Obras devem transformar Forte do Barbalho em centro cultural

07/01/2014
As obras emergenciais de consolidação e estabilização do Forte de Nossa Senhora do Monte do Carmo, mais conhecido como Forte do Barbalho, em Salvador, chegam à etapa final. Nesta terça-feira (7), o governador Jaques Wagner foi ao local acompanhar o andamento dos trabalhos. As intervenções, orçadas em quase R$ 4 milhões, duraram 14 meses e foram feitas sob a coordenação da Secretaria Estadual de Cultura (Secult), via Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac).

“Conseguimos fazer um investimento de quase R$ 4 milhões para garantir a estrutura do forte, comprometida por várias infiltrações. A ideia agora é que se torne um centro de produção cultural, voltado para teatro, cinema, eventos. Além disso, queremos tornar o espaço útil para a população, com atividades esportivas e circenses, para que a garotada incorpore o forte ao seu dia a dia”, disse o governador.

O Forte do Barbalho é propriedade da União e é a maior fortificação construída em território baiano. Ele é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como Patrimônio do Brasil desde 1957 via Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A União cedeu a edificação à Secult, que destinou a sua utilização para que a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) desenvolvesse atividades voltadas para a área de teatro e cinema, a exemplo de iluminação, cenotecnia e oficinas de formação de técnicos.

“Fizemos as obras emergenciais porque toda a muralha estava danificada. Algumas das partes internas também corriam o risco de desabamento. Então, foi feito todo esse trabalho estrutural, além da retirada de raízes dos muros”, explicou o secretário de Cultura, Albino Rubim.

De acordo com o diretor de Projetos e Obras do IPAC, o arquiteto Paulo Canuto, foi feita a consolidação da muralha e de mais dois blocos que estavam com instabilidade. “Além disso, levantamos outro trecho da muralha interna, restauramos a portada principal e o passeio de pedra portuguesa e recuperamos o jardim, que passou a ser protegido por um gradil de ferro para garantir a segurança e limpeza”, comentou o diretor.

Segundo ele, foram realizadas, ainda, demolições de construções espúrias, retirada de vegetação que danificava a muralha, remoção de revestimento degradado, recomposição e jateamento da alvenaria, das pedras retiradas,  do revestimento do coroamento e dos muros com argamassa de saneamento e escoramento emergencial em pavilhão que apresentava fissura devido a recalque.

 

SÉCULO XVII – Localizado na Rua Marechal Gabriel Botafogo, no Barbalho, na poligonal do Centro Antigo de Salvador, o forte foi construído durante o século XVII, como baluarte, no ano de 1638, com o intuito de defender Salvador da invasão holandesa. Foi a primeira fortificação que hasteou a bandeira brasileira, após a retirada das tropas portuguesas.

Ao longo dos séculos, serviu como aliado ao Império, onde abrigou cerca de 200 revoltosos. Em 1853, teve reparos e passou a servir como enfermaria para coléricos e, posteriormente, para variolosos. A partir do século XX, começou a servir de Batalhão de Artilharias e, depois, pela 6ª Companhia da Polícia Militar.

 

Fonte: Secom (colaboração IPAC)

Foto: Manu Dias / GovBA

Publicado em 07.01.2014
Galeria: