20/08/2015
A conselheira de cultura Ana Vaneska foi escolhida, nesta quinta-feira, 20, como a presidenta da Câmara de Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Natural. Ao seu lado nos trabalhos estará o conselheiro Edvaldo Vivas Gomes, que assume o posto de vice-presidente. A escolha dos novos gestores aconteceu em uma reunião na sede do Conselho, no Campo Grande.
Os dois aceitaram o desafio de gerenciar o principal instrumento de trabalho do Conselho Estadual de Cultura. Regida pela lei 8.895/03, a Câmara tem como principal missão analisar e emitir parecer sobre patrimônios intangíveis e tangíveis encaminhados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC).
Fazem parte da Câmara também o conselheiro João Carlos de Oliveira (diretor do IPAC) e as conselheiras Virgínia Coronago (mestre e doutora em Ciências Sociais) e Arany Santana (diretora do Centro de Culturas Populares e Identitárias – CCPI). Como suplentes estão Aurélio Schommer (escritor e curador da Flica) e Maria Ivanilde Ferreira (mestre em sociologia). À frente dos trabalhos como secretária da Câmara estará a servidora Isamar Rita Oliveira.
RESPONSABILIDADE – Satisfeita com a indicação, a conselheira Ana Vaneska reforçou a importância de a Câmara estar cercada por conselheiros e conselheiras capacitados. “Sou pautada pela honestidade das relações, existe um viés espiritual que faz parte da minha história. Percebo os acúmulos de experiência e conhecimento dos outros membros, mas não fujo dos desafios”, revelou a conselheira, que é mestranda em Cultura e Sociedade na Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Ao aceitar a indicação para ser vice-presidente, o conselheiro Edvaldo Vivas Gomes assinalou que a nova composição da Câmara de Patrimônio representa a gestão atual do Conselho Estadual de Cultura, composta por membros da sociedade civil preocupados em melhorar a gestão cultural da Bahia. “Esta presidência reflete a tomada do poder público pela sociedade civil”, comentou o conselheiro, que é promotor e coordenador do Núcleo de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Ministério Público do Estado).
Serão agendados novos encontros com os membros da Câmara. Entre os próximos passos estão a criação do regimento interno da Câmara, a apresentação de um panorama histórico do IPAC e do Ministério Público sobre projetos de tombamentos avaliados nos últimos dez anos, além da visita de um técnico do CCPI para esclarecimentos ligados às principais demandas do setor. Serão elaborados os planejamentos de curto, médio e longo prazo da Câmara, além de serem realizadas as distribuições dos processos arquivados no Conselho à espera de parecer.
PERFIL DA CÂMARA DE PATRIMÔNIO
Ana Vaneska, presidente: Representa o setor Gestão Cultural. É graduada em Licenciatura em Teatro pela UFBA. De 2007 a 10 de outubro 2014, foi Coordenadora do Centro Cultural Plataforma (CCP), o que resultou na experiência em gestão de equipamento cultural público com participação social da comunidade artística suburbana, a chamada Gestão Participativa. Representa o Fórum de Arte e Cultura do Subúrbio, conselho gestor do espaço cultural em questão. Fez parte do 1º Colegiado de Circo da Bahia como representante da SecultBA. É mestranda pelo Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da UFBA, com pesquisa focada na área de antropologia cultural.
Edvaldo Gomes Vivas, vice-presidente: Representa o Ministério Público da Bahia. É formado em Direito e possui especialização em direitos humanos. Foi promotor de justiça titular das Promotorias de Justiça de Palmeiras, Xique-Xique, Camamu, Feira de Santana e, atualmente, é titular da 29ª Promotoria de Justiça de Assistência da Capital, onde atua como Coordenador do Núcleo de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural – NUDEPHAC.
João Carlos de Oliveira: Representa o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC). João Carlos de Oliveira é especialista em Conservação e Restauração de Monumentos e Conjuntos Históricos pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e integra, desde 2009, o quadro do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), do Ministério da Cultura (Minc). Integrou ainda importantes projetos de restauro no Rio de Janeiro (Valença, Rio das Flores e Barra Mansa), Minas Gerais (Juiz de Fora) e em Cachoeira na Bahia. Esteve nos últimos quatro anos como chefe dos escritórios técnicos do IPHAN em Congonhas e Ouro Preto
Arany Santana: Representa o Centro de Cultura Populares e Identitárias (CCPI). Natural de Amargosa e cidadã soteropolitana por mérito e reconhecimento, filha dos ventos, sob a proteção de Iansã, é especialista em Língua e Cultura Kikóongo e em História da África e possui um histórico atrelado à cultura e militância étnica que resiste há anos. Fundadora do Movimento Negro Unificado e Co-fundadora e diretora do Ilê Ayiê, em 2004, Arany tornou-se a primeira secretária Municipal de Reparação e, em 2010, esteve à frente da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza do Estado da Bahia. Em 2011, assumiu a diretoria do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), unidade da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.
Virgínia Coronago: É licenciada em Música pela Universidade Católica de Salvador, mestre e doutora em Ciências Sociais pela PUC/SP especialista em musicoterapia. Analista Universitária (função: músico) na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Atua como pesquisadora nas áreas de cultura, patrimônio, antropologia, música, envelhecimento e musicoterapia. Presidiu o Conselho Municipal do Idoso de Vitória da Conquista e coordenou o Projeto Arte na Escola (UESB – ONG Arte na Escola/SP). Atualmente é Coordenadora do projeto Vida Ativa (UESB) e colaboradora do Projeto Multicultural (UESB).
SUPLENTES
Aurélio Schommer: Representa o setor Livro. É idealizador, sócio e curador da Flica - Festa Literária Internacional de Cachoeira, onde há debates sobre o livro e sua comercialização. Debatedor em diversos fóruns sobre o mercado editorial e o futuro do livro. Foi presidente da Câmara Bahiana do Livro e representou a Bahia na assinatura do acordo para o Fundo Nacional Pró-Leitura, juntamente com o SNEL (Sindicato Nacional de Editores de Livro), a CBL (Câmara Brasileira do Livro) e outras entidades nacionais e regionais.
Maria Ivanilde Ferreira Nobre: Representa a Secretaria Estadual de Educação. Graduada no curso de Ciências Sociais na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas pela UFBA e mestre em Sociologia, com ênfase em Sociologia Urbana pela UFMG. Especialista em Demografia pela Universidade de Havana e pela Escola Nacional de Ciências Estatísticas - Ence /Ibge/RJ. A conselheira é professora de Sociologia da rede estadual de educação e coordenadora de Projetos Intersetoriais, nas diversas linguagens artísticas. Atua na Secretaria da Educação do Estado da Bahia desde 2007.
*Crédito das fotos: Ascom CEC / Alice Santiago
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Eder Luis Santana
Assessor de Comunicação do CEC-BA
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