Programação Dimus/Ipac Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) 02 a 09/07/2015

30/06/2015
DESTAQUE

Os museus vinculados à DIMUS/IPAC estarão fechados na quinta-feira (02/07) por conta do feriado de Dois de Julho, dia em que se celebra a Independência do Brasil na Bahia. Os espaços voltam a funcionar normalmente na sexta-feira (03/07). São eles: Centro Cultural Solar Ferrão, Museu Abelardo Rodrigues, Museu Tempostal – todos no Pelourinho – e o Parque Histórico Castro Alves, em Cabaceiras do Paraguaçu, no Recôncavo baiano. Confira o que está em cartaz nesses museus:

 

PARQUE HISTÓRICO CASTRO ALVES (PHCA)

Exposição “Navio Negreiro de Castro Alves – Drama em Gravuras”, por Hansen Bahia, no PHCA

Continua em cartaz no Parque Histórico Castro Alves (PHCA), localizado em Cabaceiras do Paraguaçu, no Recôncavo baiano, a exposição “Navio Negreiro de Castro Alves – Drama em Gravuras”, por Hansen Bahia. A mostra, que é composta por 20 xilogravuras de Hansen Bahia, promove um encontro entre a obra do artista e o poema de Castro Alves, proporcionando a sensação de que a escrita e a imagem se completam, e retrata a dramaticidade social sentida na pele dos escravos: toda a aspereza, animalização e violência do tráfego negreiro. A técnica da xilogravura foi a escolhida por Hansen para representar a força de seus temas. Em uma entrevista, em 1971, afirmou: “a madeira tem sua própria linguagem”. A poesia e a gravura completam-se nesta evocação da exposiçãoem cartaz.

Sobre o artista - Karl Heinz Hansen nasceu em Hamburgo, na Alemanha, em 1915. Seus primeiros trabalhos artísticos se deram a partir da década de 40 na área das artes visuais, utilizando a técnica da xilogravura, tendo o homem como seu grande tema. A paixão de Hansen pela Bahia se expressar em sua identidade artística, ao adotá-la nas assinaturas de suas obras de arte. Este é o ano do centenário deste grande artista, que deixou assim como Castro Alves todo o seu legado para o Recôncavo Baiano e o mundo. É notável nas obras de Hansen o olhar voltado para questões sociais retratadas, por exemplo, nas series: Via Crucis do Pelourinho, No Drama do Calvário entre outras obras.

SERVIÇO:

O que: Exposição “Navio Negreiro de Castro Alves – Drama em Gravuras”, por Hansen Bahia

Onde: Parque Histórico Castro Alves (PHCA)

Endereço: Praça Castro Alves, nº 106, Centro, Cabaceiras do Paraguaçu/ BA

Tel.: (75) 3681-1102

Realização: PHCA/DIMUS/IPAC/ SECULT-BA

Gratuito     

Sobre o museu: Por conta do primeiro centenário da morte de Castro Alves, em março de 1971 foi inaugurado, no lugar onde ele nasceu, o museu biográfico Parque Histórico Castro Alves (PHCA), numa área de 52 mil metros quadrados. O acervo convida os visitantes a mergulharem no universo do porta-voz literário da Abolição da Escravatura no Brasil, através de seus poemas, informações e objetos pessoais dele e familiares. Além do museu, o parque contém um anexo com sala multimídia, auditório, biblioteca, infocentro, reserva técnica, refeitório e administrativo. Na área de Mata Nativa, os visitantes podem fazer uma trilha e visitarem o Pouso de Adelaide, o Anfiteatro, a Cruz da Estrada, a Fonte e o Marco da Fazenda. O público pode ainda usufruir dos projetos socioeducativos: Conhecendo as Nascentes; Sarau no Parque: Música, Poesia e Arte nos Finais de Tarde; Brincando no Parque como no Tempo de Nossos Avôs; Oficina de Teatro; Baú de Memórias e Sopa de Letras. Anualmente, o Parque também promove o Festival de Declamação de Poemas de Antônio Frederico de Castro Alves.

Visitação: terça a sexta, das 9h às 12h e 14h às 17h. Fins de semana e feriados, das 9h às 14h

Entrada: grátis

Praça Castro Alves, 106, Centro, Cabaceiras do Paraguaçu/BA

(75) 3681-1102

 

SOLAR FERRÃO

 1- A Exposição de Arte Africana. O colecionador italiano Claudio Masella (Roma, 1935-2007), reuniu por mais de 30 anos uma coleção de arte africana com mais de mil exemplares. Esses objetos ilustram a arte dos principais grupos étnicos do continente africano, compondo um panorama ímpar para entendimento da diversidade cultural e as suas influências na formação do Brasil. Doadas ao Governo do Estado da Bahia, em 2004. Permanente.

 2- A Coleção de Arte Popular.  Coleção reunida pelo cenógrafo e diretor teatral pernambucano Eros Martim Gonçalves (1919-1973) e ampliada pela arquiteta italiana Lina Bo Bardi (1914-1992). Nela podem ser vistos objetos de cerâmica utilitária, os curiosos “caxixis” (miniaturas em cerâmica), roupa tradicional de vaqueiro, brinquedos, oratórios, santos, ex-votos, ferramentas de orixás, carrancas, esculturas com temáticas do cotidiano. Permanente.

 3- Coleção Walter Smetak. O músico e compositor suíço Anton Walter Smetak (1913-1984) viveu na Bahia entre os anos de 1957 e 1984, realizando inovadoras experimentações sonoras e plásticas, que influenciou gerações de músicos e artistas. Os instrumentos musicais criados por ele, suas plásticas sonoras, formam a sua coleção, explorando as heranças popular e erudita em suas experiências. Permanente.

 Sobre o espaço: tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o casarão construído entre o fim do século XVII e início do XVIII possui seis andares e abriga a Galeria Solar Ferrão, o Museu Abelardo Rodrigues e três coleções: a Coleção de Arte Popular, a Coleção de Arte Africana e a Coleção de Walter Smetak.

Visitação: terça a sexta, de 12h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h

Entrada: grátis

Rua Gregório de Matos, 45, Pelourinho, Salvador

(71) 3116- 6743

MUSEU ABELARDO RODRIGUES

O colecionador pernambucano Abelardo Rodrigues (1908-1971) reuniu ao longo de sua vida uma das mais importantes coleções, composta por mais de 800 objetos, que revela a trajetória histórica e artística da arte sacra cristã no Brasil, percorrendo o Barroco e o Neoclássico, suas formas de representação e devoção, aproximando o humano do sagrado. Apresenta peças datadas dos séculos XVII ao XX, confeccionadas em diversos materiais, a exemplo de madeira, barro cozido, marfim, pedra sabão e metal. São oratórios, miniaturas, imaginária, crucifixos, imagens de Roca, maquinetas, crucificados, mobiliário de devoção, objetos de origem brasileira, principalmente nordestina, como também de procedência europeia.

Visitação: terça a sexta, de 12h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h

Entrada: grátis

Rua Gregório de Mattos, 45, Pelourinho, Salvador

(71) 3117-6440

MUSEU TEMPOSTAL

1- O Museu Tempostal apresenta a exposição O Bairro do Comércio, composta por postais e fotos que retratam a região do Comércio, no trecho da Preguiça até o antigo Mercado do Ouro, da primeira década do século XX até os anos 80. Através de cerca de 100 imagens, a mostra apresenta aspectos históricos, urbanísticos e arquitetônicos do bairro, que foi criado para servir de ancoradouro das naus que traziam insumos de outros países, a exemplo de produtos manufaturados da Europa, e retornavam com o que se produzia por aqui (açúcar, fumo, algodão, madeiras de lei e couro). Em cartaz.

2- A exposição Pelos Caminhos de Salvador retrata parte da urbanização, crescimento e modernização da capital baiana. A mostra constitui um grande apanhado de imagens e fotografias que retratam as diversas transformações ocorridas no tecido urbano da cidade, iniciadas em fins do século XIX.  Através de uma leitura histórica, é possível conferir, também, as mudanças nos hábitos e costumes ligados à vida cotidiana. Permanente.

3 - A mostra Bahia – Litoral e Sertão apresenta a relação econômica e social desenvolvida entre duas regiões distintas da Bahia através de registros de imagens. Fotografias e postais, datados do início do século XX, de diferentes cidades do interior do Estado, revelam a importância da nossa formação geopolítica, ressaltando o impacto da exploração colonial, do povoamento heterogêneo, e a pluralidade de atividades econômicas exercidas tanto na região litorânea quanto no sertão. Permanente.

Sobre o museu: o acervo do Museu Tempostal é composto por postais, estampas e fotografias, em sua maioria, procedentes da coleção de Antônio Marcelino do Nascimento. As peças, datadas do final do século XIX e meados do século XX, representam imagens de valor histórico, artístico e documental, não só da Bahia e do Brasil, mas também de diversos países do mundo, sobre as mais variadas temáticas.

Visitação: terça a sexta, das 12h às 18h. Fins de semana e feriados, das 12h às 17h

Entrada: grátis

Rua Gregório de Mattos, 33, Pelourinho, Salvador

(71) 3117-6383

 

MUSEU UDO KNOFF DE AZULEJARIA E CERÂMICA

Atenção: O Museu Udo Knoff está fechado para montagem de uma nova exposição de longa duração com peças do acervo.

Rua Frei Vicente, 03, Pelourinho, Salvador - (71) 3117-6389


Yara Vasku
Jornalista DRT/PR 2904
Dimus – Diretoria de Museus – BA

(71) 3117-6445/ 9119-7746
Núcleo de Comunicação
Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia
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