12/12/2013
Dentro da 2ª etapa do `Programa de Pesquisa e Manejo de Sítios de Arte Rupestre da Chapada Diamantina´ (projeto `Circuitos Arqueológicos´), a Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA) inicia na próxima segunda-feira (16), na cidade de Piatã, importantes ações de educação patrimonial (Programação ANEXA/ABAIXO).
As ações serão executadas por equipe multidisciplinar formada por técnicos do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), beneficiando os municípios de Andaraí, Boninal, Ibicoara, Mucugê, Piatã e Utinga. Os trabalhos começam agora em dezembro em Piatã e duram até julho de 2014, quando os seis municípios estarão contemplados.
Na 1ª etapa do `Circuitos Arqueológicos´, foram beneficiados os municípios de Iraquara, Lençóis, Morro do Chapéu, Palmeiras, Wagner e Seabra. Criado em 2010,via convênio IPAC/UFBA, o projeto já sensibilizou 1,8 mil pessoas, treinou 450 multiplicadores, mapeou 67 sítios de pinturas rupestres e promoveu 43 oficinas.
MULTIPLICADORES – “As atividades objetivam a apropriação e valorização do patrimônio cultural local, fortalecimento dos sentimentos de identidade e cidadania, formação de agentes patrimoniais e utilização dos bens culturais de forma sustentável”, explica a coordenadora de Articulação e Difusão (Coad) do IPAC, Carolina Passos.
Segundo ela, o evento é direcionado a professores e moradores das comunidades dos municípios para que se tornem multiplicadores da iniciativa. “Nas comunidades que habitam os entornos dos sítios de pintura rupestre, estaremos realizando oficinas de fotografia, priorizando o público jovem”, diz a coordenadora do IPAC.
Na programação, estão previstas oficinas (de sensibilização para o patrimônio cultural, de capacitação para levantamento de bens culturais municipais e de fotografia, esta última voltada para o público jovem) e mostra dos resultados nessas cidades. Para a educadora Ednalva Queiroz, coordenadora de Educação Patrimonial do IPAC, essas ações se configuram como um processo formativo e informativo que permite a difusão de conhecimentos sobre o patrimônio e seus mecanismos de preservação. “Informação, reconhecimento, diversidade, valorização, afetividade e protagonismo são palavras-chave para o desenvolvimento do processo educativo e para a permanência de seus resultados”, esclarece Ednalva Queiroz.
Todas as ações serão realizadas com o apoio das prefeituras municipais e seus respectivos órgãos de cultura, turismo, meio ambiente e educação. Outras informações sobre a Educação Patrimonial e os ‘Circuitos’ do IPAC/UFBA podem ser obtidas na Coad via telefone (71) 3116-6945 ou e-mail coad.ipac@ipac.ba.gov.
PROGRAMAÇÃO
Dia 15/12 Domingo | Dia 16/12 Segunda | Dia 17/12 Terça | Dia 18/12 Quarta | Dia 19/12 Quinta | Dia 20/12 Sexta | |
| 9h30 às 12h Conversando sobre o Patrimônio – edição especial Local: Clube Social Max.participantes: capacidade do local Palestrantes: Hermano Guanais, Elisabete Gándara e Milena Tavares | 8h às 12h GUARDADOS E ACHADOS Turma A Max.participantes: 30 Local: Clube Social Instrutoras: Fátima e Alana | 8h às 12h GUARDADOS E ACHADOS Turma A | 8h às 12h GUARDADOS E ACHADOS (PRÁTICA) Turma A | 9h às 16h VARAL CULTURAL Participantes: Todos Local: Clube Social | |
8h às 12h “NA LUZ DO SEU OLHAR” Turma C Max.participantes: 10 Local: Três Morros Instrutor: Lázaro Monitor: Fernando | 8h às 12h “NA LUZ DO SEU OLHAR” Turma C | 8h às 12h “NA LUZ DO SEU OLHAR” (PRÁTICA) Turma C | ||||
| 17h Entrega da restauração de altares e imagens na Igreja do Bom Jesus de Piatã, e abertura das ações de Educação Patrimonial dos Circuitos Arqueológicos da Chapada Diamantina Local: Igreja do Bom Jesus de Piatã | 14h às 18h Oficina: QUEM SOMOS NÓS? Turma A e B (Max.participantes: 50) Local: Clube Social Instrutoras: Fátima e Alana | 14h às 18h GUARDADOS E ACHADOS Turma B Max.participantes: 30 Local: Clube Social Instrutoras: Fátima e Alana | 14h às 18h GUARDADOS E ACHADOS Turma B | 14h às 18h GUARDADOS E ACHADOS (PRÁTICA) Turma B | |
14h às 18h “NA LUZ DO SEU OLHAR” Turma D Max.participantes: 10 Local: Três Morros Instrutor: Lázaro Monitor: Fernando | 14h às 18h “NA LUZ DO SEU OLHAR” Turma D | 14h às 18h “NA LUZ DO SEU OLHAR” (PRÁTICA) Turma D |
BOX opcional 1: ARTE RUPESTRE – Do latim rupes, que significa rochedo, a arte rupestre reúne vestígios, pinturas e desenhos deixados por populações pré-históricas e é considerada por especialistas em arqueologia como um dos mais importantes testemunhos do passado humano no planeta. Encontrada geralmente em abrigos, grutas e lajedos rochosos de várias partes do mundo, essa arte foi produzida por grupos humanos de caçadores, coletores, horticultores, agricultores e/ou pastores.
BOX opcional 2: CHAPADA DIAMANTINA – O Território Chapada Diamantina engloba 24 municípios e ocupa uma área de 32.407,36 km2, com uma densidade demográfica de 11,48 hab/km2. Segundo dados do Censo Demográfico 2010 (IBGE), a população da Chapada Diamantina totalizava 372.242 habitantes, que corresponde a 2,65% do total da população do Estado da Bahia. Faz divisa com municípios dos Territórios Piemonte de Paraguaçu, Bacia do Paramirim, Sertão Produtivo, Vale do Jequiriçá, Velho Chico, Piemonte da Diamantina e Irecê. Insere-se no bioma da caatinga, caracterizado pelo clima semi-árido com solos rasos e pedregosos, abrigando fauna e flora única. A formação econômica deste Território está associada à exploração dos seus recursos naturais. Entre as atividades agrícolas, destaca-se a cafeicultura, com os municípios de Barra da Estiva, Bonito, Ibicoara, Mucugê e Morro do Chapéu. Além da produção de hortícolas irrigadas (batata inglesa, cebola, alho) nos municípios de Lençóis, Andaraí, Mucugê e Ibicoara. A atividade de turismo ecológico vem despontando, sendo o seu principal produto os recursos naturais (rios, cachoeiras, montanhas, grutas, clima frio). A mineração está praticamente desativada, embora ainda se encontre a exploração de diamantes em Lençóis e Andaraí, diatomita em Mucugê e Ibicoara e dolomito em Morro do Chapéu.
Fotos EM ANEXO e em ALTA RESOLUÇÃO no FLICKR:
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Assessoria de Comunicação – IPAC, em 13.12.2013
Jornalista responsável Geraldo Moniz (DRT-BA nº 1498)
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Edição: Silvana Malta (coordenadora de jornalismo - DRT-BA nº 1907)
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