05/12/2013
“Não nasci gênio, tampouco não fico a espera da Musa que será beijada para transmitir a criação.”
Udo Knoff, 1992
A partir de 13 de dezembro (sexta-feira), o público poderá conhecer um pouco mais sobre o patrono do Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica (Pelourinho), através da exposição “Udo, o artista” que revela o perfil criativo do colecionador Horst Udo Erich Knoff. A mostra apresenta a capacidade de criação de Udo Knoff na arte da cerâmica e as diferentes leituras e releituras que este fazia com o azulejo. A seleção das obras contempla a diversidade do acervo, os variados estilos e as diferentes técnicas utilizadas por Udo.
As obras fazem parte das experimentações que o artista fazia, com o propósito de descobrir o tom, a forma e o efeito desejado para cada peça, tornando-a única. Os medalhões, pratos, jarros e garrafas são exemplares decorativos querefletem as experimentações artísticas de Udo com a cerâmica. Com diversificados suportes e técnicas, o artista fez de cada trabalho, uma peça singular, estabelecendo uma composição harmônica, seja na concepção ou utilização da cerâmica para função de decorar, seja na criação e reprodução de motivos em azulejos e painéis, nos quais revelava as várias possibilidades estéticas.
Para além de experimentos, novos significados foram atribuídos às obras sob o olhar do artista. O alguidar, por exemplo, tido pelas comunidades indígenas como um grande prato de barro utilizado muitas vezes para torrar a farinha, transforma-se em uma peça decorativa, sem perder, no entanto, a sua referência, através da pintura com motivos indígenas. Também fazem parte do acervo os pigmentos e minerais, as ferramentas e máquinas que foram utilizadas por Udo para a confecção das peças. Alguns dos instrumentos foram elaborados pelo próprio artista; outros, adaptados e utilizados como recursos para alcançar as formas desejadas.
A produção de Udo Knoff era resultado de um trabalho árduo de pesquisa e estudos, como o próprio artista enfatizava: “Tudo que consegui até hoje foi trabalhando duro, nada me caiu do céu”. Sobre o seu trabalho de estudo e pesquisa para a realização de reproduções e recuperação de painéis de azulejos antigos, Udo dizia: “É um trabalho penoso, mas muito mais gratificante que ‘decorar o bidet da madame”.
SERVIÇO: exposição “Udo, o artista”
Local: Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica
Visitação: terça a sexta, das 12h às 18h. Fins de semana e feriados, das 12h às 17h
Entrada: grátis
Endereço: Rua Frei Vicente, 03, Pelourinho, Salvador
Tel.: (71) 3117-6389
Realização: Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica/ DIMUS/IPAC/SECULT-BA
Yara Vasku
Jornalista DRT/PR 2904
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