12/11/2013
A capela de Senhora Santana, no município de Xique Xique, no noroeste da Bahia, cuja construção remonta a 1811, quando D. João VI ainda era o príncipe-regente do Brasil e Portugal, está recebendo ações emergenciais do Governo do Estado, graças à Secretaria de Cultura (Secult-BA). A edificação religiosa está localizada na ilha de Miradouro, separada da cidade de Xique-Xique pelo Porto Santana em um canal do Rio São Francisco, e é tombada como Bem Cultural da Bahia, via Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC).
“Esta ação está sendo realizada com cautela, pois o local apresenta grandes sinais de desgaste”, diz a coordenadora de Restauro de Elementos Artísticos (Cores) do IPAC, Milena Tavares. Estavam em avançado estado de deterioração as cúpulas das naves e as pinturas do teto. A construção é considerada um marco na representatividade histórico-cultural do município, localizado a cerca de 520 km de Salvador.
Segundo a restauradora Célia Moura e o arquiteto José Carlos Matta, responsáveis técnicos da obra, já foram realizadas a remoção dos forros de parte da capela, a higienização e a proteção da camada de cores dos materiais removidos. Além disso, o IPAC deve providenciar a sustentação do imóvel. Foi promovido um convênio de cooperação técnica entre o instituto, o município e a paróquia local. “As parcerias e apoios locais para uma intervenção como esta são fundamentais”, explica José Carlos Matta.
SÉCULO XVII – A frequência da igreja de Santana do Miradouro extrapola os limites municipais e atrair fiéis de várias regiões da Bahia. O imóvel tem fachada simples, robustos cunhais, porta central e duas janelas. No interior, o púlpito - com bacia de pedra, guarda-corpo de madeira almofadado, grades de coro e comunhão em treliça de madeira – está conservado, assim como o retábulo policromado na capela-mor.
Encontra-se ainda pintura tipo escaiola – que imita o mármore ou pedras ornamentais –, com pequenos medalhões, anjos, jarros e guirlandas. Dois altares em alvenaria ocupam os ângulos na nave. O piso interno é de ladrilhos, com tabuado no coro e lajotas de barro cozido no adro. As linhas altas e a abóbada facetada, elementos típicos do século XVII, só foram encontradas nesta e em igrejas de Jandaíra e Queimadas. A ilha, onde está localizada a capela, é muito fértil e conserva vegetação natural, com árvores e coqueiros.
No próximo domingo, dia 17, equipe do IPAC formada por restauradores, marceneiros e auxiliares de restauro chegam em Xique-Xique para a segunda etapa da intervenção, que é trabalhar no forro, já retirado. Outras informações podem ser obtidas na Diretoria de Projetos e Obras (Dipro) do IPAC, via telefone (71) 3116-6726 ou endereço dipro.ipac@ipac.ba.gov.br. Mais dados sobre outros projetos e programas do IPAC no site www.ipac.ba.gov.br, no facebook Ipacba Patrimônio e no twitter @ipac_ba.
FOTOS anexas.
Crédito Fotográfico obrigatório - Lei nº 9610/98
Assessoria de Comunicação – IPAC, em 12.11.2013
Jornalista responsável Geraldo Moniz (DRT-BA nº 1498)
(71) 8731-2641, 9110-5099
Texto-base: Djalma Júnior (estagiário de jornalismo)
Edição: Silvana Malta (coordenadora de jornalismo - DRT-BA nº 1907) –
(71) 3117-6490, 3116-6673, 8371-0304
ascom.ipac@ipac.ba.gov.br - www.ipac.ba.gov.br
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“Esta ação está sendo realizada com cautela, pois o local apresenta grandes sinais de desgaste”, diz a coordenadora de Restauro de Elementos Artísticos (Cores) do IPAC, Milena Tavares. Estavam em avançado estado de deterioração as cúpulas das naves e as pinturas do teto. A construção é considerada um marco na representatividade histórico-cultural do município, localizado a cerca de 520 km de Salvador.
Segundo a restauradora Célia Moura e o arquiteto José Carlos Matta, responsáveis técnicos da obra, já foram realizadas a remoção dos forros de parte da capela, a higienização e a proteção da camada de cores dos materiais removidos. Além disso, o IPAC deve providenciar a sustentação do imóvel. Foi promovido um convênio de cooperação técnica entre o instituto, o município e a paróquia local. “As parcerias e apoios locais para uma intervenção como esta são fundamentais”, explica José Carlos Matta.
SÉCULO XVII – A frequência da igreja de Santana do Miradouro extrapola os limites municipais e atrair fiéis de várias regiões da Bahia. O imóvel tem fachada simples, robustos cunhais, porta central e duas janelas. No interior, o púlpito - com bacia de pedra, guarda-corpo de madeira almofadado, grades de coro e comunhão em treliça de madeira – está conservado, assim como o retábulo policromado na capela-mor.
Encontra-se ainda pintura tipo escaiola – que imita o mármore ou pedras ornamentais –, com pequenos medalhões, anjos, jarros e guirlandas. Dois altares em alvenaria ocupam os ângulos na nave. O piso interno é de ladrilhos, com tabuado no coro e lajotas de barro cozido no adro. As linhas altas e a abóbada facetada, elementos típicos do século XVII, só foram encontradas nesta e em igrejas de Jandaíra e Queimadas. A ilha, onde está localizada a capela, é muito fértil e conserva vegetação natural, com árvores e coqueiros.
No próximo domingo, dia 17, equipe do IPAC formada por restauradores, marceneiros e auxiliares de restauro chegam em Xique-Xique para a segunda etapa da intervenção, que é trabalhar no forro, já retirado. Outras informações podem ser obtidas na Diretoria de Projetos e Obras (Dipro) do IPAC, via telefone (71) 3116-6726 ou endereço dipro.ipac@ipac.ba.gov.br. Mais dados sobre outros projetos e programas do IPAC no site www.ipac.ba.gov.br, no facebook Ipacba Patrimônio e no twitter @ipac_ba.
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