arqueologia pela Universidade de Coimbra, Portugal.
GRUPOS HUMANOS – Criado em 2010, os ‘Circuitos’ propõem ações desenvolvimento econômico-sustentável para esses municípios baianos a partir de roteiros culturais e naturais. “Na primeira etapa, o projeto sensibilizou 1,8 mil pessoas, treinou 450 multiplicadores, mapeou 67 sítios de pinturas rupestres, promoveu 43 oficinas”, relata a coordenadora de Articulação e Difusão (Coad) do IPAC, Carolina Passos. As ações resultaram ainda em nove roteiros de visitação, além de exposições na Chapada e em Salvador. Na segunda etapa, lançada em julho deste ano (2013), estão sendo promovidas escavações nos sítios e ações de educação patrimonial.
Para Etchevarne, as descobertas realizadas nas Paridas (ossos de animais, caramujos e objetos lascados) têm grande importância para estudar os povos que habitaram abrigos como este, capaz de alojar cerca de 12 pessoas. “A descoberta é fundamental, porque fala diretamente sobre a presença de grupos que fizeram as pinturas”, explica o especialista. Além disso, concentrações de carvões foram encontradas, o que denuncia a permanência de grupos humanos. Os carvões colhidos serão datados, em laboratório, por Carbono 14 (ver NOTA). Depois das pesquisas, o material retorna aos municípios. Um vídeo sobre as escavações está no link http://bit.ly/
As Paridas possui pinturas rupestres que representam animais, vegetais, formas geométricas e humanas, feitas com pigmentos vermelhos e amarelos. O complexo é dotado de abrigos, paredões e locas próximas, unidas e que exigem tratamento especial, por formarem unidade de ocupação humana pré-colonial. Outras informações sobre os ‘Circuitos’ estão na Coad/IPAC via telefone (71) 3116-6945 ou endereço eletrônico coad.ipac@ipac.ba.
BOX opcional 1: ARTE RUPESTRE – Do latim rupes, que significa rochedo, a arte rupestre reúne vestígios, pinturas e desenhos deixados por populações pré-históricas e é considerada por especialistas em arqueologia como um dos mais importantes testemunhos do passado humano no planeta. Encontrada geralmente em abrigos, grutas e lajedos rochosos de várias partes do mundo, essa arte foi produzida por grupos humanos de caçadores, coletores, horticultores, agricultores e/ou pastores.
BOX opcional 2: CHAPADA DIAMANTINA – O Território Chapada Diamantina engloba 24 municípios e ocupa uma área de 32.407,36 km2, com uma densidade demográfica de 11,48 hab/km2. Segundo dados do Censo Demográfico 2010 (IBGE), a população da Chapada Diamantina totalizava 372.242 habitantes, que corresponde a 2,65% do total da população do Estado da Bahia. Faz divisa com municípios dos Territórios Piemonte de Paraguaçu, Bacia do Paramirim, Sertão Produtivo, Vale do Jequiriçá, Velho Chico, Piemonte da Diamantina e Irecê. Insere-se no bioma da caatinga, caracterizado pelo clima semi-árido com solos rasos e pedregosos, abrigando fauna e flora única. A formação econômica deste Território está associada à exploração dos seus recursos naturais. Entre as atividades agrícolas, destaca-se a cafeicultura, com os municípios de Barra da Estiva, Bonito, Ibicoara, Mucugê e Morro do Chapéu. Além da produção de hortícolas irrigadas (batata inglesa, cebola, alho) nos municípios de Lençóis, Andaraí, Mucugê e Ibicoara. A atividade de turismo ecológico vem despontando, sendo o seu principal produto os recursos naturais (rios, cachoeiras, montanhas, grutas, clima frio). A mineração está praticamente desativada, embora ainda se encontre a exploração de diamantes em Lençóis e Andaraí, diatomita em Mucugê e Ibicoara e dolomito em Morro do Chapéu.
BOX opcional 3: CARBONO 14 – O carbono-14, C14 ou radiocarbono é um isótopo radioativo natural do elemento carbono, recebendo esta numeração porque apresenta número de massa 14. Entre os cinco isótopos instáveis do carbono, o carbono-14 é aquele que apresenta a maior meia-vida, que é de aproximadamente 5 730 anos. Forma-se nas camadas superiores da atmosfera onde os átomos de nitrogênio-14 são bombardeados por neutrons contidos nos raios cósmicos. Quando o ser vivo morre inicia-se uma diminuição da quantidade de carbono-14 devido a sua desintegração radiativa. Como essa desintegração ocorre num período de meia-vida de 5730 anos é possível fazer a datação radiométrica de objetos ou materiais arqueológicos com idades dentro desta ordem de grandeza. O método não é por isso adequado à datação de fósseis que têm idades na casa dos milhões de anos e que são datados por métodos estratigráficos e por decaimento de outros elementos radioativos.
FOTOS anexas e EM ALTA RESOLUÇÃO no Flickr:
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