“Fazemos oficinas culturais, mas não religiosas”, diz o Alabá do Ilé Asìpá

07/02/2014

O terreiro é tombado como Bem Cultural da Bahia, via IPAC, e o projeto é vencedor dos Editais da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA), com apoio da UNEB e acompanhamento do CCPI


As oficinas do projeto ‘Ilé Asìpá: Atabaque entre as Folhas’, cuja quarta aula acontece amanhã, sábado (8), a partir das 9 h, são da tradição nagô-kêtu, mas não é uma atividade religiosa, e sim, um curso sobre música, cânticos e mitos de matriz cultural afro-baiana. As aulas acontecem no terreiro Ilé Asìpá, na Rua Assipá, nº472, via AvenidaOrlando Gomes, entre a Paralela e a Orla. O terreiro foi fundado pelo sacerdote afro-brasileiro, escritor e conceituado artista baiano, Mestre Didi (1917-2013).

O Alabá (cargo máximo) do terreiro Ilé Asìpá, Genaldo Novaes, faz questão de explicar a diferença, para que não ocorram interpretações errôneas acerca do curso que é gratuito para a comunidade baiana. A iniciativa tem apoio financeiro da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA) e institucional da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). O Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) da Secult/BA é responsável por acompanhar o projeto que foi vencedor de edital estadual. O terreiro também é tombado como Bem Cultural da Bahia, através do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC).

“Sabemos separar as atividades religiosas dos projetos culturais que realizamos”, afirma Genaldo Novaes. O terreiro desenvolve diversas ações socioculturais através da sua representação civil, a Sociedade Cultural Ilé Asìpá. O projeto é considerado pioneiro por abrir oficinas musicais dentro de um terreiro para qualquer interessado, mesmo que não pratiquem a religiosidade do candomblé. São disponibilizadas duas turmas, uma para iniciantes e outra para pessoas com experiência do ato percussivo. As aulas acontecem todos os sábados até 15 de março (2014).

 

PERCUSSÃO no MUNDO – Segundo o Alabá Genaldo Novaes, a música brasileira, seja samba, bossa-nova, axé, entre outras de diversos países, como as influenciadas pela cultura caribenha, têm como base a percussão. “Existem inúmeros compositores e músicos famosos que são influenciados pela percussão que praticamos”, diz Novaes. Ele ressalta ainda a grande quantidade de percussionistas baianos que hoje estão em turnês nacionais e internacionais, alguns até famosos em outros países.

Novaes lembra ainda que as aulas são ministradas por mestres ojés e alabês de altíssima qualidade. “São pessoas de dentro da cultura que compartilham os seus excepcionais conhecimentos musicais e culturais”, finaliza o Alabá. Os alabês são responsáveis em um terreiro pelos toques rituais e conservação dos instrumentos musicais sagrados. Para saber mais confira o Facebook ‘Ilê Asipá: Atabaques entre as Folhas’. Assista ao vídeo http://migre.me/h2nz8. O Ilé Asìpá fica na Rua Assipá, nº 472, com entrada pela Avenida Orlando Gomes – entre a Orla e a Av. Paralela – em frente ao prédio do Cimatec/Senai. Mais informações via e-mailatabaquesentreasfolhas@gmail.com ou telefone (71) 3117-5377, no Núcleo de Cultura e Artes/Proex da UNEB.

 

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Assessoria de Comunicação – IPAC, em 07.02.2014

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